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metadata.dc.type: Tese
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
Title: Estrutura de comunidades de formigas em savanas arbóreas tropicais: um teste da generalidade de padrões ecológicos contrastando Brasil e Austrália
Other Titles: Ant community structure in Neotropical savannas: a test of generality contrasting Brazil and Australia
metadata.dc.creator: Campos, Ricardo Ildefonso de
metadata.dc.contributor.advisor1: Vasconcelos, Heraldo Luis de
metadata.dc.contributor.advisor-co1: Andersen, Alan N.
metadata.dc.contributor.referee1: Almeida Neto, Mario
metadata.dc.contributor.referee2: Cornelissen, Tatiana Garabini
metadata.dc.contributor.referee3: Gonzaga, Marcelo de Oliveira
metadata.dc.contributor.referee4: Schoereder, José Henrique
metadata.dc.description.resumo: O objetivo da presente tese foi comparar a estrutura de comunidades de formigas da savana brasileira (cerrado) com a savana australiana. As coletas de dados foram realizadas em oito transectos, sendo quatro localizados na savana arbórea australiana (em áreas próximas a cidade de Darwin-NT) e quatro na savana arbórea brasileira (ao redor das cidades de Uberlândia-MG e Caldas Novas-GO). A riqueza, abundância, composição, grau de dominância e co-ocorrência de espécies de formigas foram acessadas por meio de armadilhas do tipo pitfall e iscas atrativas de mel e sardinha. No total foram amostradas 1280 armadilhas pitfall e 640 iscas atrativas em 160 árvores (estações de coleta contendo quatro armadilhas pitfall e duas iscas colocadas no chão e quatro armadilhas pitfall e duas iscas colocadas na árvore). Para medir a influência da escala espacial de amostragem, os dados de riqueza e troca de espécies de formigas foram calculados em três diferentes escalas espaciais separadamente para a Austrália e para o Brasil: pitfall dentro de árvore , árvore dentro do transecto e transectos dentro das savanas. A composição de espécies das savanas estudadas foi bem semelhante ao nível de subfamília, apesar de um baixo número de gêneros e espécies comuns. A abundância total de formigas foi quase três vezes maior na Austrália do que no Brasil, mas o número total de espécies foi bem maior no Brasil (150 espécies) do que na Austrália (93 espécies). A riqueza média de espécies foi similar em escalas pequenas (pitfall), porém foi maior no Brasil do que na Austrália em escalas maiores (árvore e transecto). Nas savanas da Austrália e em menor grau nas do Brasil, a fauna de formigas de vegetação é um subconjunto da fauna de solo. Porém, enquanto na savana australiana a abundância de formigas de vegetação relaciona-se positivamente com a abundância de formigas no solo, mas não há essa mesma relação com a riqueza, na savana brasileira essa relação existe com a riqueza, mas não com a abundância. A competição interespecífica se mostrou mais importante na estruturação da assembléia de formigas da savana australiana do que da savana brasileira independente do estrato de forrageamento das formigas. Foi também observado que a competição se mostrou relativamente mais importante no habitat de solo do que na vegetação independente do país. Finalmente, foi encontrado que independente do estrato de forrageamento houve uma maior riqueza e abundância de formigas e um maior grau de dominância em iscas ricas em N do que iscas ricas em CHO. De forma geral foi concluído aqui que a escala espacial de amostragem pode ser extremante importante nas conclusões sobre padrões gerais de diversidade de espécies entre áreas geograficamente isoladas, enfatizando a importância de fatores agindo em escala regional. Além disso, foi observado que a competição é sim um importante fator de estruturação da fauna de formigas em savanas, porém outros fatores tais como história evolutiva das espécies, preferência de habitat e fatores estocásticos de extinção e colonização devem ser levados em consideração para explicar a organização de comunidades em savanas tropicais.
Abstract: The aim of this study was to compare ant community structure between the savannas of Brazil and Australia. The study was conducted in woodland savanna areas nearby Darwin, in northern Australia, and Uberlândia and Caldas Novas in central Brazil. The sampling design consisted of eight 400 m line transects, four in each continent, with eight pitfall traps and four baits located on and around each of 20 trees evenly spaced along each transect. Ant richness and species turnover were compared at three spatial scales: pitfalls associated with a tree, trees within a transect, and transects within a savanna. The composition of the Australian and Brazilian savanna ant faunas was broadly similar at the sub-family level, despite the very low proportion of shared genera and species. Overall ant abundance was almost three times higher in Australia than in Brazil, both on the ground and on vegetation, but overall species richness was higher in Brazil (150 species) than in Australia (93). Species richness was similar at very small (pitfall trap) scales, but was increasingly higher in Brazil with increasing spatial scale. In the Australian savanna and, to a lower extent, in the Brazilian savanna the ant assemblage from the trees was a nested subset of the ground ant assemblage. However, while in Australia there was a positive relationship between tree and ground ant abundance, but not for ant richness, the same relationship was found for ant richness, but not for ant abundance, in the Brazilian savanna. Interspecific competition was relatively more important for the ant community structure of the Australian savanna than for the Brazilian savannas, regardless of the nesting/foraging stratum. Also, interspecific competition was relatively more important in structuring soil than compared to the tree assemblages. Finally it was found that there were greater ant richness, abundance and dominance at nitrogen-rich baits than at carbohydrate-rich baits for both soil and tree ant assemblages. My study revealed scale-dependent differences in species richness and species turnover for savanna ant assemblages in Australia and Brazil. This further underlines the importance of biogeographical context when analyzing ant communities and also highlights the importance of processes acting at regional scales in determining species richness in ant communities. I also concluded that interspecific competition is an important force in structuring the savanna ant community but other factors such as evolutionary history, habitat preferences and stochastic events may also play an important role in the organization of the savanna ant community.
Keywords: Formiga - Ecologia
Riqueza
Abundância
Composição
Competição interespecífica
Dominância
Biogeografia
Preferência alimentar
Modelos nulos
Co-ocorrência de espécies
Richness
Abundance
Composition
Interspecific competition
Dominance
Biogeography
Dietary preferences
Null models
Species co-occurrence
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::ECOLOGIA
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: BR
Publisher: Universidade Federal de Uberlândia
metadata.dc.publisher.initials: UFU
metadata.dc.publisher.department: Ciências Biológicas
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-graduação em Ecologia e Conservação de Recursos Naturais
Citation: CAMPOS, Ricardo Ildefonso de. Ant community structure in Neotropical savannas: a test of generality contrasting Brazil and Australia. 2009. 143 f. Tese (Doutorado em Ciências Biológicas) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2009.
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/13252
Issue Date: 26-Feb-2009
Appears in Collections:TESE - Ecologia e Conservação de Recursos Naturais

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