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metadata.dc.type: Dissertação
metadata.dc.rights: Acesso Aberto
Title: Padrões do desenvolvimento da antera em espécies de Microlicieae (Melastomataceae)
metadata.dc.creator: Lima, Jamile Fernandes
metadata.dc.contributor.advisor1: Simão, Daniela Guimarães
metadata.dc.contributor.advisor-co1: Romero, Rosana
metadata.dc.contributor.referee1: Sampaio, Diana Salles
metadata.dc.contributor.referee2: Coan, Alessandra Ike
metadata.dc.description.resumo: Melastomataceae é uma família com distribuição pantropical, com representantes reconhecidos principalmente pela nervura acródroma de suas folhas, mas também pelos estames prolongados e/ou com apêndices no conectivo e geralmente falciformes com anteras poricidas. Entretanto, as variações encontradas na parede das anteras induzem à necessidade de investigação em um maior número de espécies, especialmente em Microlicieae, uma das três tribos mais representativas de Melastomataceae no Brasil, com mais de 90% de suas espécies ocorrentes no Cerrado. Neste contexto, o presente trabalho apresenta um estudo estrutural das anteras em Microlicieae abordando dois aspectos: o desenvolvimento da parede das anteras de Chaetostoma, Lavoisiera, Microlicia, Rhynchanthera, Stenodon e Trembleya levantando características que auxiliem na delimitação destes gêneros (Capítulo 1) e os processos da formação das anteras polisporangiadas em Microlicia (M. euphorbioides, M. fasciculata, M. graveolens e M. helvola) (Capítulo 2). O desenvolvimento inicial da parede da antera é similar nas espécies estudadas, se diferenciando a partir das divisões periclinais das camadas secundárias externas. Estas diferenças levam a dois tipos de desenvolvimento da parede: monocotiledôneo em Stenodon suberosus e Trembleya phlogiformis; e básico nas demais espécies estudadas. Este último é relatado pela primeira vez em Melastomataceae. Durante a microsporogênese, a parede da antera é formada por epiderme unisseriada, endotécio com espessamento primário, camada(s) média(s) e tapete glandular, se diferenciando principalmente pelo número de estratos da camada média. A presença de espessamentos nas células do endotécio em todas as espécies e o número elevado de estratos na camada média nas anteras de Lavoisiera imbricata, L. mucorifera, Rhynchanthera dichotoma e S. suberosus podem estar relacionados ao processo de polinização, atuando como um suporte adicional na antera. Na antese floral, a maioria das espécies apresenta parede composta por epiderme e endotécio ou epiderme, endotécio e camada média; apenas M. tetrasticha apresenta parede formada por epiderme e espessamento oriundo das células do endotécio. Em relação ao desenvolvimento das anteras polisporangiadas de Microlicia, o tecido parenquimático, que divide transversalmente o tecido esporogênico, já pode ser observado desde os estágios iniciais de formação das camadas parietais. Durante a deiscência desta antera, os septos longitudinais e transversais degeneram, restando apenas alguns idioblastos com drusas, o que parece indicar que estes septos não estão diretamente relacionados com a regulação do pólen, como sugerido por alguns autores. Com os resultados comparativos, concluímos que as características estruturais da antera indicam que Microlicia é um grupo mais próximo à Trembleya do que à Lavoisiera, que por sua vez compartilhou um maior número de características com Rhynchanthera, como estames dimórficos, conectivo prolongado, espessura da antera, desenvolvimento da parede do tipo básico, células epidérmicas com espessamento, endotécio persistente, células do endotécio espessadas e drusas no conectivo. De todas as espécies estudadas de Microlicieae, Stenodon é o táxon mais distinto apresentando em comum com os demais representantes de Melastomataceae apenas desenvolvimento do tipo básico, células epidérmicas com espessamento primário, persistência de uma camada média e presença de drusas.
Abstract: Melastomataceae is a family of pantropical distribution, with representatives recognized mainly by their acrodromally veined leaves, but also by long stamens and/or appendices in connective and usually falciform with poricidal anthers. However, the variations found in the wall of the anthers induce the need for research on a larger number of species, especially in Microlicieae, one of the most representative tribes of Melastomataceae in Brazil, with over 90% of its species from Cerrado. In this context, this paper presents a structural study of Microlicieae anthers addressing two aspects: the anther wall development of Chaetostoma, Lavoisiera, Microlicia, Rhynchanthera, Stenodon and Trembleya finding features that contribute to the delineation of these genera (Chapter 1) and the development of polysporangiate anthers in Microlicia (M. euphorbioides, M. fasciculata, M. helvola and M. graveolens) (Chapter 2). The initial development of the anther wall is similar in the studied species, differentiating from periclinal divisions of secondary external layers. These differences lead to two types of anther wall development: monocotyledonous in Stenodon suberosus and Trembleya phlogiformis, and basic in the other species. The latter is reported in Melastomataceae for the first time. During microsporogenesis, tetrasporangiate anther wall consists of uniseriate epidermis, endothecium with thickening primary, middle (s) layer (s) and glandular tapetum, differentiating itself mainly by the number of strata of the middle layers. The presence of thickened endothecium cells in all species and the large number of strata in the middle layer of Lavoisiera imbricata, L. mucorifera, Rhynchanthera dichotoma and S. suberosus may be related to the pollination process, acting as an additional support in anther. At anthesis, most species presents anther wall composed of epidermis and endothecium or epidermis, endothecium and middle layer; only M. tetrasticha presents anther wall with thickened cells from epidermis and endothecium. Regarding the development of the polysporangiate anthers in Microlicia, the parenchymal tissue divides transversely, as can be observed from the early stages of development. During the anther dehiscence, both the longitudinal and transverse septa degenerate, leaving only some idioblasts with druses, which seems to indicate that these septa are not directly related to the pollen development, as suggested by some authors. With the comparative results, we conclude that the anther structural features indicate that Microlicia is a taxa close to Trembleya than to Lavoisiera, which in turn share a great number of characteristics with Rhynchanthera, such as dimorphic stamens, elongated connective, anther wall development of basic type, thickened epidermal cells, persistent endothecium, thickened endothecium cells and druses in connective. In all studied species of Microlicieae, Stenodon is the most distinct taxon presenting in common with the other Melastomataceae representatives only the basic type of anther wall development, epidermal cells with primary thickenings, persistence of a middle layer and presence of druses.
Keywords: Antera poricida
Anteras septadas
Microsporângio
Myrtales
Ontogenia
Polinização
Microsporangium
Ontogeny
Pollination
Poricidal anther
Septate anther
Melastomataceae
Antera
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::BOTANICA
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: BR
Publisher: Universidade Federal de Uberlândia
metadata.dc.publisher.initials: UFU
metadata.dc.publisher.department: Ciências Biológicas
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-graduação em Biologia Vegetal
Citation: LIMA, Jamile Fernandes. Padrões do desenvolvimento da antera em espécies de Microlicieae (Melastomataceae). 2013. 90 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Biológicas) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2013.
URI: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/12438
Issue Date: 27-Feb-2013
Appears in Collections:Biologia Vegetal (PPGBV) - Mestrado

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