Publicação: Purificação e caracterização bioquímica da moozincina,
uma metaloprotease dependente de zinco presente na
peçonha da serpente Bothrops moojeni (Caiçaca)
Carregando...
Arquivos
Tipo do documento
Data
Direito de acesso
Área do conhecimento
CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::GENETICA
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Autores
Orientador
Coorientador
Oliveira, Fábio de
Resumo
As peçonhas de serpentes do gênero Bothrops contêm proteases que contribuem
com efeitos locais vistos no envenenamento. Neste estudo, uma metaloprotease não
hemorrágica foi isolada da peçonha de B.moojeni. Esta enzima foi isolada por uma
combinação de cromatografia de troca iônica e exclusão molecular e nomeada
moozincina. A enzima teve seu grau de pureza avaliado em SDS PAGE corado com
azul brilhante de Comassie e mostrou uma massa molecular aparente de 30 kDA. A
moozincina não induz hemorragia, atividade coagulante, desfibrinação ou atividade
fosfolipásica, mas mostrou atividade proteolítica sobre fibrinogênio bovino. A
moozincina degrada inicialmente a cadeia Aα do fibrinogênio, em seguida a cadeia Bβ e
não mostra efeitos sobre a cadeia γ. A atividade da moozincina foi inibida após
incubação com agentes quelantes (EDTA, 1,10 fenantrolina) e agente redutor β-
mercaptoetanol) indicando ser uma protease dependente de íon metálico. Em
contrapartida, a aprotinina e a benzamidina não afetaram sua atividade. A moozincina se
apresentou ativa em pH 7.0 a 11, sendo estável em solução até 50 ºC. Sua atividade
fibrinogenolítica foi completamente perdida em temperatura igual ou superior a 60 °C.
Observações histológicas mostraram que a administração intramuscular de moozincina
induziu baixa mionecrose, evidenciada por degeneração hialina e infiltração
leucocitária. Moozincina induziu alterações celulares nos pulmões, mas não alterou
fígado, rins e células cardíacas.
Abstract
Bothrops snake venoms contain proteases that contribute to the local effects seen
after envenoming. In this study, a non-hemorrhagic metalloprotease was isolated from
the venom of B. moojeni. The enzyme was isolated by a combination of ion exchange
and gel filtration chromatographies and named Moozincin. The enzyme was purified to
homogeneity as judged by its migration profile in SDS PAGE stained with coomassie
blue, and showed a molecular mass of about 30 kDa. Moozincin did not induce
hemorrhage, blood clotting, defibrinating or phospholipase A2 activities, but displayed
proteolytic activity on bovine fibrinogen. Moozincin cleaves the Aα-chain of fibrinogen
first, followed by the Bβ-chain, and shows no effects on the γ-chain. The
fibrinogenolytic activity of Moozincin was abolished after incubation with a chelating
agent (EDTA, 1,10-phenantroline) β-mercaptoethanol, indicating that it is metal iondependent.
In contrast, aprotinin and benzamidine did not affect these activities.
Moozincin was active at pH 7 - 11 and was stable in solution at up to 50 °C;
fibrinogenolytic activity was completely lost at ≥60 °C. Histological observations
showed that Moozincin induces low myonecrosis upon intramuscular injection in mice
evidenced by hyaline degeneration and leukocyte infiltrate. Moozincin induced cell
alterations in lung, but not alter liver, kidney and heart cells.
Palavras-chave
Bothrops moojeni, Veneno de serpente, Fibrinogenase, Metaloprotease, Snake venom, Metalloprotease, Cobra venenosa - Veneno, Bothrops
Citação
FONSECA, Kelly Cortes. Purification and functional characterization of a new non-hemorrhagic metalloprotease
from Bothrops moojeni snake venom. 2010. 52 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Biológicas) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2010.