Publicação: Atividade antinociceptiva do extrato aquoso das folhas de Eugenia dysenterica (cagaita) em modelo experimental in vivo
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CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::FARMACOLOGIA, CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::FARMACOLOGIA::ETNOFARMACOLOGIA
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Silva, Luiz Borges Bispo da
Resumo
A espécie Eugenia dysenterica, nativa do Cerrado brasileiro e popularmente conhecida como cagaita, é uma árvore de porte mediano com grande utilização no ramo alimentício e na medicina tradicional. Vários estudos têm descrito propriedades biológicas em derivados preparados a partir das folhas da referida espécie. O óleo essencial demonstrou atividade antidiarreica e efeito cicatrizante; o extrato aquoso apresentou atividades anticolinesterásica e gastroprotetora. Análises fotoquímicas de derivados da referida espécie apontaram a presença de metabólitos secundários, dentre eles, flavonoides, catequinas e taninos, aos quais foram atribuídas atividades anti-inflamatória e analgésica. Considerando que esses compostos bioativos possuem ações anti-inflamatórias e que não é incomum encontrarmos drogas que possuam ambas as atividades farmacológicas, antinociceptiva e anti-inflamatória, o objetivo deste projeto foi investigar possível ação antinociceptiva no extrato aquoso das folhas da Eugenia dysenterica. O extrato aquoso das folhas da E. dysenterica (EAED) foi preparado a partir das folhas secas e trituradas, misturadas com água destilada na proporção de 20% (m/v). O efeito de analgesia foi avaliado por meio dos testes de contorções abdominais e da placa quente em camundongos Balb/C. Os animais foram divididos em cinco grupos (n= 6 a 7/grupo) e tratados, por via oral, com EAED (100, 550, 1000 mg/Kg), ou indometacina (10 mg/Kg) solubilizados em carboximetilcelulose 0,5% (CBX 0,5%), ou somente com o veículo CBX 0,5%. Os dados obtidos foram expressos como média ± E.P.M. e as comparações entre as médias dos diferentes grupos experimentais foram analisadas utilizando-se ANOVA, seguido do teste de Bonferroni para comparações múltiplas (*p < 0,05). Os resultados obtidos mostraram que o EAED reduziu o número de contorções abdominais nas maiores doses, 550 e 1000 mg/Kg, em 51,5% e 54,5%, respectivamente, comparado ao grupo controle que recebeu apenas CBX 0,5%, O anti-inflamatório indometacina também reduziu em 59,2% o número de contorções abdominais após o estímulo com ácido acético. No entanto, no teste da placa quente não houve diferença estatística entre os grupos experimentais, em todos os tempos analisados. Portanto, os dados sugerem que o extrato avaliado possui potencial ação antinociceptiva em modelo experimental de dor aguda, induzida por agente químico, o qual pode estar relacionado aos metabólitos secundários identificados nessa espécie.
Abstract
Palavras-chave
Antinociceptivo, Eugenia dysenterica, Contorções abdominais, Myrtaceae, Medicina popular
Citação
COSTA, Victor Ferreira. Atividade antinociceptiva do extrato aquoso das folhas de Eugenia dysenterica (cagaita) em modelo experimental in vivo. 2019. 35 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Biomedicina) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2020.