Publicação: Resistência fisiológica de genótipos de algodoeiro de fibra branca ao mofo branco pelo método de imersão em ácido oxálico
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CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::AGRONOMIA::FITOTECNIA
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Resumo
A cotonicultura tanto no Brasil quanto no mundo tem expressão econômica notável, sendo uma das principais commodities agrícolas. Para seu bom desenvolvimento e produção, são necessárias diversas soluções para os variados estresses que a acometem, tais como o mofo branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum (Lib.) de Bary. Um dos motivos pelo qual o mofo branco apresenta problemas no cultivo de algodoeiro é a alta incidência da doença, principalmente em áreas cultivadas sob irrigação, e tal fungo apresenta difícil controle, devido à presença dos escleródios, estrutura de resistência que pode permanecer viável no solo por períodos de até dez anos. O objetivo do presente trabalho foi determinar o tempo e concentração ideal para identificar níveis de resistência fisiológica ao mofo branco pelo método indireto da imersão em ácido oxálico em genótipos de algodoeiro de fibra branca. O trabalho foi realizado em duas épocas distintas seguindo a mesma metodologia. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos completos casualizados, em parcelas subsubdividas, com cinco repetições, ficando a concentração na parcela, genótipo na subparcela e tempo na subsubparcela, sendo 20 genótipos de algodoeiro, sendo quatro comerciais e 16 do Programa de Melhoramento Genético do Algodoeiro – PROMALG - UFU. As parcelas experimentais foram constituídas de um tubo de ensaio com uma planta de algodoeiro imergida na solução de ácido oxálico. Os tubos de ensaio foram preenchidos com a solução de ácido oxálico baseada na metodologia utilizada por Kolkman; Kelly (2000) com modificações, onde as plantas foram submetidas a esta solução durante 72 horas para determinar qual a concentração e tempo ideal para avaliação do nível de resistência ao patógeno na cultura do algodoeiro. Os caracteres avaliados foram a massa fresca (g) inicial e a massa fresca (g) após a imersão visando avaliar o nível de resistência através da perda de massa fresca causada pela exposição ao ácido oxálico. Os dados foram submetidos à análise de variância (Teste F) e ao teste de Scott-Knott (p<0,05). Pelos resultados obtidos, recomenda-se a análise dos dados após 72 horas à exposição da planta ao ácido oxálico, utilizando a concentração de 20mM. Na solução de ácido oxálico a 20mM e no tempo de avaliação de 72 horas, os genótipos que apresentaram melhores médias de massa fresca foram UFU-14 A, B, F, H, P, S, que são possíveis fontes de resistência ao mofo branco em programas de melhoramento.
Abstract
Palavras-chave
Gossypium hirsutum, Escleródio, Sclerotinia sclerotiorum
Citação
MARTINS, M. R. Resistência fisiológica de genótipos de algodoeiro de fibra branca ao mofo branco pelo método de imersão em ácido oxálico. 2018. 17 f. Trabalho de conclusão de Curso (Graduação em Agronomia) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia-MG, 2018.