Publicação: Alicerce para os outros, Túmulos para os meus: o corpo negro que constrói e ocupa.
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CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTES::ARTES PLASTICAS
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Resumo
O trabalho presente une duas pesquisas que foram produzidas durante minha
trajetória dentro do curso de graduação em licenciatura em Artes Visuais. Em “Alicerce
para os outros, Túmulos para os meus” a trama da obra narra como o corpo negro e
o trabalho na construção civil se relacionam. O pilar de concreto e os ossos se
entrelaçam: no momento em que são expostos na galeria não agem mais de maneira
independente. Como monumento, ou mesmo memento mori, proporciona a
permanência do corpo negro que o ergueu, trazendo sua constante presença e
retratando esse soterramento diário que é o trabalho braçal. Já em
“RESSURGIMENTO DO MEU EU” há o questionamento sobre o espaço expositivo do
cubo branco. Esses espaços das Galerias e Museus são entendidos no meio artístico
como sagrados, onde nada pode ser modificado, tudo é asséptico e os corpos negros
que os construíram não os ocupam. A performance manifesta como o meu corpo
negro reage ao ocupar o espaço Laboratório Galeria e como este lugar é utilizado para
legitimação dos estudantes como artistas. A conexão entre estes trabalhos se dá
quando o corpo negro que participa da construção do espaço agora o ocupa.
Abstract
The work presents two research studies that were produced during my undergraduate
course in Visual Arts. In “Foundation for others, Tombs for mine” the plot of the work
narrates how the black body and work in construction are related. The concrete pillar
and the bones intertwine: the moment they are exposed in the gallery they are no
longer independent. As a monument, or even memento mori, it provides the
permanence of the black body that bears it, bringing its constant presence and
portraying this daily burial that is manual labor. In “RESURGENCE FROM MY SELF”
there is a question about the exhibition space of the white cube. These spaces in
galleries and museums are understood in the artistic world as sacred, where nothing
can be modified, everything is aseptic and the black bodies that built them did not
occupy them. The performance manifests how my black body reacts to occupying the
Laboratory Gallery space and how this place is used to legitimize students as artists.
The connection between these works occurs when the black body participates in the
construction of the space it now occupies.
Palavras-chave
Corpo negro, Construção civil, Performance, Trabalho
Citação
LOURENÇO, Luan Pedro Vasconcelos Santana. Alicerce para os outros, Túmulos para os meus: o corpo negro que constrói e ocupa. 2024. 102 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Artes Visuais) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2025.
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