Publicação: Espaços para o eu e os outros no contexto de sala de aula: como experiências narrativas subjetivam e transformam o ensino e suas potencialidades para escolas médicas
Carregando...
Arquivos
Tipo do documento
Data
Direito de acesso
Coleções
Área do conhecimento
CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Autores
Orientador
Coorientador
Resumo
Este estudo analisa criticamente a construção das escolas médicas brasileiras como
um modelo de pedagogia do oprimido, propondo uma perspectiva para deslocar o
atual modelo educacional para um caminho mais humanista. Inicialmente, o estudo
explora a trajetória histórica do ensino médico no Brasil, destacando o modelo
flexneriano e as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN). A partir disso, são
identificados pontos críticos nas DCN, incluindo a falta de foco em humanidades e
subjetividades, o enfoque excessivo em metodologias tradicionais e a deficiência de
integração entre educação, pesquisa e extensão. O estudo então aborda o
pensamento de Paulo Freire sobre a pedagogia do oprimido, destacando a
importância da horizontalidade na relação professor-aluno e o empoderamento dos
oprimidos (neste caso, os alunos) para alcançar sua humanidade e libertar a si
mesmos e aos opressores. A partir da análise do pensamento de Freire, o estudo
argumenta que a atual estrutura curricular das escolas médicas brasileiras não
considera os alunos como sujeitos de conhecimento e não os empodera a construir
seus próprios caminhos de aprendizado. Para superar essa lacuna, o estudo propõe
uma mudança radical no modelo educacional, que inclua: Incorporação de técnicas
de ensino narrativas que valorizem as histórias e experiências pessoais dos alunos;
Adoção de metodologias ativas que promovam a interação e a autonomia dos alunos;
Fortalecimento da relação professor-aluno baseada em confiança e respeito mútuo;
Integração de humanidades e subjetividades no currículo para promover uma visão
holística da saúde e do cuidado. O estudo enfatiza que essas mudanças são cruciais
para formar profissionais de saúde humanistas e competentes que estejam
comprometidos com a promoção da saúde e a redução das desigualdades em saúde.
Abstract
This study critically analyzes the construction of Brazilian medical schools as a model
of pedagogy of the oppressed, proposing a perspective to shift the current educational
model towards a more humanistic path. Initially, the study explores the historical
trajectory of medical education in Brazil, highlighting the Flexnerian model and the
National Curricular Guidelines (DCN). From this, critical points are identified in the
DCN, including the lack of focus on humanities and subjectivities, the excessive focus
on traditional methodologies, and the lack of integration between education, research,
and extension. The study then addresses Paulo Freire's thinking on the pedagogy of
the oppressed, highlighting the importance of horizontality in the teacher-student
relationship and the empowerment of the oppressed (in this case, the students) to
achieve their humanity and liberate themselves and their oppressors. Based on the
analysis of Freire's thinking, the study argues that the current curricular structure of
Brazilian medical schools does not consider students as subjects of knowledge and
does not empower them to build their own learning paths. To overcome this gap, the
study proposes a radical change in the educational model, which includes:
Incorporation of narrative teaching techniques that value students’ personal stories
and experiences; Adoption of active methodologies that promote student interaction
and autonomy; Strengthening the teacher-student relationship based on trust and
mutual respect; Integration of humanities and subjectivities into the curriculum to
promote a holistic view of health and care. The study emphasizes that these changes
are crucial to training humanistic and competent health professionals who are
committed to promoting health and reducing health inequalities.
Palavras-chave
Pedagogia do oprimido, Currículo, Medicina, Humanização, Aprendizagem narrativa, Pedagogy of the Oppressed, Curriculum, Medicine, Humanization, Narrative Learning
Citação
GOBBO JR, Marcelo. Espaços para o eu e os outros no contexto de sala de aula: como experiências narrativas subjetivam e transformam o ensino e suas potencialidades para escolas médicas. 2024. Dissertação (Mestrado em Psicologia) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2024. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2025.5006