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dc.creatorAnselmo, Luiza-
dc.date.accessioned2026-03-02T16:34:08Z-
dc.date.available2026-03-02T16:34:08Z-
dc.date.issued2026-02-12-
dc.identifier.citationANSELMO, Luiza. Vagalumes: A Fotografia como Resistência ao Apagamento. 2026. 72 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2026.5048.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufu.br/handle/123456789/48437-
dc.description.abstractCe mémoire étudie la puissance politique et ontologique de la photographie comme instrument de résistance à l'effacement historique, en prenant pour corpus analytique les images capturées par le photographe Luiz Alfredo en 1961, à l'Hôpital Colônia de Barbacena. L'urgence de cette recherche réside dans la capacité de l'image technique à affronter la logique d'exclusion asilaire qui, tel que dénoncé par le reportage « A Sucursal do Inferno » (La Succursale de l'enfer), opérait par l'invisibilité et la déshumanisation. Sous le prisme des théories de Vilém Flusser et de Philippe Dubois, nous soutenons que le photographe a subverti l'automatisme programmé de l'appareil pour réaliser un authentique « acte photographique », engageant une intentionnalité capable de briser le blocage institutionnel. L'analyse démontre que ces clichés transcendent la fonction documentaire ; ils opèrent comme des certificats de présence — le « ça-a-été » barthésien — et se constituent, au sens de Walter Benjamin et de Georges Didi-Huberman, comme des cristaux de temps et des lucioles qui survivent à l'obscurité politique pour illuminer le présent. Enfin, à la lumière de la pensée d'Hannah Arendt et de Paul Ricœur, ce travail conclut que la mémoire n'est pas un simple sauvetage du passé, mais un travail éthique. Les photographies de Barbacena, en restituant la visibilité aux sujets réduits au silence, imposent au spectateur contemporain une responsabilité morale : celle de ne pas permettre que l'oubli vienne redoubler cette violence.pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Uberlândiapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/us/*
dc.subjectfotografiapt_BR
dc.subjectmemóriapt_BR
dc.subjectpolíticapt_BR
dc.subjectato fotográficopt_BR
dc.subjectresistênciapt_BR
dc.subjectphotographiept_BR
dc.subjectmémoirept_BR
dc.subjectpolitiquept_BR
dc.subjectacte photographiquept_BR
dc.subjectrésistancept_BR
dc.titleVagalumes: A Fotografia como Resistência ao Apagamentopt_BR
dc.title.alternativeLucioles : La photographie comme résistance à l'effacementpt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.contributor.advisor1Amitrano, Georgia Cristina-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5268233265865191pt_BR
dc.contributor.referee1Guido, Humberto Aparecia de Oliveira-
dc.contributor.referee1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5469230303400786pt_BR
dc.contributor.referee2Ramos, Daniel Rodrigues-
dc.contributor.referee2Latteshttp://lattes.cnpq.br/3208306233029100pt_BR
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5362284890152007pt_BR
dc.description.degreenameDissertação (Mestrado)pt_BR
dc.description.resumoEsta dissertação investiga a potência política e ontológica da fotografia como instrumento de resistência ao apagamento histórico, tomando como corpus analítico as imagens capturadas pelo fotógrafo Luiz Alfredo em 1961, no Hospital Colônia de Barbacena. A urgência desta investigação reside na capacidade da imagem técnica de confrontar a lógica de exclusão manicomial que, conforme denunciado pela reportagem "A Sucursal do Inferno", operava através da invisibilidade e da desumanização. Sob a ótica de Vilém Flusser e Philippe Dubois, argumenta-se que o fotógrafo subverteu o automatismo programado do aparelho para realizar um autêntico "ato fotográfico", engajando a intencionalidade capaz de romper o bloqueio institucional. A análise demonstra que tais registros transcendem a função documental; eles operam como certificados de presença — o isso-foi barthesiano — e constituem-se, na acepção de Walter Benjamin e Didi-Huberman, como cristais de tempo e vagalumes que sobrevivem à escuridão política para iluminar o presente. Por fim, à luz do pensamento de Hannah Arendt e Paul Ricoeur, o trabalho conclui que a memória não é um mero resgate do passado, mas um trabalho ético. As fotografias de Barbacena, ao restituírem a visibilidade aos sujeitos silenciados, impõem ao espectador contemporâneo uma responsabilidade moral: a de não permitir que a violência seja duplamente vitimada pelo esquecimento.pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Filosofiapt_BR
dc.sizeorduration72pt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA::ETICApt_BR
dc.identifier.doihttp://doi.org/10.14393/ufu.di.2026.5048pt_BR
dc.orcid.putcode207227733-
dc.subject.autorizadoFilosofiapt_BR
dc.subject.odsODS::ODS 4. Educação de qualidade - Assegurar a educação inclusiva, e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.pt_BR
Aparece en las colecciones:DISSERTAÇÃO - Filosofia

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