Publicação: Tradução e adaptação cultural da Escala Relational Communication Scale for Observational Measurement of Doctor-Patient Interactions (RCS-O) para a língua portuguesa do Brasil
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CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA
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Resumo
Introdução: Cerca de 60% da nossa comunicação é não verbal. No entanto, poucas
intervenções destinadas a melhorar o comportamento não verbal de médicos e
estudantes de Medicina são relatadas na pesquisa em educação médica. Como uma
habilidade treinável, a existência de instrumentos adequados para ensinar e avaliar
o comportamento não verbal de médicos e estudantes de medicina torna-se
essencial. Objetivos: Traduzir e adaptar culturalmente a Relational Communication
Scale for Observational measurement of doctor-patient interactions (RCS-O) para a
língua portuguesa do Brasil. Material e métodos: O processo de tradução e
adaptação cultural foi realizado em estágios que incluíram retrotradução, revisão de
itens por um comitê de especialistas através da técnica de Delphi modificada e préteste.
Resultados: O título da escala e três itens necessitaram de modificações
após retrotradução e comentários da autora. A coordenadora de linguagem ajustou o
título da escala e 9 (26,4%) itens que pertenciam, em sua maioria, aos domínios de
intimidade e foram alterados em virtude de suas características polissêmicas. Da
mesma forma, após o pré-teste e como sugerido pelos observadores, duas palavras
foram substituídas pelas coordenadoras de pesquisa e linguagem em decorrência de
seus significados ambíguos. Conclusão: A versão final brasileira da RCS-O resultou
em uma escala adequada que poderá, após sua validação, ser introduzida como
instrumento de ensino e avaliação das habilidades de comunicação interpessoal nas
escolas médicas brasileiras. Esperamos que este estudo possa encorajar
educadores em saúde a investirem no ensino e na avaliação de habilidades de
comunicação não verbal, no Brasil e em outros países, para que os componentes
culturais da comunicação possam ser melhor explorados.
Abstract
Introduction: About 60% of our communication is nonverbal. Few interventions
designed to improve doctors´ and medical students’ nonverbal behavior are reported
in the medical education research and as a trainable skill, the existence of
appropriate instruments for teaching and assessing nonverbal behavior of physicians
and medical students is mandatory. Objective: To translate and culturally adapt the
Relational Communication Scale for Observational measurement of doctor-patient
interactions (RCS-O) to Brazilian Portuguese. Material and methods: Translation
and cultural adaptation were performed in stages including back translation, review of
items through modified Delphi technique and pre-test. Results: The RCS-O title and
three items required review after back translation and author’s comments. The
language coordinator adjusted 9 (26,4%) items that belonged, generally, to the
intimacy domains and were adjusted due to ambiguity/polysemy. Likewise, after pretest
and as suggested by observers, research and language coordinators replaced
two words on account of their ambiguous meanings. Conclusion: The Brazilian final
version of the RCS-O is a suitable scale that may be introduced, after validation, as
an instrument for teaching and assessing interpersonal communication skills in
Brazilian medical schools. We hope this study may encourage health educators to
invest in the teaching and assessment of nonverbal communication skills in other
countries so that the cultural components of communication may be further explored.
Palavras-chave
Ciências médicas, Relação médico-paciente, Educação médica, Comunicação não-verbal, Comparação transcultural, Avaliação do impacto na saúde, Medical Education, Physician-patient relations, Nonverbal Communication, Cross-cultural Comparison, Health impact assessment
Citação
VALADARES, Emiliana dos Santos.Tradução e adaptação cultural da Escala Relational Communication Scale for Observational Measurement of Doctor-Patient Interactions (RCS-O) para a língua portuguesa do Brasil. 2017. 102 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2017. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2017.408