Publicação: Poética dos gestos: o Ballet e a corte em Des ballets anciens et modernes selon les règles du théâtre (1682), de Ménestrier
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CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA
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Resumo
Em 1682, o jesuíta francês Claude-François Ménestrier publica o tratado Des ballets anciens et modernes, selon les règles du théâtre, no qual propõe fazer uma síntese das regras da prática do teatro para os ballets a partir da comparação entre as composições e os preceitos antigos e modernos. A obra vem efetivamente sistematizar uma concepção de dança e de ballet de corte, as regras que orientam sua composição como divertimento honesto e a justa maneira de se representar as “paixões da alma”. A partir deste tratado seiscentista, considerado o primeiro sobre os ballets, propõe-se mapear o uso do ballet e os seus preceitos na sociedade de corte (sobretudo francesa) do século XVII, com vistas a compreender sua estrutura, as relações simbólicas e, principalmente, a função política que o gênero desempenha no Antigo regime. O ballet, assim como as categorias de “divertimento” e “espetáculo” de corte, é aqui entendido como peça de representação do poder na medida em que se compõe como alegoria da harmonia cósmica e política, o que colabora para a reafirmação da ordem hierárquica e dos pactos políticos que se estabelecem entre a realeza e seus súditos.
Abstract
Palavras-chave
Ballet de Corte, Ménestrier, Sociedade de Corte, Alegoria, Harmonia
Citação
COUTO, Clara Rodrigues. Poética dos gestos: o Ballet e a corte em Des ballets anciens et modernes selon les règles du théâtre (1682), de Ménestrier. 2010. 94 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação de História) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2010.