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dc.creatorFonseca, Fábio César da-
dc.date.accessioned2020-11-17T16:58:35Z-
dc.date.available2020-11-17T16:58:35Z-
dc.date.issued1998-
dc.identifier.citationFONSECA, Fábio César da. A ontologia do trabalho e a ideologia do progresso técnico-científico. 1998. 101 f. Dissertação (Mestrado em Economia) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2020. Disponível em: http://doi.org/10.14393/ufu.di.1998.27pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.ufu.br/handle/123456789/30406-
dc.description.abstractAt first glance, our theme may sound like another study in the philosophical line, or that goes in the direction of an interdisciplinarity. Our intention was not to follow any of these paths, although economic analysis of reality that takes into account other disciplines such as philosophy, sociology, history, anthropology, etc. is of great importance. . In this sense, our objective is not to go deeper into the topic of ontology, but to contribute a little more to the relevant role that the Ontology of Work in Political Economy should have. Therefore, we would like to highlight now what we mean by ontology. Ontology means going to the roots, searching for the meaning and foundation of human reality in the world. This foundation is placed in different "structuring structures" according to the representation that is made of this reality. If one starts from an idealistic perspective, ontology will be characterized by a metaphysical, transcendental concern, that is, it will be placing the Spirit as the ultimate foundation of reality. On the other hand, if starting from a materialistic perspective, ontology will seek a concrete foundation for reality, such as "work". The ontology of work, therefore, places "work" as prior to humanity's socio-political, cultural and economic organizations. And as the basis, foundation, of the history itself. It is, then, an ontology that is not only the starting point, but a critical and conceptual reference with which we are constantly delimiting and building our object of study. We seek to recognize "work" as a starting point for understanding the economic process as having a structural historicity, because "work" is nothing other than the universalization, via abstraction, of the social relations that men establish among themselves, fundamentally for to provide them with the materiality that guarantees their life. In this sense, we start from a conceptual priority that does not translate into a mere theoretical speculation, but in an articulation of categories built from the different concrete realities that base and structure the concept of work. If this concept appears as a generic expression, which can reveal a historically decontextualized action, this is because in capitalism "work" has reached an extremely high degree of abstraction; it became a "real abstraction", as Marx would say. The important thing, and what is necessary for scientific research, is, however, to specify the ways in which the work is being carried out, according to its determined historical moment. One of the difficulties that we face in this study was the demonstration of the centrality of work not only in the productive process, but also of work as a category that precedes the development of the productive forces, of technique and of science; as a category that precedes and explains the ways of men to articulate socially and culturally and, therefore, as a category that delves into history. The difficulties are justified because if the work, in the dimension in which we are considering it, gradually gained the determinations that made it a concept, today the capitalist organization of production, which brought this process of abstraction of work to the last consequences, no longer collaborates in the sense of making this abstraction positive, when, for example, it does not recognize work as the source of all wealth. On the contrary, the current capitalist organization of production denies work as a foundation, by making it redundant for the production of wealth. Regarding the specificity of this study, which is dealing with the relationship between Work Ontology and Ideology of Technical-Scientific Progress1, we would say that in the contemporary world, characterized by the globalization of commercial and financial exchanges (via, fundamentally, the development of information technologies) technique and science are given a degree of autonomy unprecedented in the history of capitalism itself. Technical-scientific progress has been appearing as a determinant of economic development and even social organization. And in the dominant ideology, work does not appear as the true subject of technique and science. It is true that in the midst of the crisis of jobs and work itself 1 This does not mean that we disregard, for example, the affirmation of the financial dynamics of capital "above" the denial of work. Quite the contrary, we believe that parallel to the autonomy of science and technology is the autonomy of capital-money. However, the object of this dissertation is restricted to the subsumption of work by an ideology of technical-scientific progress. factory, there is in general a compliment to the so-called "knowledge work". However, while for us this is one form of work among the others, the dominant ideology seeks to bring work closer to knowledge and its remuneration to property and capital.pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Uberlândiapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/us/*
dc.subjectOntologiapt_BR
dc.subjectEconomia Políticapt_BR
dc.titleA ontologia do trabalho e a ideologia do progresso técnico-científicopt_BR
