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“A árvore da produção”: o trabalho dos assistentes sociais nas empresas capitalistas

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CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA

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Resumo

Esta monografia pretende analisar algumas questões envolvendo a organização do trabalho e as transformações ocorridas no modo de produção capitalista no século XX, bem como as múltiplas formas de controle e disciplinarização, procurando identificar como os trabalhadores reagiram a esse processo. Para tanto investiga o significado histórico da atuação dos assistentes sociais no setor empresarial, mais especificamente em Uberlândia, e tenta repensar a origem da assistência social e da filantropia na sociedade capitalista. A autora optou por realizar um estudo de caso na concessionária Motomaq Ltda., onde, em 1975 a direção da empresa iniciou um processo de criação do Departamento de Serviço Social, tendo como meta a fixação da mão-de-obra no local de trabalho, dado a alta taxa de absenteísmo. Com relação às fontes, foram analisados os relatórios dos estagiários do Curso de Serviço Social, a revista Serviço Social 25 Anos, elaborada pelo Centro Universitário do Triângulo (UNIT), assim como o documento que relata a trajetória do Curso de Serviço Social, elaborado pelas Faculdades Integradas do Triângulo (FIT). A leitura de vários artigos da revista Serviço Social & Sociedade, juntamente com as entrevistas realizadas com a última assistente social que exerceu o cargo de gerente do Departamento de Serviço Social da Motomaq, contribuíram para o entendimento da relação entre assistente social e empresa. Entrevistas com funcionários e ex-funcionários da Motomaq também foram realizadas, visando a compreender como se processam as relações de trabalho naquela empresa. O acesso às fitas de vídeo em comemoração aos 30 Anos da Motomaq e Semana 38 Anos - Motomaq, bem como aos exemplares do JORMAQ, órgão interno de comunicação da empresa, foi de suma importância para visualizar a organização dos processos de trabalho na atualidade. O texto monográfico está divido em três capítulos. O primeiro aborda o surgimento do serviço social no final do século XIX. A contextualização histórica demonstra o papel específico da assistência social dentro do mundo do trabalho a partir do capitalismo monopolista. Também discute o surgimento do serviço social no Brasil e como foi a participação da Igreja Católica na efetivação desse processo. O segundo capítulo retoma a historiografia sobre Uberlândia para analisar o discurso envolvendo a formação da “cidade-progresso”. Apresenta os meandros da institucionalização do serviço social a partir de 1972, ano de criação do curso de Serviço Social na antiga Associação Brasil Central de Educação e Cultura (ABRACEC). Discute a atuação dos assistentes sociais no campo empresarial, mostrando como estes profissionais desenvolveram suas ações em duas empresas da cidade. O último capítulo retoma a atuação dos assistentes sociais especificamente na Motomaq. Mudanças na gerência resultaram na extinção do Departamento de Serviço Social e na formação de um novo estilo e pensamento gerencial, efetivado no Departamento de Recursos Humanos e Qualidade.

Abstract

Palavras-chave

Assistentes sociais, Capitalismo, Motomaq, Uberlândia, Século XX

Citação

MACIEL, Luci Helena. “A árvore da produção”: o trabalho dos assistentes sociais nas empresas capitalistas. 1999. 116 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em História) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 1999.

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