Publicação: A percepção de autoeficácia e a impulsividade na prática de atividade física
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CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
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Resumo
A prática de atividade física regular consiste em um hábito importante à saúde e ao bem-estar,
contudo sua adesão plena é desafiada por elementos cognitivos-comportamentais implicados
nesse processo - como a percepção de autoeficácia e a impulsividade. Nesse sentido, o presente
estudo teve por objetivo investigar o modo pelo qual a percepção de autoeficácia e a
impulsividade atuam no hábito e na realização de atividade física. Para tal, sessenta e oito (68)
participantes com idades entre 18 e 60 anos (M = 29,3; DP = 11,6) responderam a sete
instrumentos: 1) questionário sociodemográfico; 2) Versão curta do Questionário Internacional
de Atividade Física (IPAQ); 3) Escala de Aderência ao Exercício Físico Regular (REPEAS);
4) Versão traduzida do Índice de Autorrelato do Hábito (IAH); 5) Escala Geral de Autoeficácia
(NGSE); 6) Escala de autoeficácia para atividade física; e 7) Versão abreviada da Escala de
Impulsividade de Barratt (ABIS). Os resultados deste estudo transversal apresentaram
correlações negativas entre o tempo dedicado à atividade física, o hábito dessa prática e os
obstáculos ambientais e pessoais à sua adesão, bem como entre a autoeficácia geral e os
obstáculos ambientais e pessoais à adesão. Ainda, autoeficácia geral e impulsividade
correlacionam-se negativamente. Ademais, o tempo gasto em atividade física e o hábito de sua
prática correlacionaram-se positivamente. Esses achados revelam a importância da
compreensão cognitivo-comportamental ao hábito de atividade física, demonstrando a
relevância de sua consideração no desenvolvimento de estratégias que possibilitem sua adesão
e, assim, promovam saúde e bem-estar.
Abstract
Regular physical activity is an important habit for health and well-being. However, its full
adherence is challenged by cognitive-behavioral factors involved in this process, such as
perceived self-efficacy and impulsivity. Therefore, this study aimed to investigate how
perceived self-efficacy and impulsivity influence physical activity habits and performance.
Sixty-eight (68) participants aged 18 to 60 years (M = 29.3; SD = 11.6) responded to seven
instruments: 1) a sociodemographic questionnaire; 2) a short version of the International
Physical Activity Questionnaire (IPAQ); 3) Regular Physical Exercise Adherence Scale
(REPEAS); 4) a translated version of the Self-Reported Habit Index (IAH); 5) New General
Self-Efficacy Scale (NGSE); 6) the Physical Activity Self-Efficacy Scale; and 7) Abbreviated
version of the Barratt Impulsivity Scale (ABIS). The results of this cross-sectional study
showed negative correlations between time spent on physical activity, the habit of this practice,
and environmental and personal obstacles to adherence, as well as between general selfefficacy and environmental and personal obstacles to adherence. Furthermore, general selfefficacy and impulsivity correlated negatively. Furthermore, time spent on physical activity
and the habit of practicing it correlated positively. These findings reveal the importance of
cognitive-behavioral understanding of physical activity habits, demonstrating the relevance of
considering them in the development of strategies that enable adherence and, thus, promote
health and well-being.
Palavras-chave
Atividade física, Autoeficácia, Hábito, Impulsividade
Citação
DUARTE, Maria Clara Venâncio. A percepção de autoeficácia e a impulsividade na prática de atividade física. 2025. 32 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Psicologia) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2025.
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