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metadata.dc.type: Dissertação
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
Title: Impacto na epidemiologia da sepse tardia após a mudança do protocolo de antimicrobianos em uma UTIN de um serviço universitário
metadata.dc.creator: Ferreira, Maria Inêz
metadata.dc.contributor.advisor1: Röder, Denise Von Dolinger de Brito
metadata.dc.contributor.referee1: Almeida, Karine Cristine de
metadata.dc.contributor.referee2: Silva, Helisângela de Almeida
metadata.dc.description.resumo: Os avanços da neonatologia culminaram na redução da taxa de mortalidade e consequente aumento na sobrevida de recém nascidos pré termos (RNPT). Em contrapartida, observou-se também um aumento considerável do risco de desenvolverem infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS), em sua maioria invasivas, com destaque para as de corrente sanguínea. Essa situação é preocupante, e evitar a ocorrência da mesma é um desafio cuja superação passa a ser uma das prioridades nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). A sepse é a principal causa de morte de neonatos críticos, acometendo mais de um milhão de RN todos os anos, correspondendo a 40% de todas as mortes de neonatos. A incidência de sepse tardia pode chegar a 50% em UTIN. Atualmente, o principal responsável pela ocorrência de sepse em países desenvolvidos é o Staphylococcus coagulase negativa (SCoN), seguido do S. aureus. Os casos de IRAS desencadeadas por isolados resistentes às principais classes de antimicrobianos tem sido cada vez mais frequentes em UTIN. Sendo assim, a Vancomicina passou a ser prescrita com maior frequência, sendo, nos dias atuais, a primeira opção no tratamento de infecções de corrente sanguínea por Staphylococcus resistente. Os objetivos do presente estudo foram: avaliar o impacto na epidemiologia de sepse tardia da UTIN III após a mudança do protocolo do uso de antimicrobianos; verificar a frequência de micro-organismos multirresistentes; avaliar o número de neonatos que evoluíram para o óbito. O presente estudo foi realizado na UTIN nível III do HC-UFU. Foram constituídos três grupos de estudo com base na utilização do protocolo de tratamento de sepse tardia proposto, sendo 216 pertencentes ao Período A, 207 ao B e 209 ao C. O trabalho foi divido em três etapas: Período A: coletados dados de neonatos admitidos na unidade entre setembro de 2010 a agosto de 2011. Utilizava-se para tratamento de sepse tardia: Oxacilina e Gentamicina, Oxacilina e Amicacina, Oxacilina e Cefotaxima. Período B: foram coletados dados no período de março de 2012 a fevereiro de 2013. A coleta dos dados foi iniciada seis meses após mudança do protocolo. Em decorrência da maior prevalência de SCoN, o protocolo inicial foi alterado para vancomicina e cefotaxima. Período C: foram coletados dados dos neonatos internados na unidade no período de setembro de 2013 a agosto de 2014. A coleta dos dados foi iniciada seis meses após a mudança do protocolo, a qual ocorreu em março de 2013. Dos 632 neonatos incluídos no estudo, 511 (80,8%) eram provenientes do setor de ginecologia e obstetrícia do HC-UFU. A idade gestacional média foi de 33 semanas e o sexo prevalente foi o masculino (55,7%). Setenta e nove por cento dos neonatos estudados foram internados na UTIN III do HC-UFU em virtude de complicações relacionadas ao 9 sistema respiratório. A suspeita de sepse levou a internação na unidade de 1,9% dos neonatos. No geral, a taxa de infecção foi de 34,5%, sendo a sepse a síndrome infecciosa mais frequente 81,2%. Houve uma tendência a redução do número de neonatos que foram a óbito entre os períodos A e C (p = 0,053). Dos 176 casos de sepse tardia, 73 foram sepse clínica e 103 apresentaram confirmação laboratorial, com maior representatividade das bactérias Gram positivas, as quais corresponderam a 67,2% dos isolados e o SCoN sendo o micro-organismo mais frequente (91,5%). Houve diferença estatisticamente significativa na redução de isolamento de micro-organismos Gram positivos entre os períodos A e C (p = 0,0365), bem como na redução dos SCoN multirresistentes (período A e B p = 0,0462 e período A e C p = 0,0158). O presente estudo permitiu concluir que: o SCoN foi o principal micro-organismo responsável pela ocorrência de sepse tardia nos neonatos internados na UTIN do HC-UFU; os principais fatores de risco para ocorrência de sepse tardia foram: peso ao nascer < 1500g, uso de PICC e CUV, necessidade de ventilação mecânica e nutrição parenteral, SNAPPE>24 e tempo de internação superior a sete dias; o novo protocolo de tratamento empírico de sepse tardia, baseado na utilização de Vancomicina associada a Cefepime, mostrou-se eficaz, uma vez que promoveu uma redução no isolamento de SCoN de hemoculturas entre os períodos pré e pós implementação do protocolo (A e C, respectivamente); do mesmo modo houve uma redução no número de neonatos que evoluíram para o óbito entre os períodos A e C.
