Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/12854
metadata.dc.type: Dissertação
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
Title: Consumo de medicamentos e automedicação entre trabalhadores em turnos fixos: prevalência e fatores associados
metadata.dc.creator: Resende, Sabrina Gonçalves
metadata.dc.contributor.advisor1: Crispim, Cibele Aparecida
metadata.dc.contributor.referee1: Pedroso, Reginaldo dos Santos
metadata.dc.contributor.referee2: Paina, Flávia Aparecida
metadata.dc.description.resumo: Estudos têm demonstrado que algumas doenças são altamente prevalentes em trabalhadores em turnos, tais como desordens nutricionais, metabólicas, gastrointestinais, psicológicas e os distúrbios do sono. Em adição, é bem documentada a maior ocorrência de diversos sintomas como dores, insônia, sonolência, azia, fadiga, aumento ou perda de peso e irritabilidade entre esses trabalhadores. Por isso, nós hipotetizamos que trabalhadores em turnos consomem mais medicamentos que pessoas que trabalham em horários regulares. O objetivo desse estudo foi avaliar o consumo de medicamentos entre trabalhadores que atuam em diferentes turnos de trabalho. Um total de 1.099 trabalhadores em turnos de uma agroindústria brasileira de processamento avícola que reportaram não terem doenças crônicas prévias participaram do estudo. Os indivíduos trabalhavam por 10h em um dos quatro turnos: matutino, diurno, vespertino e noturno. Foi utilizado um questionário que avaliou aspectos sociodemográficos, história médica e hábitos de vida (padrão de sono, atividade física e uso de tabaco). O consumo de medicamentos, incluindo o consumo por automedicação, foi avaliado através do auto relato do uso habitual diário. Também foram mensurados o peso e altura para cálculo do índice de massa corporal (IMC) e a circunferência da cintura. Do total, 67% referiram consumir habitualmente algum medicamento. As classes mais consumidas diariamente foram: analgésicos (45,9%), relaxantes musculares (44,2%), hormônios (17,3%), antiácidos (15,3%), anti-inflamatórios não esteroidais (8,1%) e hipnóticos (2,6%). A prevalência da automedicação foi maior no turno vespertino (54,8%), seguido dos turnos matutino (51,9%), noturno (51,5%) e diurno (34,3%), (p<0,001). Trabalhadores do turno noturno apresentaram, em relação aos trabalhadores dos outros turnos: menor mediana de horas totais de sono (p<0,001), maior proporção de trabalhadores com padrão de sono inadequado (p<0,001), maior mediana da circunferência da cintura (p=0,004), maior proporção de fumantes (p=0,002) e maior proporção de sedentários (p=0,006). A análise de regressão logística multivariada indicou que trabalhar no turno noturno associa-se positivamente ao consumo de relaxantes musculares (OR=1,39, IC95% 1,03-2,07, p=0,034) e hipnóticos (OR=1,45, IC95% 1,55-2,08, p=0,003); trabalhar no turno matutino associa-se positivamente ao consumo de relaxantes musculares (OR=1,40, IC95% 1,02-1,93, p=0,037), padrão de sono inadequado associa-se positivamente ao consumo de relaxantes musculares (OR=1,60, IC95% 1,59-1,99, p=0,032) e hipnóticos (OR=1,55, IC95% 1,56-2,06, p=0,003); sexo feminino associa-se positivamente ao consumo de analgésicos (OR=2,80, IC 95% 2,11-3,73, p=0,001), relaxantes musculares (OR=1,93, IC95% 1,44-2,59, p=0,001), hormônios (OR=4,50, IC95% 14,01-737,2, p=0,001), antiácidos (OR=2,58, IC95%: 1,61-4,12, p=0,001); e obesidade associa-se positivamente ao consumo dos relaxantes musculares (OR=1,51, IC95% 1,07-2,13, p=0,019). Esses resultados demonstraram que trabalhadores em turnos apresentam elevado consumo de medicamentos, e que a prática da automedicação e o consumo das classes de relaxantes musculares, hormônios, antiácidos e hipnóticos foram dependentes do turno de trabalho. Esses dados apontam para a necessidade em se realizar programas de intervenção relacionados à melhoria da qualidade da saúde e uso adequado de medicamentos nesses trabalhadores.