dc.title.alternativeThe ontology of work and the ideology of technical-scientific progresspt_BR
dc.typeDissertaçãopt_BR
dc.contributor.advisor1Paiva, Carlos Aguedo Nagel-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/7664956135860334pt_BR
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/0067638168441479pt_BR
dc.description.degreenameDissertação (Mestrado)pt_BR
dc.description.resumoÀ primeira vista, nossa temática pode soar como mais um estudo na linha filosófica, ou que vai no sentido de uma interdisciplinaridade. Nossa intenção não foi seguir por nenhum desses caminhos, embora seja de grande importância a análise econômica da realidade que leva em consideração outras disciplinas como a filosofia, a sociologia, a história, a antropologia, etc. Neste sentido, nosso objetivo não é o de nos aprofundarmos no tema da ontologia, mas o de contribuir um pouco mais para o papel de relevância que deveria ter a Ontologia do Trabalho na Economia Política. Assim sendo, gostaríamos de destacar desde já o que entendemos por ontologia. Ontologia significa ir às raízes, buscar o sentido e o fundamento da realidade humana no mundo. Este fundamento é colocado em "estruturas estruturantes" distintas conforme a representação que se faz desta realidade. Se se parte de uma perspectiva idealista, a ontologia se caracterizará por uma preocupação metafísica, transcendental, isto é, estará colocando como fundamento último da realidade o Espírito. Por outro lado, se se parte de uma perspectiva materialista, a ontologia buscará um fundamento concreto da realidade, como "o trabalho". A ontologia do trabalho, portanto, coloca "o trabalho" como anterior às organizações sócio-políticas, culturais e econômicas da humanidade. E como base, fundamento, da própria história. Trata-se então de uma ontologia que não é apenas o ponto de partida, mas referência crítica e conceituai com a qual estamos a todo instante delimitando e construindo o nosso objeto de estudo. Procuramos reconhecer "o trabalho" como ponto de partida para a compreensão do processo econômico como tendo uma historicidade estrutural, pois "o trabalho" não é outra coisa que a universalização, via abstração, das relações sociais que os homens estabelecem entre si, fundamentalmente para provê-los da materialidade que lhes garante a vida. Neste sentido, partimos de uma prioridade conceituai que não se traduz numa mera especulação teórica, mas numa articulação de categorias construídas a partir das distintas realidades concretas que dão base e estruturam o conceito de trabalho. Se esse conceito aparece assim como uma expressão genérica, que pode deixar transparecer uma ação descontextualizada historicamente, isto se dá porque no capitalismo "o trabalho" atingiu um grau extremamente alto de abstração; tomou-se uma "abstração real", como diria Marx. O importante, e o necessário da pesquisa científica, é, contudo, especificar as formas em que o trabalho vem se concretizando, conforme o seu momento histórico determinado. Uma das dificuldades que enfrentamos neste estudo foi a demonstração da centralidade do trabalho não apenas no processo produtivo, mas do trabalho como categoria que antecede ao desenvolvimento das forças produtivas, da técnica e da ciência; como categoria que antecede e explica as formas dos homens se articularem social e culturalmente e, portanto, como categoria que fonda a história. As dificuldades se justificam porque se o trabalho, na dimensão em que o estamos considerando, foi ganhando aos poucos as determinações que o tomaram conceito, hoje a organização capitalista da produção, que levou às últimas consequências esse processo de abstração do trabalho, não mais colabora no sentido da positivação dessa abstração, quando, por exemplo, não reconhece o trabalho como fonte de toda riqueza. Pelo contrário, a atual organização capitalista da produção nega o trabalho como fundamento, ao colocá-lo como redundante para a produção de riqueza. Em relação à especificidade deste estudo, que é tratar da relação entre Ontologia do Trabalho e Ideologia do Progresso Técnico-científico1, diriamos que no mundo contemporâneo, caracterizado pela mundialização das trocas mercantis e financeiras (via, fondamentalmente, o desenvolvimento de tecnologias da informação) é atribuído à técnica e à ciência um grau de autonomia sem precedentes na história do próprio capitalismo. O progresso técnico-científico vem aparecendo como sujeito determinante do desenvolvimento econômico e mesmo da organização social. E na ideologia dominante o trabalho não aparece como o verdadeiro sujeito da técnica e da ciência. É bem verdade que no bojo da crise dos empregos e do próprio trabalho 1 O que não quer dizer que desprezemos, por exemplo, a afirmação da dinâmica financeira do capital "por cima" da negação do trabalho. Muito ao contrário, acreditamos que paralela à autonomia da ciência e da técnica está a autonomia do capital-dinlieiro. No entanto, o objeto desta dissertação se restringe à subsunção do trabalho por uma ideologia do progresso técnico-científico. fabril tem-se em geral um elogio ao chamado "trabalho do conhecimento". Só que, enquanto para nós essa é uma forma de trabalho entre as demais, a ideologia dominante procura aproximar o trabalho do conhecimento e a remuneração do mesmo à propriedade e ao capital.pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-graduação em Economiapt_BR
dc.sizeorduration101pt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADASpt_BR
dc.identifier.doihttp://doi.org/10.14393/ufu.di.1998.27pt_BR
dc.crossref.doibatchid853d40d1-cca9-4588-868d-ce4953cff0ba-
dc.subject.autorizadoOntologiapt_BR
dc.subject.autorizadoTrabalhopt_BR
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