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Contaminação entre peles bovinas com carcaças adjacentes em linha de abate em abatedouro frigorífico

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CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::MEDICINA VETERINARIA::INSPECAO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL

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Resumo

O Brasil tem destaque em nível mundial por sua produção e exportação de carne bovina, e alguns fatores como grande extensão territorial, disponibilidade de água e qualidade contribuem para que o setor continue se expandindo. É necessário dar atenção às etapas do abate, já que a pele e o trato gastrintestinal dos animais possuem microrganismos que se encontram distribuídos no ambiente de forma ampla. A esfola é considerada um ponto crítico nos abatedouros frigoríficos, pois no momento em que se retira a pele do animal pode haver contaminação cruzada entre a superfície da carcaça e a musculatura, que até o momento era estéril. Essa contaminação cruzada pode ser direta, por contato de superfícies de carcaça por microrganismos presentes na pele, pelo e cascos dos animais ou indireta, através de equipamentos, manipuladores das carcaças e água, podendo assim uma carcaça contaminar as carcaças adjacentes. Os microrganismos podem levar as Doenças de Origem Alimentar ou levar à deterioração do produto. Por isso é fundamental oferecer maior atenção à gestão de qualidade nos frigoríficos. Diante disso, objetivou-se avaliar a relação entre a sujidade visual de peles bovinas com a contaminação cruzada de carcaças adjacentes em linha de abate em abatedouro-frigorífico de Uberlândia-MG. Foram selecionados 9 animais por meio de avaliação visual da sujidade e posteriormente foram divididos em dois grupos: grupo 1 que representava os animais de pele limpa ao lado de animais de pele limpa, e o grupo 2 que representava animais de pele limpa ao lado de animais de pele suja. As amostras eram coletadas dos animais limpos de ambos os grupos. A coleta das amostras foi realizada por esfregaço superficial em área de 100 cm² em duas ocasiões: (I) no final da etapa de esfola e (II) após a lavagem final das carcaças. Foram pesquisados microrganismos indicadores de higiene, como aeróbios mesófilos (AM) e enterobactérias (EB). Para AM foi utilizado Plate Count Agar e para EB Ágar Vermelho Violeta Bile Glicose. Os resultados foram submetidos a análise descritiva e foram dispostos em tabelas e gráficos. A média de resultados encontrados na contagem de AM nos animais do grupo 1 foi de 2,3 log UFC/cm² no ponto A e 1,7 log UFC/cm² no ponto B; já nos animais do grupo 2, a média foi de 2,4 log UFC/cm² no Ponto A e 1,7 log UFC/cm² no ponto B. Já para EB, a média de contagem de animais do grupo 1 foi de 0,5 log UFC/cm² no ponto A e 0,8 log UFC/cm² no ponto B; já animais de grupo dois a média de contagem foi de 2,2 log UFC/cm² no ponto A e 0,5 log UFC/cm² no ponto B. Animais classificados como limpos ou sujos não resultaram em contagens microbianas para AM discrepantes nas carcaças adjacentes. Já com relação à contagem de enterobactérias, animais classificados como sujos favoreceram para maior contaminação cruzada com as carcaças adjacentes.

Abstract

Palavras-chave

Aeróbios mesófilos, Mesophilic aerobes, Contaminação microbiana, Microbial contamination, Enterobactérias, Enterobacteria, Microrganismos indicadores, Indicator micro-organisms, Sujidades de peles bovinas, Dirt of bovine hides

Citação

GONÇALVES, Giovanna Morais. Contaminação cruzada entre peles bovinas com carcaças adjacentes em linha de abate em abatedouro frigorífico. 2019. 26 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Medicina Veterinária) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2021.

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