Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/15600
metadata.dc.type: Dissertação
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
Title: Utilitarismo, deontologia kantiana e animais: análise e avaliação críticas
metadata.dc.creator: Goncalves, Sara Fernandes
metadata.dc.contributor.advisor1: Bonella, Alcino Eduardo
metadata.dc.contributor.referee1: Camargo, Sérgio de Siqueira
metadata.dc.contributor.referee2: Almada, Leonardo Ferreira
metadata.dc.description.resumo: A relação dos homens com os animais vem sendo pautada, ao longo dos tempos, pela exclusão dos animais da nossa preocupação moral. Dessa forma, animais são explorados diariamente, e utilizados como recursos à disposição dos seres humanos para alimentação, testes, pesquisa, vestuário, entretenimento, caça, e fornecendo outros subprodutos úteis aos seres humanos. O presente trabalho visa analisar e avaliar a situação moral dos animais e as teorias que consideram que animais possuem interesses e direitos a serem considerados. O estudo é introduzido por considerações sobre a Ética e seu caráter universalizável. A universalidade dos juízos morais quer dizer que eles se aplicam a todas as pessoas, e valem em todas as circunstâncias relevantemente similares. Neste sentido, na teoria utilitarista, em especial na versão preferencialista de Peter Singer, pauta-se a avaliação na aplicação de um princípio de igual consideração por todos os seres com interesses semelhantes, o que inclui os animais sencientes. Tendo em vista que tais animais possuem interesses moralmente significativos, e o caráter universalizável da Ética, nós não podemos deixar de considerar a satisfação das preferências dos animais, em nossa relação com eles. Para Singer, uma conduta é correta moralmente se ela atender à maior satisfação imparcial das preferências dos indivíduos afetados pela ação, e isso nos levaria a concluir que os animais sencientes devem ser tratados como pensamos que se deve tratar seres humanos com interesses semelhantes. Já na teoria kantiana, em especial como teoria de direitos em Tom Regan, avalia-se que os animais sencientes são iguais aos seres humanos quanto a possuírem uma vida mental complexa: são sujeitos de sua vida, e, como tais, à semelhança de nós, possuem valor inerente, o que nos obriga a tratá-los com respeito. Uma teoria semelhante, de Gary Francione, ataca o status legal dos animais como mera propriedade humana, afirmando que eles não são coisas e sim pessoas, e, como tais, devem ter garantida a proteção de seus interesses, pois é assim que consideramos os seres humanos. Então, Regan e Francione são adeptos de um tipo de ética deontológica (baseada em direitos e deveres como barreiras à busca do maior bem-estar agregado), e acreditam que os animais possuem direitos morais individuais em sentido forte, tais quais os humanos, ao contrário de Peter Singer, que é adepto de um tipo de teoria consequencialista (baseada no cálculo das melhores consequências para todos os afetados tomados imparcialmente), acreditando que não existam direitos morais individuais acima da utilidade. Tais teorias têm algumas implicações semelhantes, e outras dessemelhantes, quando aplicadas. Faremos uma análise das teorias estudadas, comparando-as e avaliando a plausibilidade da postura prática chamada abolicionista, uma das implicações da teoria deontológica, à luz das melhores razões condizentes com nosso pensar moral, com a igual considerações de interesses, e o tratamento justo entre indivíduos iguais. Dois aspectos práticos que receberão atenção maior serão a ética da alimentação e a ética da experimentação animal.
Abstract: The relation between people and animals has been examined over time, with the exclusion of animals from our moral concern. Animals are thus exploited daily and used as resources for human needs: testing, research, clothing, entertainment, hunting, as well as providing useful by- products to humans. This study aims to analyze and evaluate the status of animals from a moral point of view and from theories that hold that animals have rights and interests to be considered. The study begins with considerations of ethics and their universalist character. The universality of moral judgments means that they apply to all beings in similar circumstances. In this sense, the theory, especially according to the utilitarian version of Peter Singer, evaluates the application of the principle of equal consideration for all beings with similar interests, which includes animals and their feelings. Considering that animals have morally significant interests, together with the universalist character of Ethics, we cannot ignore the preferences of the animals in our relationship with them. For Singer, conduct is morally correct if it meets the most impartial preferences of individuals affected by the action. This leads us to conclude that sentient animals should be treated as we should treat human beings with similar interests. Using Kantian theory, in terms of rights, Tom Regan, evaluates that sentient animals are equal to humans, with a complex mental life, they are subjects-of-a-life, and. As such, like us, they have inherent value. This obliges us to treat them with respect. A similar theory, elaborated by Gary Francione, attacks the legal status of animals as mere human property, stating that they are not things but persons, and as such protection should be assured of their interests, just as we do with human beings. Regan and Francione thus profess a kind of deontological ethics (based on rights and obligations as barriers to the pursuit of the collective welfare), and believe strongly that animals have moral rights just as humans. This is unlike Peter Singer, whose theory is consequentialist in nature (based on impartial calculations of the overall best consequences for all affected). He believes that there are no individual moral rights above the general utility. These theories have similar, as well as opposing, implications when applied. The present research compares the theories and evaluates the plausibility of putting them into practice. The abolition of the use of animals, one of the implications of ethical theory promoted by some activists, requires equal consideration of interests and the fair treatment of all individuals as equals. Two practical aspects that receive most attention are the ethics of eating meat and the ethics of animal experimentation.
Keywords: Ética
Animais
Utilitarismo
Deontologia
Direitos
Abolicionismo
Ethics
Animals
Utilitarism
Deontology
Rights
Abolition
Direitos dos animais - Aspectos morais e éticos
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: BR
Publisher: Universidade Federal de Uberlândia
metadata.dc.publisher.initials: UFU
metadata.dc.publisher.department: Ciências Humanas
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-graduação em Filosofia
Citation: GONCALVES, Sara Fernandes. Utilitarismo, deontologia kantiana e animais: análise e avaliação críticas. 2015. 72 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Humanas) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2015.
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/15600
Issue Date: 25-Aug-2015
Appears in Collections:DISSERTAÇÃO - Filosofia

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
UtilitarismoDeontologiaKantiana.pdf340.96 kBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.