Publicação: Protocolo para Emissão de Assinatura
Digital utilizando Compartilhamento de Segredo
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CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::CIENCIA DA COMPUTACAO
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Resumo
A internet possibilitou a criação de inúmeros serviços virtuais em prol da agilidade, comodidade
e facilidade para o cidadão brasileiro. É um ambiente público, no qual centenas de
milhares de dados são transmitidas a todo instante. Porém, alguns desses serviços requerem que
as informações transmitidas atendam a determinados requisitos de segurança, como: a autenticidade,
sigilo, integridade e irretratabilidade, como é o caso dos serviços prestados por cartórios
digitais no Brasil.
A assinatura digital garante que esses requisitos sejam cumpridos mesmo em um ambiente
complexo como a internet. Contudo, possui vulnerabilidades que podem ser exploradas, como
o armazenamento da mesma em um único dispositivo. Se o dispositivo que armazena a chave
secreta do usuário for roubado ou corrompido por um invasor, esse consegue emitir uma assinatura
válida se passando pelo dono da assinatura. Em função desse tipo de problema, os
cartórios digitais, não disponibilizam o análogo digital de vários procedimentos, como é o caso
do reconhecimento de firma com autenticidade, em um documento eletrônico.
Essa dissertação, portanto, propõe um protocolo para emissão de uma assinatura digital
compartilhada, em que a chave secreta é dividida em partes e armazenada em dispositivos distintos.
Para exemplificar seu uso, é considerado o problema da emissão de uma assinatura
digital em uma escritura de compra e venda de um imóvel com reconhecimento de firma e
autenticação.
O esquema de assinatura digital utilizado foi RSA, no qual é feito a divisão da chave secreta
do usuário, utilizando o conceito de compartilhamento de segredos por limiar. O protocolo se
baseia na ideia de que a chave secreta não deve ser armazenada em um único dispositivo do
usuário. Para aumentar sua segurança, somente uma parte da chave privada é armazenada no
dispositivo do usuário. A parte da chave secreta de posse do usuário deve ser essencial para
formação da totalidade da chave privada, mas não deve ser capaz de formar uma assinatura
válida sozinha. Além do mais, como os cartórios são órgãos públicos que reconhecem firmas
e autenticam documentos, eles devem também ter sua parcela de responsabilidade na emissão
de uma assinatura digital, por autenticidade, e no armazenamento da chave privada. Também
é considerada a assinatura das testemunhas no documento, pois elas atestam a existência do
negócio.
Abstract
The Internet has enabled the creation of many virtual services in favor of agility, comfort and
ease for Brazilian citizens. It is a public environment, in which hundreds of thousands of data
are transmitted at all times. But some of these services require that the information provided
meet certain safety requirements, such as: the authenticity, confidentiality, integrity and denial,
as is the case of digital services provided by notaries in Brazil.
The digital signature ensures that these requirements are met even in a complex environment
like the Internet. However, it has vulnerabilities that can be explored, such as storing the same
in a single device. If the device that stores the user s secret key is stolen or corrupted by an
attacker, that can issue a valid subscription like the owner of the signature. Due to this type of
problem, the notary digital, does not provide the digital analogue of several procedures, such as
the notarization with authenticity in an electronic document.
This thesis, therefore, proposes a protocol for issuing a shared digital signature, in which the
secret key is divided into parts and stored in dierent devices. To illustrate its use is considered
the problem of issuing a digital signature on a deed of purchase and sale of a property with
notarization and authentication.
The digital signature scheme RSA was used, dividing the user s secret key using the concept
of sharing secrets threshold. The protocol is based on the idea that the secret key should not be
stored in a single user device. To increase your safety, only a portion of the private key is stored
in the user s device. It is also considered the signature of the witnesses in the document, that
they attest to the existence of the business. But, should not be able to form a valid signature
alone. Moreover, as the agencies of notary public are organ that recognize and authenticate
documents, they should also have their share of responsibility in issuing a digital signature by
authenticity and the private key storage.
Palavras-chave
Criptografia, Compartilhamento de segredos, Assinatura digital, Criptografia
de limiar, Encryption, Shared secrets, Digital signature, Threshold cryptography
Citação
PEREIRA, Winicius. Protocolo para Emissão de Assinatura
Digital utilizando Compartilhamento de Segredo. 2011. 110 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Exatas e da Terra) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2011.