Please use this identifier to cite or link to this item: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/49929
Full metadata record
DC FieldValueLanguage
dc.creatorReis, Heloisa Carlos-
dc.date.accessioned2026-08-27T19:37:45Z-
dc.date.available2026-08-27T19:37:45Z-
dc.date.issued2026-08-26-
dc.identifier.citationReis, Heloisa Carlos. Tecendo redes de resiliência: dinâmicas econômicas, migração e bem-estar no empreendedorismo de mulheres brasileiras no Reino Unido. 2026. 85 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. DOI https://doi.org/10.14393/ufu.di.2026.623pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufu.br/handle/123456789/49929-
dc.description.abstractThis study investigated how migratory trajectories and labour market conditions shape Brazilian women's entry into entrepreneurship in the United Kingdom, and how professional identity reconstruction, resilience, and psychosocial well-being are experienced along these trajectories. A qualitative, exploratory, and descriptive design was adopted, guided by an intersectional perspective. The research involved 13 Brazilian women residing in the United Kingdom and engaged in their own businesses or self-employment. Remote semi-structured interviews were conducted and examined through categorical thematic analysis. The corpus of participants' accounts yielded eight thematic categories: structural barriers and adaptation; motivation and business opportunity; business management and professional conduct; entrepreneurial learning and financial planning; unequal recognition; psychological impact and psychosocial well-being; community relations and support; and coping, boundaries, and the redefinition of success. The findings show that geographical mobility did not enable professional continuity. Language proficiency, the recognition of qualifications, local experience, caregiving responsibilities, and access to networks altered the value and the feasibility of applying previously acquired professional resources. From an intersectional perspective, the study revealed how the articulations between gender, race, class, nationality, and family arrangements asymmetrically condition the barriers experienced, access to capital, and labor market entry strategy. Entrepreneurship emerged from a combination of constraints, financial necessity, the pursuit of autonomy, prior experience, and the identification of market demands, thereby transcending the rigid divide between necessity and opportunity. Business activity fostered autonomy, recognition, and identity reconstruction, but it also produced insecurity, overload, and loneliness. It is concluded that resilience plays a fundamental role in the process of reconstructing professional identity in another country and should be understood as a dynamic, relational process of resource mobilization, rather than as an individual trait evidenced solely by business survival.pt_BR
dc.language.isoen_USpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Uberlândiapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/us/*
dc.subjectmigraçãopt_BR
dc.subjectempreendedorismo femininopt_BR
dc.subjectidentidade profissionalpt_BR
dc.subjectresiliênciapt_BR
dc.subjectMigrationpt_BR
dc.subjectFemale entrepreneurshippt_BR
dc.subjectProfessional identitypt_BR
dc.subjectResiliencept_BR
dc.subjectPsychosocial well-beingpt_BR
dc.titleTecendo redes de resiliência: dinâmicas econômicas, migração e bem-estar no empreendedorismo de mulheres brasileiras no Reino Unidopt_BR
dc.title.alternativeWeaving resilience networks: economic dynamics, migration, and well-being among brazilian women entrepreneurs in theUnited Kingdompt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.contributor.advisor1Veiga, Heila Magali da Silva-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/3040432809028012pt_BR
dc.contributor.referee1Tabosa, Clarissa do Nascimento-
dc.contributor.referee1Latteshttps://orcid.org/0000-0002-5938-1894pt_BR
dc.contributor.referee2Andrade, Raíssa Bárbara Nunes Moraes-
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/4472467454801323pt_BR
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/1174113099498007pt_BR
dc.description.degreenameDissertação (Mestrado)pt_BR
dc.description.resumoEste estudo investigou como trajetórias migratórias e condições do mercado de trabalho moldam a entrada de mulheres brasileiras no empreendedorismo no Reino Unido e como a reconstrução da identidade profissional, a resiliência e o bem-estar psicossocial são vivenciados ao longo dessas trajetórias. Adotou-se um delineamento qualitativo, exploratório e descritivo, orientado por uma perspectiva interseccional. A pesquisa contou com a participação 13 brasileiras residentes no Reino Unido e envolvidas em negócios próprios ou trabalho autônomo. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas remotas, analisadas por meio de análise temático categorial. O corpus das falas das participantes apontou oito categorias temáticas, sendo elas: barreiras estruturais e adaptação; motivação e oportunidade de negócio; gestão empresarial e conduta profissional; aprendizagem empreendedora e planejamento financeiro; reconhecimento desigual; impacto psicológico e bem-estar psicossocial; relações comunitárias e apoio; e enfrentamento, limites e redefinição do sucesso. Os resultados mostram que a mobilidade geográfica não possibilitou continuidade profissional. O domínio do idioma, o reconhecimento de qualificações, a experiência local, as responsabilidades de cuidado e o acesso a redes alteraram o valor e a viabilidade de aplicação dos recursos profissionais adquiridos anteriormente. Sob a perspectiva interseccional, evidenciou-se como as articulações entre gênero, raça, classe, nacionalidade e arranjos familiares condicionam assimetricamente as barreiras vivenciadas, o acesso a capitais e as estratégias de inserção no mercado. O empreendedorismo emergiu da combinação entre restrições, necessidade financeira, busca por autonomia, experiências anteriores e identificação de demandas de mercado, superando a divisão rígida entre necessidade e oportunidade. A atividade empresarial favoreceu a autonomia, o reconhecimento e a reconstrução identitária, mas também produziu insegurança, sobrecarga e solidão. Conclui-se que a resiliência tem papel fundamental no processo de reconstrução da identidade profissional em outro país e deve ser compreendida como um processo dinâmico e relacional de mobilização de recursos, e não como uma característica individual atestada unicamente pela sobrevivência do negócio.pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Psicologiapt_BR
dc.sizeorduration85pt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIApt_BR
dc.identifier.doihttp://doi.org/10.14393/ufu.di.2026.623pt_BR
dc.orcid.putcode225096677-
dc.crossref.doibatchiddf72150b-e7e3-4cde-84e1-7a5157bf17e3-
dc.subject.autorizadoPsicologiapt_BR
dc.subject.odsODS::ODS 10. Redução das desigualdades - Reduzir as desigualdades dentro dos países e entre eles.pt_BR
dc.subject.odsODS::ODS 5. Igualdade de gênero - Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.pt_BR
dc.subject.odsODS::ODS 10. Redução das desigualdades - Reduzir as desigualdades dentro dos países e entre eles.pt_BR
dc.degree.levelMestrado Acadêmicopt_BR
dc.degree.departmentInstituto de Psicologiapt_BR
Appears in Collections:DISSERTAÇÃO - Psicologia

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
TecendoRedesResiliencia.pdf662.3 kBAdobe PDFThumbnail
View/Open


This item is licensed under a Creative Commons License Creative Commons