Publicação: A influência do uso de pó de rocha na estabilidade dos agregados
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CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA
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Dias, Marcelo Alves da Rocha
Resumo
O cultivo de milho atualmente ocupa a segunda posição no ranking nacional de grãos, entretanto, enfrenta grandes desafios quanto ao elevado consumo de fertilizantes para atingir a produtividade desejada. Uma opção de abordagem nos campos de pesquisa é o uso de remineralizadores, que têm o potencial de reverter a deficiência nutricional do solo, otimizando a eficácia dos nutrientes no processo de cultivo. Neste contexto, o presente trabalho é um segmento de uma série de estudos realizados pelo professor Elias Nascentes Borges, que visa estudar e compreender os efeitos e respostas relacionados ao uso de diferentes pós de rocha na agricultura. Como tese desse estudo buscou-se constatar se há correlação entre o uso das seguintes fontes de pó de rocha: Basalto, Kamafugito e Verdete, nas estruturas de formação dos macroagragados do solo, após um ciclo de plantio da cultura do milho. A pesquisa foi conduzida na casa de vegetação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), utilizando-se latossolo vermelho distrófico de textura média. O delineamento experimental utilizado foi de quatro sementes de milho, do híbrido SHS 4070, da sementeira Santa Helena, plantadas em vasos de três anéis de 10 cm de profundidade, sendo posteriormente desbastadas para manter apenas duas plantas por vaso. Esse trabalho foi um desdobramento de outros estudos realizados pelo professor pautado no mesmo experimento onde se buscou observar o comportamento da cultura do milho com substituição de metade da dose de adubo pelo pó de rocha, portanto esse estudo também observa a relação entre o pó de rocha puro e sua combinação com adubos químicos, entretanto voltado a constatar os efeitos desses tratamentos sobre a estrutura dos macroagregados do solo. Controle: Foram realizados 7 (sete) diferentes testagens com 1 (um) controle, com 3 (três) repetições cada, distribuídas em blocos ao acaso para evitar favorecimento por localização. Os tratamentos incluíram: adubação completa (como grupo de controle), basalto + metade da adubação, apenas basalto, kamafugito + metade da adubação, apenas kamafugito, verdete + metade da adubação e apenas verdete. A análise estatística foi realizada por meio do sistema SAEG. A irrigação seguiu a capacidade de campo do solo, enquanto a adubação foi como as recomendações do produtor de sementes e os resultados das análises químicas e físicas do solo. Tratos culturais, como a aplicação de defensivos, foram implementados conforme a necessidade ao longo do experimento. Os resultados obtidos foram que as fontes de remineralizadores analisadas não possuem um impacto significativo na estabilidade dos agregados do solo, nem nos teores nutricionais obtidos pela análise foliar. No entanto, esses resultados foram resposta de apenas 1 (um) ciclo da cultura do milho, sendo que para constatar o efeito a longo prazo dos pós de rocha na estrutura dos agregados seria necessário acompanhar o experimento num prazo maior do que apenas 1 (um) ciclo, elevando-o a outros ciclos observando o comportamento a longo prazo.
Abstract
Palavras-chave
Fertilizantes, Remineralizadores, Estrutura de agregados do solo
Citação
MALAGOLLI, Luiz Henrique. A Influência do Uso de Pó de Rocha na Estabilidade dos Agregados. 2024. 20 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Agronomia) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2024.