Publicação: Ocorrência de escorpiões em bairros da cidade de Uberlândia - MG
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CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::ZOOLOGIA
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Marçal Júnior, Oswaldo
Resumo
Foi realizado, nos meses de março e abril de 1997, um levantamento sobre a ocorrência de escorpiões e acidentes escorpiônicos em 12 bairros da cidade de Uberlândia-MG: Alvorada, Brasil, Centro, Cruzeiro do Sul, Custódio Pereira, Luizote de Freitas, Mansour, Martins, Roosevelt, Santa Mônica, Segismundo Pereira e Tubalina. Este trabalho teve a colaboração de uma escola de 1-Q Grau em cada um dos bairros, onde foram distribuídos e recolhidos 240 questionários. Os alunos levavam o questionário para os pais responderem e, posteriormente, devolviam para a pessoa responsável.
O grupo estudado apresentou o seguinte perfil: 69,6% pertenciam ao sexo feminino e estavam na faixa etária entre 30 e 40 anos; 52,2% possuíam o 1' Grau, 28,2% possuíam o 2" Grau e 19,6 % possuíam o 3' Grau. As profissões exercidas por esta população foram bastante variadas, sendo as mais freqüentes: doméstica: (29,2%), comerciante (7,5%) e professora (7,1%). Verificou-se a presença de escorpiões em 64 das 240 residências amostradas (26,7%), e os bairros com maior número de ocorrências, em ordem decrescente, foram: Alvorada, Santa Mônica, Custódio Pereira, Centro e Segismundo Pereira. De acordo com as características descritas, Tityus serrulatus predominou nos bairros centrais, enquanto que nos periféricos pôde-se encontrar T. serrulatus, T. bahiensis e Bothriurus juntos.
Apesar de estarem relacionados a ambientes secos e necessitarem de pouca água para sobreviver, o aparecimento de escorpiões, principalmente em banheiros e cozinhas, indica sua presença na rede de esgoto, onde, provavelmente, há disponibilidade de alimento, principalmente baratas. Na área externa das residências o aparecimento concentrou-se nos quintais, muros e entulhos, confirmando a presença de fatores favoráveis à instalação destes animais na área urbana.
Quanto ao que fazer, frente à presença de escorpiões, os procedimentos mais usados foram: matar (60,9%) e colocar em vidro com álcool (28,1%). Poucas pessoas tomaram providências quanto à limpeza do local e comunicação a qualquer órgão da prefeitura, mostrando pouca preocupação ou até mesmo desconhecimento do perigo e importância de se relatar esta presença.
Houve relatos de 13 acidentes em 8 dos bairros amostrados, principalmente nos bairros Brasil, Roosevelt e Centro. As partes do corpo mais atingidas foram mãos e pés, fato provavelmente relacionado à atividade exercida pela pessoa no momento do acidente. As vítimas eram principalmente do sexo masculino (61,5%) com idade acima de 30 anos.
Apenas 7,5% da população amostrada sabiam da existência do Centro de Controle de Zoonoses. Após serem notificados da existência deste órgão, 10% da população ainda não avisariam o Centro de Controle de Zoonoses; alguns só o fariam caso aparecesse mais de um escorpião, mostrando a necessidade de maior divulgação deste órgão e sua importância.
A ausência de escorpiões não pode ser interpretada como inexistência desses animais, assim a população deve ser constantemente alertada sobre o perigo e como evitá-los.
Abstract
Palavras-chave
Escorpião, Acidentes escorpiônicos, Uberlândia
Citação
OLIVEIRA, Luciane Fortunato de. Ocorrência de escorpiões em bairros da cidade de Uberlândia - MG. 37 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Biológicas) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 1997.