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metadata.dc.type: Dissertação
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
Title: Uma análise da concepção de vida política na perspectiva de Hannah Arendt
metadata.dc.creator: Ferreira, Edilberto Nicanor
metadata.dc.contributor.advisor1: Said, Ana Maria
metadata.dc.contributor.referee1: Xavier, Dennys Garcia
metadata.dc.contributor.referee2: Rodrigo, Lidia Maria
metadata.dc.contributor.referee3: Said, Ana Maria
metadata.dc.description.resumo: O presente trabalho visa analisar a concepção de vida política a partir da perspectiva de Hannah Arendt. Através de uma abordagem teorética, percebeu-se que Arendt se lança sobre o universo da história da Filosofia Política não para fazer História da Filosofia, mas utiliza de tal monta como pressuposto fundamental para sua investigação. Pretendeu-se, desta forma, analisar as propensões da vida política desde as importantes contribuições dadas pelos gregos e consideradas como fundamentais para a compreensão da vida política moderna, constituída como fundamental na retomada do ideal de politeia. O presente estudo propõe uma abordagem acerca da natureza política do homem entendendo que o homem é um animal essencialmente político. Notou-se que a afirmação da condição humana, pretendida por Arendt justifica a análise da vida política, considerando que o lugar do homem é na polis, onde acontece a dimensão da ação, pressuposto essencialmente político. Este trabalho apresenta os desdobramentos da filosofia política de Hannah Arendt, tentando responder necessariamente às hipóteses deste estudo que se referem à condição humana, à fundação da esfera social pelos modernos como fusão da esfera privada e da esfera pública, justificado pelos próprios fenômenos que decorreram dos acontecimentos sociais. Percebe-se que os resultados advindos da esfera social encontram os limites de uma vida política na constituição de uma sociedade capitalista, como fundadora da sociedade de massas, as novas ideologias, a dominação, as estruturações da vida política moderna, vistas por Arendt, em detrimento da própria condição humana, gerando uma grande contradição, já que a razão de ser da política é a liberdade verdadeira, distanciada das máscaras do mundo artificial. Nota-se que a apropriação feita por Arendt das concepções próprias da Filosofia Política Antiga, como instrumento para elaboração de suas teses, repete na leitura arendtiana de Marx, na qual Arendt toma a análise marxiana não considerando a concepção antropológica do trabalho, mas considerando uma concepção meramente econômica do trabalho, que, segundo ela, diminuiria a potencialização da condição humana. A problemática acerca do social na vida política tornou-se o ponto culminante deste debate, vez que Arendt considera que, ao construir a esfera social, o homem reduz a esfera da liberdade. Observou-se que Arendt detecta que a questão social é a expansão da solidão e da alienação das sociedades abundantes. Com isso, ela quer argumentar que não vale a pena sacrificar a grandeza do homem, a capacidade humana de ultrapassar a dimensão natural e articular a conveniência em palavras e pactos em vistas do deslindamento da questão social. Notou-se que o campo da ação humana, constituinte da vida política, continua possuindo fundamental relevância em Arendt, tendo em vista a manutenção da noção aristotélica de zoon politikon. Por fim, observou-se que a conclusão proposta por Arendt acerca dos limites da vida política versa sobre temáticas, que, segundo ela, ocultariam aspectos próprios da condição humana, dentre esses aspectos está a liberdade, instituto essencial para a vida política. Assim sendo, percebeu-se que o deslinde trazido pela esfera social fez com que a dimensão da ação, própria da vida ativa, fosse limitada. Desta forma, Arendt propõe a irredutibilidade da condição humana ao mero exercício de uma função social, já que essa redução justificaria o “mal-estar político” na civilização.
Abstract: This study aims to analyze the concept of political life from the perspective of Hannah Arendt. We may notice through a theoretical approach that Arendt dives into the universe of the history of political philosophy not to make it but to use it as a fundamental prerequisite for her investigation. Therefore, we intended to analyze the tendencies of political life from the important Greek contributions considered fundamental for the understanding of modern political life incorporated as fundamental in the resumption of the politeia ideal. This study proposes an approach about the man's political nature understanding that man is essentially a political animal. It was noticed that the statement of human condition intended by Arendt justifies the analysis of political life considering that man's place is in the polis, where the dimension of action happens, being it an essentially political assumption. Hannah Arendt’s developments of political philosophy is here presented in order to try to answer the hypotheses of this study that refer to human condition, to the foundation of the social sphere by modern men as a fusion of the private and the public spheres, justified by the very phenomena that arose from social events. It was be perceived that the results from the social sphere reach the limits of a political life in the constitution of a capitalist society, as founder of the mass society, new ideologies, domination, the structuring of modern political life seen by Arendt to the detriment of the human condition itself, generating a great contradiction, since the reason for politics is true freedom, distanced from the masks of the artificial world. And the appropriation made by Arendt's conceptions of Ancient Philosophy Politics as a tool for elaborating their theses is repeated in Arendt's reading of Marx, in which Arendt takes the Marxian analysis not considering the anthropological conception of work, but considering a purely economic conception of work which according to her, would decrease the potencialization of the human condition. The issue about the social in the political life became the highlight of this debate, once Arendt considers that when building the social sphere, man reduces the sphere of freedom. It could be observed that Arendt detects that the social issue is the expansion of loneliness and alienation of abundant societies. With that, she wants to argue that it is not worth sacrificing the greatness of man, the human capacity to overcome the natural dimension and articulate convenience in words and pacts in view of the unraveling of the social issue. It could be noticed that the field of human action, constituent of political life, still has fundamental relevance in Arendt, with a view to maintaining the Aristotelian notion of zoon politikon. Finally, it was observed that Arendt’s proposed conclusion on the boundaries of political life argues on themes which according to her, conceal aspects of the human condition. Among these aspects there is freedom, an essential institution for political life. Therefore, the demarcation brought by the social sphere limited the dimension of action, typical of the active life. Thus, Arendt proposes the irreducibility of the human condition to the mere exercise of a social function, since this reduction would justify the 'political disorder’ in civilization.
Keywords: Filosofia
Arendt, Hannah, 1906-1975
Liberdade
Ciência política - Filosofia
Vida política
Homem
Condição humana
Liberdade
Political life
Man
Human condition
Freedom
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: Brasil
Publisher: Universidade Federal de Uberlândia
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-graduação em Filosofia
Citation: FERREIRA, Edilberto Nicanor. Uma análise da concepção de vida política na perspectiva de Hannah Arendt. 2015. 90 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2015.
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/17834
Issue Date: 4-Dec-2015
Appears in Collections:DISSERTAÇÃO - Filosofia

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