Publicação: Compostagens docentes: germinando alianças entre saberes multiespécies, educações, formação e vida
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CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO
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Resumo
Em uma composteira docente a vida pede passagem, abre espaço para experimentações
em um viver-com em coletivo. A composteira decompõe a matéria, os tempos, com o
auxílio de seres mais que humanos como os fungos, as plantas e as bactérias para alcançar
outras formas de vida. Desejo uma tese-compostagem, que se faz misturando a terradocência,
o tempo, as marcas que se fazem no decorrer das experiências vividas e que
entrelaçam formação, vida, educações, fabulações e tantas outras composições que
interseccionam e que compõem o meu fazer docente. Terra-docência é terreno fértil para
experimentações. É lugar onde nascem as mais belas e lindas flores a partir das relações
com os outros companheiros de vida, humanos e mais que humanos, todos num lugar só,
sem hierarquias e nem funções. É terra produtiva, que produz gente, que produz lugares,
que produz vidas. Nesse caminho, na busca por tecer linhas que entrelaçam vivências e
experimentações em uma escola em ruínas, proponho uma tese-compostagem que
interconecte histórias, experiências, materiais e pensamentos que compõem o meu fazer
docente nesse instante. Assim engendro com fabulações, narrativas e experimentações
que me permitem rememorar fluxos de tempo na escola e construir linhas de vida que
reinventam a minha trajetória enquanto professor de Ciências e Biologia. Escrever como
movimento. Escrever sem começo e nem fim, em linhas, em fluxos, pelo meio,
rizomando, cartografando. Desejando seguir as linhas de vida e as marcas de tempo que
me movimentaram ao longo do meu processo de formação enquanto professor, me lanço
nessa tese-compostagem em um ensaio de fabulações para pensar sobre educações,
formação e vida durante a passagem da minha vida neste mundo, além de experenciar
como esse caminho me (de)compõe através dessas narrativas, vivendo e se atualizando
em mim. Para isso as fabulações serão contadas de diversas formas, ora com textos, ora
com imagens, com foto-montagens, com poesia, com arte, com vários modos
experimentativos. É esse composto-escolas-vivas em experimentação que mostram que
há algo de rio, de mar, de bicho, de rocha, de terra, de fogo, de semente, de vegetal, de
ancestral nas escolas, fazendo emergir um projeto escolar que se desmancha no lugar em
que se vive, de acordo com o ritmo desse espaço, junto com as vivências humanas e mais
que humanas, criando uma sintonia própria do lugar ao qual a escola está inserida,
carregando uma outra cadência para esse ambiente que não consegue ser mensurada,
medida ou quantificada.
Abstract
In a teaching composter, life asks for passage, opening space for experimentation in a
collective living-with. The composter decomposes matter and time, with the assistance of
more-than-human beings such as fungi, plants, and bacteria, in order to reach other forms
of life. I desire a composting-thesis, made by mixing teaching-soil, time, and the marks
produced throughout lived experiences, which intertwine education, life, formations,
fabulations, and many other compositions that intersect and constitute my teaching
practice. Teaching-soil is fertile ground for experimentation. It is a place where the most
beautiful flowers are born from relationships with other companions of life, human and
more-than-human, all in one place, without hierarchies or fixed functions. It is productive
soil, producing people, producing places, producing lives. Along this path, in the search
to weave lines that intertwine experiences and experimentations in a school in ruins, I
propose a composting-thesis that interconnects stories, experiences, materials, and
thoughts that compose my teaching practice at this moment. Thus, I engender fabulations,
narratives, and experimentations that allow me to recall flows of time within the school
and to build lines of life that reinvent my trajectory as a Science and Biology teacher.
Writing as movement. Writing with neither beginning nor end, in lines, in flows, through
the middle, rhizomatically, cartographically. Desiring to follow the lines of life and the
marks of time that moved me throughout my process of formation as a teacher, I launch
myself into this composting-thesis as an essay of fabulations to think about education,
teacher education, and life during the passage of my life in this world, while also
experiencing how this path (de)composes me through these narratives, living and
continually updating itself within me. To this end, the fabulations will be told in diverse
ways: sometimes through texts, sometimes through images, photo-montages, poetry, art,
and multiple experimental modes. It is this compound-of-living-schools in
experimentation that reveals something of river, sea, animal, rock, earth, fire, seed, plant,
and ancestry within schools, giving rise to a school project that unravels in the very place
where life is lived, according to the rhythm of that space, together with human and morethan-
human experiences. This creates a unique attunement to the place in which the
school is embedded, carrying another cadence for this environment—one that cannot be
measured, quantified, or calculated.
Palavras-chave
Compostagem, Composting, Fabulação, Fabulation, Estudos Multiespécies, Multispecies Studies, Formação de Professores, Teacher Education
Citação
LINHARES, Marcos Allan da Silva. Compostagens docentes: germinando alianças entre saberes multiespécies, educações, formação e vida. 2026. 117 f. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.te.2026.5505
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