Abstract: Studies have shown that some diseases are highly prevalent in shift workers, such as nutritional, metabolic, gastrointestinal, psychological and sleep disorders. In addition, it has been documented a high occurrence of various symptoms among these workers, such as pain, insomnia, sleepiness, heartburn, fatigue, weight gain, weight loss and irritability. Therefore, we hypothesized that shift workers consume more medications than people who work on regular times. The aim of this study was to evaluate the use of medications between workers who work in different shifts. A total of 1,099 shift workers of a Brazilian poultry processing agribusiness who had not been previously reported chronic diseases were included in the study. All volunteers worked 10 hours daily in one of the following shifts: early morning, day, evening and night shift. A questionnaire was used to assess sociodemographic characteristics, medical history and lifestyle habits (patterns of sleep, physical activity and tobacco use). The use of medication - including self-medication was evaluated by self-reported daily habitual use. It was also measured the waist circumference, weight and height, and the body mass index (BMI) was calculated. Of the total, 67% of workers reported to consume any medication every day. The most consumed daily medication classes were: analgesics (45.9%), muscle relaxants (44.2%), hormones (17.3%), antacids (15.3%), non-steroidal anti-inflammatory (8,1% ) and hypnotics (2.6%). The prevalence of self-medication was higher between evening workers (54.8%), followed by early morning (51.9%), night (51.5%) and day workers (34.3%) (p <0.001). Night shift workers had, in relation to workers from other shifts: lower median of total sleep hours (p <0.001), higher frequency of workers with inadequate sleep pattern (p <0.001), higher median of waist circumference (p = 0.004), higher frequency of smokers (p = 0.002) and a higher frequency of sedentary (p = 0.006). Multivariate logistic regression analysis indicated that night shift is positively associated to the use of muscle relaxants (OR = 1.39, 95% CI 1.03-2.07, p = 0.034) and hypnotics (OR = 1.45 , 95% CI 1.55-2.08, p = 0.003); work in the early morning shift is positively associated to the use of muscle relaxants (OR = 1.40, 95% CI 1.02-1.93, p = 0.037), poor sleep pattern is positively associated to the use of muscle relaxants (OR = 1.60, 95% CI 1.59-1.99; p = 0.032) and hypnotics (OR = 1.55, 95% CI 1.56-2.06; p = 0.003); being female is positively associated to the consumption of analgesics (OR = 2.80, 95% CI 2.11-3.73, p = 0.001), muscle relaxants (OR = 1.93, 95% CI 1.44-2,59, p = 0.001), hormones (OR = 4.50, 95% CI 14.01-737.2, p = 0.001) and antacids (OR = 2.58, 95% CI: 1.61-4.12, p = 0.001); and being obese is positively associated to the consumption of muscle relaxants (OR = 1.51, 95% CI 1.07-2.13, p = 0.019). These results demonstrate that shift workers have a high consumption of medications, and the self-medication practice and consumption muscle relaxants, hormones, antacids and hypnotics were dependent on the shift work. These results pointed to the need to carry out intervention programs related to improvement of the health quality and proper use of medications in these workers.
Keywords: Medicamentos
Automedicação
Trabalho em turnos
Doenças profissionais
Medicina do trabalho
Medication
Self medication
Shift work
Occupational diseases
Occupational medicine
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: BR
Publisher: Universidade Federal de Uberlândia
metadata.dc.publisher.initials: UFU
metadata.dc.publisher.department: Ciências da Saúde
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde
Citation: RESENDE, Sabrina Gonçalves. Consumo de medicamentos e automedicação entre trabalhadores em turnos fixos: prevalência e fatores associados. 2016. 78 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2016.
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/12854
Issue Date: 13-Jan-2016
Appears in Collections:DISSERTAÇÃO - Ciências da Saúde

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
ConsumoMedicamentosAutomedicacao.pdf1.38 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.