Publicação: Saúde ambiental e crescimento econômico nos municípios brasileiros: teste das hipóteses da curva de Kuznets ambiental e da transição epidemiológica
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CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS
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Resumo
Como alcançar o desenvolvimento sustentável atendendo às necessidades atuais sem
comprometer as necessidades das gerações futuras nas dimensões econômica, social e
ambiental? Este atual debate envolve aqueles que consideram o crescimento econômico como
a maior causa de problemas ambientais e aqueles que defendem que a melhor maneira de se
alcançar qualidade ambiental é o país sendo rico. Esta dissertação analisou relações entre o
crescimento econômico e indicadores de saúde que refletem possíveis problemas associados
ao meio ambiente, como a poluição do ar e o saneamento básico, através das evidências
apontadas pelos testes das hipóteses da Curva de Kuznets Ambiental e da Transição
Epidemiológica. Foram adotadas medidas indiretas de degradação ambiental que representam morbidade e
mortalidade (internações hospitalares e óbitos) por doenças dos aparelhos respiratório,
circulatório e doenças associadas ao saneamento que apresentam relação direta com
problemas ambientais. Trata-se de duas hipóteses que revelam possíveis impactos do
crescimento econômico na saúde ambiental. A Curva de Kuznets Ambiental tradicionalmente
apresenta uma relação degradação-renda no formato de “u-invertido”, indicando que
inicialmente a degradação ambiental aumenta em níveis maiores da renda até um determinado
nível da renda a partir do qual a degradação diminui. A crítica mais comum a este formato é a
possibilidade de a relação se dar no formato “N”, ou seja, a diminuição da degradação
ambiental em relação aos níveis maiores da renda não se sustenta no longo prazo. Já pela
hipótese da transição epidemiológica há uma evolução progressiva de um perfil de alta
mortalidade causada por doenças infecciosas para um perfil em que predominam óbitos por
doenças crônicas e causas externas. As hipóteses convergem entre si uma vez que grande
parte das doenças infecciosas está associada ao saneamento; além disso, doenças respiratórias
e circulatórias associadas à poluição do ar têm maior peso na carga das doenças crônicas.
Neste sentido os objetivos desta dissertação foram: os testes das hipóteses da Curva de
Kuznets Ambiental (CKA) em “u-invertido”, a relação degradação-renda no formato “N” e da
transição epidemiológica. Foram realizadas estimações econométricas para dados em painel
pelo método de efeitos fixos com dados dos municípios brasileiros referentes ao período de
1999 a 2012. Dos resultados obtidos destacam-se evidências da CKA, ou seja, de uma relação
degradação-renda no formato de “U-invertido” para a morbidade e no formato “N” para a
mortalidade por doenças associadas à poluição do ar (circulatórias e respiratórias). A relação
não é clara para doenças associadas ao saneamento básico. Além disso, foram encontradas
evidências da ocorrência de transição epidemiológica reveladas na queda da morbimortalidade
por doenças infecciosas e parasitárias. Esta dissertação contribui para o tema ao
trazer evidências empíricas de impactos do crescimento econômico na saúde ambiental,
adotando medidas indiretas de degradação ambiental para municípios brasileiros revelando
particularidades comuns em países não desenvolvidos. Palavras-chave: Crescimento econômico; Curva de Kuznets ambiental; Dados em painel; Transição epidemiológica; Saúde.
Abstract
How to achieve sustainable development able to meet the economic, social and environmental
needs of today's society without compromising the capacity to meet the needs of future
generations? This important debate involves those who consider economic growth the biggest
cause of environmental problems and those who advocate economic growth as the best way to
achieve environmental quality. The purpose of this dissertation were analyze a relation
between economic growth and municipal health indicators that reflect environmental
problems, such as air pollution and basic sanitation, testing: a Environmental Kuznets Curve
(EKC) traditional “inverted-u”, a relation in “N” shape, and the Epidemiological Transition.
Indirect measures of environmental degradation were adopted represented by morbidity and
mortality indicators (hospitalizations and deaths) for environmental diseases (respiratory,
circulatory and sanitation diseases). A panel data econometric estimations were performed
using the fixed effects method to brazilian cities from 1999 to 2012. The results corroborate a
EKC “inverted-u” for morbidity and “N” shape for mortality to circulatory and respiratory
diseases, but is not verifiable to basic sanitation diseases. There is evidence of the occurrence
of the Epidemiologic Transition (decrease in mortality from infectious and parasitic diseases). Key-words: Economic growth; Environmental Kuznets curve; Panel data; Epidemiologic transition; Health.
Palavras-chave
Crescimento econômico, Transição epidemiológica, Curva de Kuznets ambiental, Saúde, Dados em painel, Desenvolvimento econômico, Kuznets, Simon Smith, 1901-1985, Saúde ambiental, Economia, Heath, Environmental Kuznets curve, Epidemiologic transition, Panel data, Economic growth
Citação
AVELINO, Bárbara Afonso. Saúde ambiental e crescimento econômico nos municípios brasileiros: teste das hipóteses da curva de Kuznets ambiental e da transição epidemiológica - Uberlândia. 2018. 78 f. Dissertação (Mestrado em Economia) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2018.DOI http://dx.doi.org/10.14393/ufu.di.2018.501
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