Publicação: Para o que olhamos diante da morte? Relato de experiência de uma psicóloga no contexto de terapia intensiva
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CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE, CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
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Orientador
Coorientador
Borges, Gizelle Mendes
Resumo
O presente trabalho apresenta um relato de experiência descritivo e reflexivo, baseado na
atuação de uma psicóloga em Unidades de Terapia Intensiva, no acompanhamento de
comunicações de morte de pacientes críticos e seus familiares, no contexto da Residência
Multiprofissional em Saúde. O estudo adota a metodologia de relato de experiência, buscando
descrever e compreender os fenômenos presentes no momento da comunicação de morte.
Analisa o impacto da escuta ativa e do vínculo terapêutico, refletindo sobre os desafios e
aprendizados que emergem nesse cenário. Propõe uma visão que transcende o modelo
biomédico tradicional, incorporando as dimensões subjetivas de pacientes e familiares. Conclui
que o momento de comunicação da notícia de morte exige sensibilidade do médico
comunicador, de modo que a presença do psicólogo faz diferença no suporte e compreensão
diante da complexidade emocional que permeia o momento. Os resultados reafirmam o valor
da escuta ativa no cuidado a pacientes em estado crítico e seus familiares, especialmente em
um ambiente como a UTI, onde a técnica e a objetividade muitas vezes predominam. A
presença do psicólogo representa uma abertura para que as subjetividades e os afetos sejam
respeitados e acolhidos.
Abstract
This study presents a descriptive and reflective experience report, based on the work of a
psychologist in Intensive Care Units, accompanying the death communications of critically ill
patients and their families, in the context of the Multiprofessional Health Residency. The study
adopts the methodology of an experience report, seeking to describe and understand the
phenomena present at the moment of death communication. It analyzes the impact of active
listening and the therapeutic bond, reflecting on the challenges and lessons that emerge in this
scenario. It proposes a vision that transcends the traditional biomedical model, incorporating
the subjective dimensions of patients and their families. It concludes that communicating the
news of death requires sensitivity on the part of the communicating doctor, so that the presence
of a psychologist makes a difference in terms of support and understanding in the face of the
emotional complexity that permeates this moment. The results reaffirm the value of active
listening in caring for critically ill patients and their families, especially in an environment like
the ICU, where technique and objectivity often predominate. The presence of the psychologist
represents an opening for subjectivities and affections to be respected and welcomed.
Palavras-chave
Psicologia hospitalar, Comunicação de morte, Terapia intensiva, Hospital psychology, Death notification, Intensive care
Citação
OLIVEIRA, Gabriela Moreira de. Para o que olhamos diante da morte?: relato de experiência de uma psicóloga no contexto de terapia intensiva. 2024. 46 f. Trabalho de Conclusão de Residência (Residência Multiprofissional em Atenção ao Paciente em Estado Crítico) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2025.