Abstract: Advances in neonatology resulted in reducing the mortality rate and the consequent increase in survival of newborn pre terms (PTN). On the other hand, there was also a considerable increase in the risk of developing health care-related infection (HAI) in its most invasive, especially for bloodstream. This situation is worrying, and prevent the occurrence of it is a challenge and becomes one of the priorities in the Neonatal Intensive Care Unit (NICU). Sepsis is the main cause of death in critical neonates and affects more than one million newborns each year, representing 40% of all deaths in neonates. The incidence of late sepsis can reach 50% in NICUs. Currently the major responsible for the occurrence of sepsis in developed countries is the coagulase negative Staphylococcus (CoNS), followed by S. aureus. The cases of HAIs caused by resistant isolates for major classes of antimicrobial agents have been increasingly frequent in the NICU. Therefore, vancomycin has to be prescribed more frequently, and, today, the first option in the treatment of bloodstream infections by resistant Staphylococcus. The objectives of this study were to assess the impact on late sepsis in epidemiology III NICU after the change of the use of antimicrobials protocol; check the frequency of multiresistant microorganisms; assess the number of neonates who came to death. This study was conducted in NICU Level III HC-UFU. three study groups were formed based on the use of the proposed late sepsis treatment protocol, with 216 belonging to the period A, 207 B and 209 to the C. The work was divided into three stages: Period A: data collected from neonates admitted to the unit between September 2010 to August 2011. was using treatment of late sepsis: with oxacillin and gentamicin, oxacillin and amikacin, oxacillin and cefotaxime. Period B: data were collected from March 2012 to February 2013. Data collection was started six months after protocol change. Due to the higher prevalence of CoNS, the initial protocol was changed to vancomycin and cefotaxime. Period C: data were collected from newborns inteerne in the unit from September 2013 to August 2014. Data collection was started six months after the protocol change, which occurred in March 2013. From the 632 neonates included in this study, 511 (80,8%) came from the gynecology and obstetrics department of the HC-UFU. The mean gestational age was 33 weeks and the prevailing sex was male (55,7%). Seventy-nine percent of the studied neonates were hospitalized at the NICU HC-UFU III because of complications related to the respiratory system. Suspicion of sepsis took to hospitalization in the unit of 1,9% of newborns. In general, the infection rate was 34,5%, and the most frequent infectious sepsis syndrome 81,2%. There was a tendency to reduce the number of neonates who died between periods A 11 and C (p = 0,053). From the 176 cases of late sepsis, 73 were clinical sepsis and 103 had laboratory confirmation, with greater representation of Gram positive bacteria, which corresponded to 67.2% of the isolates and CoNS the most frequent micro-organism (91,5%). There was a statistically significant difference in the reduction of isolation of Gram positive microorganisms between periods A and C (p = 0,0365) as well as in reducing multidrug-resistant CoNS (A and B period p = 0,0462 and A and C period, p = 0,158). This study concluded that: the CoNS was the main microorganism responsible for the occurrence of late sepsis in neonates in the NICU of HC-UFU; the main risk factors for the occurrence of late sepsis were: birth weight <1500 g, use of PICC and CUV, need for mechanical ventilation and parenteral nutrition, SNAPPE> 24 and length of stay more than seven days; the new empirical treatment protocol late sepsis, based on the use of vancomycin associated cefepime, it was effective, since promoted a reduction in insulation CoNS blood cultures between the pre and post implementation of the Protocol (A and C, respectively); just as there was a reduction in the number of newborns who evolved to death between periods A and C.
Keywords: Ciências médicas
Septicemia
Estafilococos
Unidade de tratamento intensivo
Sepse tardia
UTIN
Staphylococcus coagulase negativa
Vancomicina
Late-onset sepsis
NICU
Coagulase negative Staphylococcus
Vancomycin
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: Brasil
Publisher: Universidade Federal de Uberlândia
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde
Citation: FERREIRA, Maria Inês. Impacto na epidemiologia da sepse tardia após a mudança do protocolo de antimicrobianos em uma UTIN de um serviço universitário. 2016. 89 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2016.
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/17620
Issue Date: 24-Jun-2016
Appears in Collections:DISSERTAÇÃO - Ciências da Saúde

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