Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/17210
metadata.dc.type: Dissertação
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
Title: Raciocínio emocional e regulação afetiva numa perspectiva desenvolvimental na infância
metadata.dc.creator: Santos, Simone Aparecida dos
metadata.dc.contributor.advisor1: Lopes, Renata Ferrarez Fernandes
metadata.dc.contributor.referee1: Silva, Sílvia Maria Cintra da
metadata.dc.contributor.referee2: Marques, Susi Lippi
metadata.dc.description.resumo: Este estudo investigou a ocorrência do raciocínio emocional na infância, enquanto um fenômeno natural do desenvolvimento, bem como, formas de regulação emocional (RE) e sintomatologia fisiológica percebida frente à emoção de medo. Foram avaliadas, também, as relações destas variáveis com nível de estresse, nível intelectual, sexo e idade para uma amostra não-clínica de crianças da educação infantil (pré-escola) e ensino fundamental de duas escolas (municipal e privada) (n = 112; faixa etária entre 6 e 10 anos). As crianças foram testadas, inicialmente, a partir da Escala de Stress Infantil e do Teste Matrizes Progressivas Coloridas de Raven. Posteriormente, os participantes deram respostas nas categorias sintomas fisiológicos, grau de periculosidade (avaliação do raciocínio emocional) e estratégias de RE frente a oito scripts/histórias envolvendo informações de ameaça e segurança para dois tipos de contexto: interação social e integridade física. Os resultados indicaram uma correlação significativa entre a sintomatologia fisiológica e o medo para todos os scripts, o que confirma a ocorrência de raciocínio emocional para esta amostra. Isto é, as crianças se referiram a perigo e a sintomas fisiológicos de ansiedade para scripts com e sem informação evidente de ameaça, indicando a presença de raciocínio emocional, e que o mesmo está associado ao desenvolvimento normal (raciocínio emocional desenvolvimental). O raciocínio emocional se mostrou mais perceptível para o contexto envolvendo interações sociais e o fator idade interferiu na capacidade discriminativa frente à presença/ausência de periculosidade apresentada no script. Assim o raciocínio emocional se torna mais complexo à medida que o aparato cognitivo da criança é aperfeiçoado. A escala de estresse não apresentou correlação com alguns scripts do contexto interação social utilizados. Este dado indica que a emoção subjacente a certos contextos sociais ameaçadores possa não ser o medo, mas sim a vergonha e a preocupação. O sintoma fisiológico mais freqüente foi coração batendo muito rápido, demonstrando que as crianças deste estudo possuem uma percepção acurada para este sinal fisiológico em específico. Este dado sugere que a atenção focalizada sobre os sintomas fisiológicos pode estar na base do raciocínio emocional desenvolvimental. Quanto às estratégias de RE, os dados mostraram que as crianças utilizaram com uma freqüência maior as estratégias de interação social (contexto integridade física), e atividade de distração (contexto interação social). Isto indica que as estratégias de RE podem estar ligadas ao contexto da emoção (ameaça física e ameaça social, respectivamente) e que a RE ocorre na presença de raciocínio emocional. Este fato indica que o raciocínio emocional desenvolvimental além de não interferir nas habilidades de RE da criança, requer repertórios específicos de regulação do medo em diferentes contextos. Finalmente, as respostas de estratégias de RE, bem como as respostas de raciocínio emocional (sintomas fisiológicos e grau de periculosidade percebidos) não foram influenciadas pelo sexo ou nível de inteligência. Todos estes dados levam à conclusão de que o raciocínio emocional pode ocorrer na infância vinculado ao desenvolvimento normal. O caráter patológico do raciocínio emocional apontado na literatura, poderia ser caracterizado pela intensificação da emoção experimentada (presença de psicopatologia) e da ação de vieses cognitivos. Nas fases posteriores do desenvolvimento, este fenômeno poderia refletir um entrave na capacidade de discriminação da periculosidade de estímulos, dificultando a percepção apropriada dos mesmos no ambiente, bem como o uso das estratégias de RE adequadas em função de múltiplos fatores (história de vida, repertório rico em comportamentos de fuga e esquiva etc.).
Abstract: This study investigated the occurrence of emotional reasoning in childhood, while a natural phenomenon of development, as well as forms of emotional regulation (ER) and perceived physiological sintomatology perceived when facing emotions of fear. We also assessed the relationships of these variables with stress level, intellectual level, sex and age for a nonclinical sample of pre- and primary school children of two schools (public and private) (n = 112; age group between 6 and 10 years old). The children were tested, initially, starting from the Scale of Infantile Stress and Raven's Colored Progressive Main Test. Later, when facing eight scripts/stories involving threat and safety information for two context types (social interaction and physical integrity), the participants gave answers in the categories physiological symptoms, danger degree (evaluation of the emotional reasoning) and strategies of ER. The results revealed a significant correlation between the physiological sintomatology and fear for all the scripts, confirming the occurrence of emotional reasoning for this sample. That is, the children mentioned danger and physiological symptoms of anxiety for scripts with and without evident information of threat, indicating the presence of emotional reasoning and it's association with the normal development (developmental emotional reasoning). The emotional reasoning appeared more perceptible for the context involving social interactions and the factor age interfered in the discriminatory capacity when facing the presence/lack of danger presented in the script. So, the emotional reasoning becomes more complex as the child's cognitive apparatus is improved. The stress scale didn't show any correlation with scripts of the context social interaction. This data indicates that the underlying emotion to certain threatening social contexts may not be fear, but shame and worry. The more frequent physiological symptom was "heart beating very fast", showing that the children in this study have an accurate perception for this specific physiological sign. This data suggests that the attention focused on the physiological symptoms can be in the base of the developmental emotional reasoning. As for the strategies of ER, the data showed that the children used with a larger frequency the strategies of social interaction (context physical integrity) and amusement activities (context social interaction). This indicates that the strategies of ER can be linked to the context of emotion (physical threat and social threat) and that the ER happens in the presence of emotional reasoning. This fact suggests that the developmental emotional reasoning, not only do not interfere in the abilities of the child's ER, but also requires specific repertoires of fear regulation in different contexts. Finally, the answers of strategies of ER, as well as the answers of emotional reasoning (physiological symptoms and danger degree), were not influenced by the sex or intelligence level. All these data lead to the conclusion that the emotional reasoning that canhappen in childhood is linked to normal development. The pathological character of the emotional reasoning cited in the literature could be characterized by the intensification of the experienced emotion (presence of psychopathology) and of the action of cognitive inclinations. In the subsequent phases of development, this phenomenon could reflect an obstacle in the capacity of danger stimuli discrimination, hindering their appropriate perception in the envirenment, as well as the use of appropriate ER strategies in the presence of multiple factors (life history, rich repertoire in escape behaviors and avoidance, etc.).
Keywords: Raciocínio emocional
Infância
Regulação emocional
Emotional reasoning
Childhood
Emotional regulation
Psicologia infantil
Emoções nas crianças
Ansiedade nas crianças
Raciocínio (Psicologia)
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: BR
Publisher: Universidade Federal de Uberlândia
metadata.dc.publisher.initials: UFU
metadata.dc.publisher.department: Ciências Humanas
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-graduação em Psicologia
Citation: SANTOS, Simone Aparecida dos. Raciocínio emocional e regulação afetiva numa perspectiva desenvolvimental na infância. 2005. 156 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Humanas) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2005.
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/17210
Issue Date: 19-Apr-2005
Appears in Collections:DISSERTAÇÃO - Psicologia

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
SASantosDISSPRT.pdf1.36 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.