Publicação: O impacto das condições socioeconômicas no comportamento de viagens casa–trabalho: análise de padrões de deslocamento em Uberlândia-MG
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CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::PLANEJAMENTO URBANO E REGIONAL::SERVICOS URBANOS E REGIONAIS::TRANSPORTE E TRAFEGO URBANO E REGIONAL
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Resumo
A mobilidade urbana está relacionada aos processos de expansão territorial e às diferenças socioespaciais presentes nas cidades, interferindo nas condições de acesso da população aos empregos e demais
atividades urbanas. Nesse contexto, esta pesquisa analisa os deslocamentos casa–trabalho em Uberlândia
(MG) e sua relação com a estrutura socioespacial da cidade e com as condições econômicas dos trabalhadores. Foram consideradas informações sobre localização da residência e do trabalho, renda, modo de
transporte, distância, tempo estimado das viagens e emissões de CO₂.
O estudo possui natureza aplicada e caráter descritivo e exploratório, com predomínio de procedimentos quantitativos. A coleta reuniu 420 respostas válidas, obtidas presencialmente e por formulário
on-line. Desse total, 391 participantes trabalhavam em regime presencial ou híbrido e foram considerados
nas análises dos deslocamentos. Os dados foram tratados por meio de estatística descritiva e análise espacial, com elaboração de mapas de fluxos, linhas de desejo, análises entre setores urbanos e estimativas das
emissões segundo o modo de transporte.
Os resultados mostram associações entre renda, localização residencial e padrões de mobilidade. O
automóvel apresentou maior participação entre os grupos de renda mais elevada, enquanto o transporte coletivo e os modos ativos estiveram mais presentes entre os participantes de menor rendimento. As linhas de
desejo mostraram a permanência da importância da região central, mas também relações expressivas entre
áreas não centrais. Entre as viagens intersetoriais, o Setor Central recebeu 39,5% dos deslocamentos e o
Leste, 31,8%, enquanto os destinos não centrais reunidos corresponderam a 60,5%. O Leste também apresentou a maior retenção de trabalhadores no próprio setor, com 53,5%. Na dimensão ambiental, automóvel
particular e transporte por aplicativo apresentaram as maiores emissões médias estimadas por passageiro,
enquanto o transporte coletivo apresentou valor inferior e os modos ativos não tiveram emissões diretas
consideradas.
Em conjunto, os dados mostram que os deslocamentos casa–trabalho apresentam diferenças conforme renda, localização e alternativas de transporte disponíveis. A leitura dessas informações mostrou diferenças nas condições de mobilidade dos trabalhadores e em sua relação com a distribuição dos empregos e
com a organização urbana de Uberlândia. Dessa forma, a pesquisa aproxima as dimensões social, espacial
e ambiental da mobilidade cotidiana e mostra que as condições de acesso ao trabalho não aparecem de maneira igual entre os diferentes grupos analisados.
Abstract
La movilidad urbana está relacionada con los procesos de expansión territorial y con las diferencias
socioespaciales presentes en las ciudades, interfiriendo en las condiciones de acceso de la población al empleo y a otras actividades urbanas. En este contexto, esta investigación analiza los desplazamientos casa–
trabajo en Uberlândia (MG) y su relación con la estructura socioespacial de la ciudad y con las condiciones
económicas de los trabajadores. Se consideraron informaciones sobre la localización de la residencia y del
trabajo, los ingresos, el modo de transporte, la distancia, el tiempo estimado de los viajes y las emisiones
de CO₂.
El estudio es de naturaleza aplicada y de carácter descriptivo y exploratorio, con predominio de procedimientos cuantitativos. La recolección reunió 420 respuestas válidas, obtenidas de manera presencial y
mediante formulario en línea. De este total, 391 participantes trabajaban en régimen presencial o híbrido y
fueron considerados en los análisis de los desplazamientos. Los datos fueron tratados mediante estadística
descriptiva y análisis espacial, con elaboración de mapas de flujos, líneas de deseo, análisis entre sectores
urbanos y estimaciones de emisiones según el modo de transporte.
Los resultados muestran asociaciones entre ingresos, localización residencial y patrones de movilidad. El automóvil presentó una mayor participación entre los grupos de ingresos más elevados, mientras
que el transporte colectivo y los modos activos estuvieron más presentes entre los participantes de menores
ingresos. Las líneas de deseo mostraron la permanencia de la importancia de la región central, pero también relaciones significativas entre áreas no centrales. Entre los desplazamientos intersectoriales, el Sector
Central recibió el 39,5% de los viajes y el Sector Este el 31,8%, mientras que los destinos no centrales
considerados en conjunto correspondieron al 60,5%. El Sector Este también presentó la mayor retención
de trabajadores dentro del propio sector, con un 53,5%. En la dimensión ambiental, el automóvil particular
y el transporte por aplicación presentaron las mayores emisiones medias estimadas por pasajero, mientras
que el transporte colectivo presentó un valor inferior y los modos activos no tuvieron emisiones directas
consideradas.
En conjunto, los datos muestran que los desplazamientos casa–trabajo presentan diferencias según
los ingresos, la localización y las alternativas de transporte disponibles. La lectura conjunta de estas informaciones mostró diferencias en las condiciones de movilidad de los trabajadores y en su relación con la
distribución de los empleos y con la organización urbana de Uberlândia. De esta manera, la investigación
aproxima las dimensiones social, espacial y ambiental de la movilidad cotidiana y muestra que las condiciones de acceso al trabajo no se presentan de la misma forma entre los diferentes grupos analizados.
Palavras-chave
Mobilidade Urbana, Mobilidade casa–trabalho, Estrutura Socioespacial, Comportamento de Viagem, Uberlândia, Movilidad Urbana, Movilidad casa–trabajo, Estructura Socioespacial, Comportamiento de Viaje
Citação
BONTEMPO, Valéria Cristina da Silva. O impacto das condições socioeconômicas no comportamento de viagens casa-trabalho: análise de padrões de deslocamento em Uberlândia-MG. 2026. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. DOI: http://doi.org/10.14393/ufu.di.2026.602
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