Publicação: A justiça como harmonia na inteligência artificial: uma leitura platônica aplicada à ética tecnológica
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CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA, CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA::ETICA, CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::CIENCIA DA COMPUTACAO
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Resumo
O presente trabalho insere-se na interface entre ética tecnológica e filosofia política, investigando como a teoria da alma tripartida de Platão pode fundamentar a avaliação da justiça em sistemas de Inteligência Artificial. Ao revisar desafios os contemporâneos da IA, como vieses algorítmicos, falta de transparência e controle ético, identificou-se a necessidade de critérios fundamentados em princípios filosóficos. Baseado em A República, propõe-se um modelo de Alma Artificial composto por três módulos funcionais: um componente racional (IA Diretora) para busca da verdade e orientação decisória; um componente irascível (IA Defensora) para assegurar critérios de justiça; e um componente apetitivo (IA Produtora) para execução das ações. A hipótese central é que tal analogia define a justiça como harmonia interna entre os módulos, apresentando uma alternativa às abordagens utilitaristas e kantianas. A partir desse modelo, o trabalho prossegue com a proposição de um framework que inclui a definição de métricas de equilíbrio funcional e a comparação com modelos éticos existentes, revelando que as injustiças podem ser vistas como desarmonias estruturais a serem corrigidas. Em um contexto mais amplo, a pesquisa contribui para discussões sobre governança ética da IA e sugere caminhos para implementação empiricamente orientada e investigações dialéticas futuras.
Abstract
The present work situates itself at the interface between technological ethics and political philosophy, investigating how Plato’s tripartite soul theory can underpin the assessment of justice in Artificial Intelligence systems. By reviewing contemporary AI challenges—such as algorithmic bias, lack of transparency, and ethical oversight—a need was identified for criteria grounded in philosophical principles. Drawing on The Republic, this study proposes a model of an Artificial Soul composed of three functional modules: a rational component (Director AI) for truth-seeking and decision guidance; an irascible component (Defender AI) to ensure justice criteria; and an appetitive component (Producer AI) for action execution. The central hypothesis is that this analogy defines justice as internal harmony among the modules, offering an alternative to both utilitarian and Kantian approaches. Based on this model, the work proceeds to propose a framework that includes defining functional balance metrics and comparing them with existing ethical models, revealing that injustices can be seen as structural disharmonies to be corrected. In a broader context, the research contributes to ethical AI governance discussions and suggests pathways for empirically driven implementation and future dialectical investigations.
Palavras-chave
Justiça algorítmica, equidade algorítmica, Algorithmic justice, Equidade algorítmica, Algorithmic fairness, Filosofia platônica, Platonic philosophy, Ética da inteligência artificial, Ethics of artificial intelligence, Framework filosófico para IA justa, Philosophical framework for fair AI, Design centrado no humano, Human-centered AI, Inteligência artificial, Artificial intelligence, AI ethics
Citação
CAMPOS, Flávio Nogueira. A justiça como harmonia na inteligência artificial: uma leitura platônica aplicada à ética tecnológica. 2025. 56 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Filosofia) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2025.
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