Publicação: Padrões de gênero de fraturas maxilofaciais apresentadas por pacientes atendidos no hospital odontológico da universidade federal de uberlândia no período de 2010 a 2022
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CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::ODONTOLOGIA
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Resumo
Os traumas faciais afetam tecidos moles e duros, dentes e estruturas associadas causando
danos funcionais e estéticos, além de gerar um impacto psicológico, social e econômico ao
paciente, portanto, devido a sua elevada prevalência, se torna um problema de saúde pública.
Homens, devido a sua maior exposição a riscos e maior pretensão a atitudes imprudentes
tendem a ser as maiores vítimas desse tipo de injúria. Este estudo objetivou identificar a
prevalência de traumas faciais atendidos pelo Hospital Odontológico da Universidade Federal
de Uberlândia no período de 2010 a 2022, analisando as diferenças nos padrões das fraturas
maxilofaciais em relação ao gênero, comparando suas etiologias, etnias, faixa etária, estado
civil, zona de residência, sinais e sintomas, local da fratura, tipos de imagem, escolhas de
tratamento e suas complicações. Foi realizada uma análise retrospectiva de cunho quantitativo
através de uma pesquisa documental indireta utilizando prontuários de pacientes no período
de estudo. A pesquisa foi aprovada pelo CEP, com número CAAE 74865223.6.0000.5152.
Foram examinados 17.466 prontuários, dos quais 332 se enquadravam nos critérios de
inclusão, onde a maioria era composta pelo sexo masculino (78,92%) e a minoria pelo sexo
feminino (21,08%). Observou-se a prevalência de adultos, com média de idade para mulheres
de 43 anos e para homens de 41 anos, residentes de área urbana com maior concentração na
cidade de Uberlândia (60% das mulheres e 59,92% dos homens), solteiros e de autodeclaração
parda. Quanto a etiologia do trauma, acidente de trânsito foi o mais relatado tanto para o sexo
feminino (47,14%), quanto para o masculino (52,42%), assim como a mandíbula foi o local
mais acometido por homens (49,12%) e mulheres (46,15%). A maioria das imagens
radiográficas foram panorâmicas, para mulheres (26,62%) e homens (32,23%). A
complicação mais relatada foi parestesia, estando presente em 19,23% das mulheres e 12,6%
dos homens. Ademais, a média de acompanhamento dos pacientes foi de aproximadamente 4
meses. O estudo possibilitou compreender os principais padrões relacionados as fraturas
maxilofaciais, evidenciando diferenças entre os gêneros quanto suas causas, condutas,
características sociodemográficas e clínicas, o que poderá orientar a elaboração de medidas
preventivas direcionadas e a sistematização dos atendimentos.
Abstract
Facial trauma affects soft and hard tissues, teeth, and associated structures, causing functional
and aesthetic damage, in addition to generating psychological, social, and economic impacts
on the patient. Therefore, due to its high prevalence, it becomes a public health problem. Men,
due to their greater exposure to risks and greater tendency to engage in reckless behavior, tend
to be the main victims of this type of injury. This study aimed to identify the prevalence of
facial trauma treated at the Dental Hospital of the Federal University of Uberlândia from 2010
to 2022, analyzing the differences in maxillofacial fracture patterns according to gender,
comparing their etiologies, ethnicity, age group, marital status, area of residence, signs and
symptoms, fracture location, imaging types, treatment choices, and complications. A
retrospective quantitative analysis was conducted through indirect documentary research
using patient records from the study period. The research was approved by the CEP, with
number CAAE 74865223.6.0000.5152. A total of 17,466 medical records were examined, of
which 332 met the inclusion criteria, where the majority were male (78.92%) and the minority
were female (21.08%). The prevalence of adults was observed, with a mean age of 43 years
for women and 41 years for men, residents of an urban area with the highest concentration in
the city of Uberlândia (60% of women and 59.92% of men), single and self-declared brown.
Regarding the etiology of trauma, traffic accidents were the most reported for both females
(47.14%) and males (52.42%), as well as the jaw was the most affected site for men (49.12%)
and women (46.15%). Most radiographic images were panoramic, for both women (26.62%)
and men (32.23%). The most commonly reported complication was paresthesia, present in
19.23% of women and 12.6% of men. Furthermore, the average patient follow-up was
approximately 4 months. The study enabled understanding the main patterns related to
maxillofacial fractures, highlighting gender differences in their causes, management,
sociodemographic, and clinical characteristics, which may guide the development of targeted
preventive measures and the systematization of care.
Palavras-chave
Traumas Maxilofaciais, Gênero, Prevalência, Maxillofacial Trauma, Gender, Prevalence
Citação
RIBEIRO, Ana Carolina. Padrões de gênero de fraturas maxilofaciais apresentadas por pacientes atendidos no hospital odontológico da universidade federal de uberlândia no período de 2010 a 2022. 2025. 43 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Odontologia) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2025.