Publicação: Determinação do estádio de inoculação do fungo sclerotinia sclerotiorum para a avaliação de resistência em genótipos de algodoeiro
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CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::AGRONOMIA
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A planta do algodoeiro (Gossypium hirsutum L. r. latifolium Hutch), normalmente cultivada anualmente ou herbáceo, pertencente à família Malvaceae, é rica em fibras e óleo, sendo utilizada como matéria prima para alimentação animal e em larga escala na indústria têxtil. Como uma das dez culturas mais importantes do mundo, exerce importante papel no aspecto sócio-econômico do Brasil, podendo ser cultivado em condições de sequeiro ou em sistemas de irrigação. A planta de algodoeiro precisa manter os fatores responsáveis pela determinação do seu alto rendimento e boa qualidade, no entanto, e a incidência de pragas e doenças, a exemplo do mofo branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, em seus surtos epidêmicos vêm deixado regiões produtoras em situação de alerta. Murcha, necrose e podridão úmida em hastes, pecíolos, maçãs e inflorescências, são os principais sintomas da doença, e a partir deles, surge o sinal do fungo, um micélio branco e extenso, podendo apresentar estruturas de sobrevivência do patógeno, os escleródios, formados internamente, na parte externa das maçãs bem como no interior dos capulhos, podendo permanecer no solo por longos períodos. O objetivo do presente trabalho foi determinar o estádio fenológico ideal para a inoculação do patógeno S. sclerotiorum, para que possam ser conduzidas pesquisas buscando a resistência das plantas ao patógeno, bem como avaliar a eficiência do método Straw test para inoculação do fungo, em plantas de algodoeiro. O experimento foi realizado em casa de vegetação, para obtenção de plantas de algodoeiro em diferentes estádios, e em laboratório, para avaliação da progressão da lesão do fungo quanto aos estádios inoculados, localizados no Campus Umuarama da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Foi avaliado o genótipo de algodoeiro de fibra branca (DP 555 BGRR), em sete estádios de desenvolvimento vegetativos: V1 a V7 (MARUR; RUANO, 2004) em oito tempos: 1 a 8 dias após inoculação do fungo. O experimento foi realizado em delineamento de blocos casualizados, com cinco repetições, em esquema de fatorial 7x8, sete estádios fenológicos e oito tempos de avaliação. Verificou-se que o estádio fenológico ideal para a inoculação do patógeno em plantas de algodoeiro, é o V2, tornando mais rápido os testes de resistência, uma vez que a planta não precisa se desenvolver até estádios mais avançados e morre. A metodologia utilizada para a inoculação do fungo, Straw test, pode ser considerada eficiente, uma vez que todas as plantas, independente do estádio de desenvolvimento, sofreram lesões.
Abstract
Palavras-chave
Gossypium hirsutum, Método da ponteira, Comprimento de lesão, Mofo branco
Citação
GOMES, Cíntia de Melo. Determinação do estádio de inoculação do fungo sclerotinia sclerotiorum para a avaliação de resistência em genótipos de algodoeiro. 2017. 25 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Agronomia) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2017.