Publicação: Sepse, Sepse grave e choque séptico: aspectos clínicos, epidemiológicos,
microbiológicos e prognóstico de pacientes de uma Unidade de Terapia Intensiva de um
Hospital Universitário Brasileiro
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CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::IMUNOLOGIA::IMUNOLOGIA APLICADA
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Autores
Orientador
Coorientador
Gontijo Filho, Paulo Pinto
Resumo
O objetivo do estudo foi o melhor conhecimento da epidemiologia da sepse na Unidade de Terapia
Intensiva (UTI) do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), determinando
incidência, evolução, natureza comunitária e hospitalar, e classificação como primária ou secundária,
avaliando os critérios laboratoriais e microbiológicos utilizados pelos intensivistas. Adicionalmente foram
avaliados a etiologia, o espectro de resistência dos agentes etiológicos e adequações quanto a evolução
clínica dos pacientes, bem como o consumo de antibióticos. Foi realizado um estudo longitudinal
prospectivo através de vigilância ativa na UTI de adultos do HC-UFU, no período de abril a dezembro de
2007. No total, 75 (18,6%; 15,9/1000 pacientes dia) dos 403 pacientes apresentaram sepse, sendo 72% de
natureza hospitalar e 28% comunitária. A freqüência de pacientes/dia foi 442, com taxas de 8,2; 5,0 e 3,1
para sepse, sepse grave e choque séptico por 1000 pacientes/dia respectivamente. A mortalidade total dos
pacientes com sepse foi de ~ 35%, sendo de 34,6% para sepse grave e 50% para choque séptico. Houve
critério microbiológico em 61,3% dos casos, verificando-se entre sinais e sintomas mais comuns a
hipertermia (73,3%) e freqüência cardíaca ≥ 90 bpm. A freqüências de sepse primária e de secundária foram
de 50,8% e 49,2%, respectivamente, sendo o pulmão o foco predominante (37%) neste úlimo grupo. Os
fatores de risco para sepse foram: tempo de internação maior que 5 dias, nutrição parenteral, cateterização
maior que 5 dias e uso de antibióticos. Os principais patógenos isolados foram o Staphylococcus coagulase
negativo e os da família Enterobacteriaceae, sendo observada proporção elevada de fenótipos resistentes aos
antimicrobianos. Embora a colonização nasal pelo S.aureus fosse expressiva (53%) na população estudada,
com a maioria (~ 61%) adquirida fora da UTI, o número de episódios de sepse por este microrganismo foi
surpreendentemente baixo (8%). Este estudo evidenciou a elevada incidência de sepse na unidade analisada,
porém com taxas de mortalidade compatíveis com a literatura atual, outro dado relevante é o elevado
consumo de antibióticos que justificaria o número elevado de fenótipos de resistência encontrado no local
estudado.
A presente pesquisa evidenciou que a porcentagem de sepse na unidade avaliada está alto (18%), com
alta proporção de sepse comunitária, além do uso de antibiótico que também se encontra elevado.
Abstract
The study aim was to determine the incidence and evolution of sepsis, severe sepsis and septic
shock, from hospitalar and community sample, if it was primary or secondary according to its origin
and with or without microbiological identification. Furthermore it was assessed the etiology, the
antibiotic susceptibility and their relationship with the antibiotic consume by patients of a mix adult
Intensive Care Unit (ICU). It was realized an prospective observational study through active
watchfullness at Hospital de Clínicas of Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), for a nine
months period (from april to december 2007). The total of 75 from 403 patients (18,6%, 15,9/1000
patient day) had sepsis, being 72% acquired inside the hospital and 28% from the community. The
patient/day rate was 442, with patient/day rate for 1000 days of sepsis, severe sepsis and septic
shock with respetive rate of 8,2; 5,0 and 3,1. The sepsis patient confinement time was 22,0 days.
The sepsis patient mortality rate was ~ 35%, being higher in that patients with septic shock (50%).
The microbiological identification presence was evident in 58% of the cases, with primary or
secondary sepsis frequencies of 50,8% and 49,2% respectively, with the lung being the main place
in the last group. The antibiotic usage rate was higher (60,3%) when compared to another studies.
The sepsis risk factors were: confinement time higher than 5 days, parenteral nutrition, use of
Central Vascular Catheter higher than 5 days and antibiotic usage. The main recovered pathoogens
were those from Enterobacteriaceae family and Staphylococcus coagulase-negative, being observed
the high proportion of antibiotic resistant phenotype. The nasal colonization by the S.aureus was
expressive, appearing in almost 53% of the patients, being the most part (~ 61%) acquired outside
the ICU, despite its frequencies as a sepsis agent was low (8%).
Palavras-chave
Sepse, Sepse grave, Choque séptico, Fenótipos de resistência, Fatores de risco, Sepsis, Severe sepsis, Septic shock, Resistant phenotype, Risk factors, Infecção hospitalar
Citação
CARVALHO, Renan Henriques de. Sepse, Sepse grave e choque séptico: aspectos clínicos, epidemiológicos,
microbiológicos e prognóstico de pacientes de uma Unidade de Terapia Intensiva de um
Hospital Universitário Brasileiro. 2008. 47 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Biológicas) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2008.