Publicação: Antioxidantes associados à pressão hidrostática sobre a viabilidade embrionária pós desvitrificação
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CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::MEDICINA VETERINARIA::CLINICA E CIRURGIA ANIMAL::CLINICA VETERINARIA
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Resumo
Objetivou-se com o presente trabalho avaliar o efeito de dois
antioxidantes no cultivo de embriões pós desvitrificação, associados ou não à
pressão hidrostática (PH). Três distintos e complementares experimentos foram
delineados. O primeiro consistiu em avaliar uma possível interação entre PH e
antioxidante (β-mercaptoetanol - BME, cisteamina CYST e BME + CYST). O
segundo foi similar ao primeiro, entretanto, os embriões foram vitrificados uma hora
após passarem ou não pela PH. Os parâmetros avaliados foram taxas de eclosão e
degeneração com 24 e 48 horas após passar pela PH (exp. 1) e 12, 24, 48 e 72
horas pós desvitrificação (exp.2) A última etapa do trabalho avaliou a taxa de
prenhez de embriões cultivados por 12 horas com/sem antioxidante (exp.3). O
primeiro experimento não demonstrou qualquer tipo de interação entre os
tratamentos quando o estágio embrionário foi desconsiderado. Houve significância
para todos os parâmetros ao confrontar blastocisto expandido (BX) e blastocisto
(BL). No segundo experimento os resultados foram similares para todos os
parâmetros avaliados em embriões BX. O tratamento BME + CYST obteve melhor
taxa de eclosão dos BL com 48 e 72 horas (76,04%) do que o grupo controle
(45,83%). O mesmo comportamento ocorreu para a taxa de degeneração às 24
horas (grupo BME + CYST = 7,29% contra 32,29% do grupo controle). Entretanto,
ao transferir os embriões (n= 55), percebeu-se uma similaridade nas taxas de
prenhez do grupo controle fresco, controle vitrificado e BME (38,9%; 16,7% e 31,6%,
respectivamente). O presente trabalho mostrou que o uso da pressão hidrostática e
de BME e CYST não influencia, a partir dos parâmetros avaliados, as taxas de
eclosão e degeneração de embriões vitrificados. Contudo, há uma melhoria
significativa para embriões BL quando se associa BME + CYST no meio de cultivo
pós desvitrificação.
Abstract
This study aimed to evaluate different antioxidants in embryo culture after
vitrification, with or without the previous use of hydrostatic pressure (PH). Considering this,
three experiments were designed to evaluate the interaction between PH and antioxidants
(β-mercaptoethanol - BME, cysteamine - CYST and BME + CYST) in fresh and vitrified in
vitro produced embryos. In experiment 1 hatching and degeneration rates were evaluated
with 24 and 48 hours after passing through the PH and in experiment 2, the same
parameters were evaluates at 12, 24, 48 and 72 hours after heating. The last step of the
study evaluated the pregnancy rate of vitrified embryos, cultured for 12 hours with / without
antioxidant. The first experiment showed no difference between treatments the differences,
independent of the treatment, were obtained between expanded blastocyst (BX) and
blastocyst (BL). The second experiment found similar results for all parameters evaluated in
embryos BX. Note that the BME + cyst treatment got better hatching rate in the BL with 48
and 72 hours (76.04%) than the control group (45.83%). The same behavior was observed in
degeneration 24 hours, where the BME + CYST group was 7.29 % against 32.29% in the
control group. However, the pregnancy rates (55 embryo transfers) were not different
between groups control fresh, control vitrified and BME (38.9%, 16.7% and 31.6%,
respectively). This study showed that the use of hydrostatic pressure and antioxidant had no
effect in the evaluated parameters. However. there is a significant improvement to BL
embryos when combining BME + CYST in the culture medium after vitrification.
Palavras-chave
Embrião, Bovino, mercaptoetanol, Cisteamina, Criopreservação, Embryo, Bovine, Cysteamine, Cryopreservation, Bovino - Embrião, Bovino - Reprodução
Citação
FIDELIS, Andrei Antonioni Guedes. Association between antioxidant and hidrostatic pressure on the embryonic viability after warming. 2013. 52 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Agrárias) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2013. DOI https://doi.org/10.14393/ufu.di.2013.20