Publicação: Avaliação do assolho pélvico de corredoras continentes e incontinentes
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CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL
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Oliveira, Wanessa Silva de
Resumo
Introdução: A perda urinária no esporte é comum. Especificamente na corrida existem bons
estudos indicando prevalência elevada, porém, pouco se sabe se existe diferença na força
dos músculos do assoalho pélvico (MAP) de corredoras continentes e incontinentes.
Objetivos: Avaliar a força dos MAP de corredoras continentes e incontinentes. Métodos:
Estudo transversal, 58 corredoras foram avaliadas sendo 29 continentes (GC) e 29 com
sintomas de perda urinária (GI) durante a prática esportiva. Foram incluídas mulheres que
corriam há pelo menos 6 meses, pelo menos 15 quilômetros por semana. Foram excluídas
aquelas com doenças neuromusculares e intolerância ao exame vaginal. A função dos MAP
foi avaliada por palpação vaginal (mensurada pela escala de Oxford modificada) e usando
manômetro da marca Peritron®. Foram coletados dados sobre as características de treino,
idade, história ginecológica e obstétrica e informações de saúde no geral. Resultados: Os
grupos GC e GI foram homogêneos quanto à idade (p=0,264), nº de gestações (p=0,488) e
nº de partos vaginais (p=0,597). O grupo GC apresentou índice de massa corporal (IMC)
ligeiramente maior (GC=22,8±2,2; GI= 21,6±2,1; p=0,03). Quanto ao exame da força dos
MAP, o grupo GI apresentou menor força muscular do assoalho pélvico tanto na palpação
vaginal (GC=4,2±0,5; GI=2,9±0,8; p<0,001) quanto na Pressão de pico registrada pelo
manômetro (GC=81±13,2; GI=46,8±19,9; p<0,001). As mulheres incontinentes também
corriam há mais tempo em meses (GC=28,9±21,2; GI=63,9±44,1; p<0,001), treinavam mais
vezes por semana (GC=2,8±0,8; GI=3,6±1,1; p=0,001) e com quilometragem maior
(GC=20,6±7,9; GI=29,1±12,9; p=0,009). Conclusão: Corredoras incontinentes apresentam
menor força muscular e maior volume de treino do que as continentes.
Abstract
Palavras-chave
Incontinência urinária, corrida, assoalho pélvico, Urinary Incontinence, Running, Pelvic Floor
Citação
JOAQUIM, Letícia Vieira Furlan. Avaliação do assolho pélvico de corredoras continentes e incontinentes. 2025. 21 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Fisioterapia) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2025