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Campo DCValorLengua/Idioma
dc.creatorGuimarães, Ana Luisa Melgaço-
dc.date.accessioned2026-08-06T13:52:02Z-
dc.date.available2026-08-06T13:52:02Z-
dc.date.issued2026-03-23-
dc.identifier.citationGUIMARÃES, Ana Luisa. Dentro e fora são o mesmo lugar: videoarte como investigação autoetnográfica de uma mulher. 2026. 249 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Artes Visuais) – Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufu.br/handle/123456789/49322-
dc.description.abstractThis graduation project presents the video art piece INSIDE AND OUTSIDE ARE THE SAME PLACE (2025) based on the concept ofthe “artist’s text” , as proposed by Rosana Paulino (2011), in which writing functions as an extension of the artistic practice itself. Fromthis perspective, the text does not function as a simple record or explanation of the work, but as a space for elaboration, traversedby processes, affections, and reflections that emerge from the artistic practice. The research adopts the autoethnographic methodas its theoretical and methodological foundation, understanding it not merely as a self-narrative, but as a critical practice that re-inscribes personal experiences traversed by social, historical, and symbolic structures (ELLIS; ADAMS; BOCHNER, 2011). Here,autoethnography allows us to explore the boundaries between individual experience and collectivity, developing a poeticinvestigation centered on the female body and the power relations that constitute it: the violence, norms, and silences that shapeits possibilities of existence. The video art interweaves personal records, reappropriations of archival material, and “testimonialperformances” , a concept developed by Geovanni Lima (2025) that understands performative action as embodied expression,grounded in bodily memory. These elements compose a narrative that raises the question: what does it mean to grow up as awoman? By bringing together childhood, adolescence, and adulthood through the lens of Leda Maria Martins’s (2021) “spiral time” ,in which past, present, and future do not succeed one another linearly as Western logic proposes, but rather intertwine, the workexplores transitions between inside and outside, the intimate and the collective, memory and fiction. The discussion extends to therelationships between body and image, analyzing how the female body is historically represented, disciplined, and produced as asocial category, in dialogue with Simone de Beauvoir (1949) and Susan Bordo (1997). It also establishes dialogues with works byfemale artists who explore themes of femininity, subjectivity, and regimes of visuality, such as Fernanda Magalhães, Dara Birnbaum,and Pipilotti Rist. From an anti-colonial and intersectional perspective, the memorial highlights normative structures and symbolicviolence that shape the experience of dissident bodies, considering how gender and sexuality influence ways of existing, narrating,and producing. At the same time, it affirms the power of the artist’s text as a situated form of thought, in which writing and practiceintertwine in the production of sensitive knowledge. At the intersection of theory and creation, the memorial constructs a spacewhere memories take shape, affects become form, and the artist can elaborate, perform, and reinvent her own trajectory.pt_BR
dc.description.sponsorshipPesquisa sem auxílio de agências de fomentopt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Uberlândiapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/us/*
dc.subjectAutoetnografiapt_BR
dc.subjectCorpopt_BR
dc.subjectFeminismopt_BR
dc.subjectMemóriapt_BR
dc.subjectPerformancept_BR
dc.subjectVideoartept_BR
dc.subjectAutoethnographypt_BR
dc.subjectBodypt_BR
dc.subjectFeminismpt_BR
dc.subjectMemorypt_BR
dc.subjectPerformancept_BR
dc.subjectVideo Artpt_BR
dc.titleDentro e fora são o mesmo lugar: videoarte como investigação autoetnográfica de uma mulherpt_BR
dc.typeTrabalho de Conclusão de Cursopt_BR
dc.contributor.advisor1Borges, Clarissa Monteiro-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5819729569748981pt_BR
dc.contributor.referee1Osses, Patricia Andrea Soto-
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2262207477664670pt_BR
dc.contributor.referee2Angerami, Paulo Mattos-
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/7826900408353526pt_BR
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/2521342638463416pt_BR
dc.description.degreenameTrabalho de Conclusão de Curso (Graduação)pt_BR
dc.description.resumoEste memorial de conclusão de curso apresenta a videoarte DENTRO E FORA SÃO O MESMO LUGAR (2025) a partir da noção de “texto de artista” , conforme proposta por Rosana Paulino (2011), em que a escrita se configura como uma extensão da própriaprática artística. Nessa perspectiva, o texto não opera como simples registro ou explicação da obra, mas como espaço deelaboração, atravessado por processos, afetos e reflexões que emergem do fazer artístico. A pesquisa adota o métodoautoetnográfico como fundamento teórico-metodológico, compreendendo-o não apenas como relato de si, mas como práticacrítica que reinscreve experiências pessoais atravessadas por estruturas sociais, históricas e simbólicas (ELLIS; ADAMS; BOCHNER,2011). Aqui, a autoetnografia permite tensionar as fronteiras entre vivência individual e coletividade, elaborando uma investigaçãopoética centrada no corpo feminino e nas relações de poder que o constituem: violências, normatividades e silenciamentos quemoldam suas possibilidades de existir. A videoarte articula registros pessoais, reapropriações de arquivo e “performances-testemunho” , conceito de Geovanni Lima (2025) que entende a ação performática como enunciação encarnada, fundada namemória corporal. Esses elementos compõem uma narrativa que convoca a pergunta: o que significa crescer sendo uma mulher?Ao aproximar infância, adolescência e vida adulta sob a perspectiva do “tempo espiralar” de Leda Maria Martins (2021), em quepassado, presente e futuro não se sucedem linearmente como propõe a lógica ocidental, mas se entrelaçam, a obra exploratrânsitos entre dentro e fora, íntimo e coletivo, lembrança e ficção. A discussão se estende às relações entre corpo e imagem,analisando como o corpo feminino é historicamente representado, disciplinado e produzido enquanto categoria social, emdiálogo com Simone de Beauvoir (1949) e Susan Bordo (1997). Estabelece ainda interlocuções com obras de artistas mulheres queproblematizam feminilidade, subjetividade e regimes de visualidade, como Fernanda Magalhães, Dara Birnbaum e Pipilotti Rist.Sob uma perspectiva anticolonial e interseccional, o memorial evidencia estruturas normativas e violências simbólicas queconfiguram a experiência de corpos dissidentes, considerando como gênero e sexualidade incidem sobre modos de existir, narrare produzir. Ao mesmo tempo, afirma a potência do texto de artista como forma de pensamento situada, em que escrita e práticase entrelaçam na produção de conhecimento sensível. No cruzamento entre teoria e criação, o memorial constrói um espaçoonde memórias ganham corpo, afetos se tornam forma e a artista pode elaborar, performar e reinventar sua própria trajetória.pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.courseArtes Visuaispt_BR
dc.sizeorduration249pt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTESpt_BR
dc.orcid.putcode223005604-
Aparece en las colecciones:TCC - Artes Visuais

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