Publicação: Trazendo a interseccionalidade para as RI: Uma análise da atuação da ONU Mulheres no Brasil (2013 – 2021)
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CNPQ::CIENCIAS HUMANAS
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Resumo
Este estudo busca promover a interseccionalidade e abordar questões interseccionais no campo das Relações Internacionais. A análise está dividida em três partes: primeiramente, introduzimos o conceito de interseccionalidade dentro do contexto teórico das RI, explorando as interações entre gênero e raça. Em seguida, examinamos a aplicação desses princípios na Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres). Comparamos os documentos orientadores da ONU Mulheres de 2013 a 2021 com as notícias publicadas no site oficial no mesmo período. Utilizamos a metodologia de Análise de Conteúdo com categorias léxicas, auxiliados pelo software GNU Bash, para identificar como a interseccionalidade é abordada nos documentos e nas notícias. Descobrimos que o termo "interseccionalidade" foi mencionado apenas seis vezes no documento "Estratégia de Montevidéu", indicando uma abordagem limitada nos documentos orientadores. Já nas notícias, o termo apareceu 22 vezes a partir de 2017. Além disso, identificamos a necessidade de buscar termos que expressem múltiplas interseções de categorias. É importante notar que o termo "raça" foi citado menos vezes que "gênero", embora "racismo" tenha sido mencionado com mais frequência do que "machismo". Concluímos que os documentos orientadores da ONU Mulheres ainda precisam de uma abordagem mais inclusiva e robusta em relação à interseccionalidade. No entanto, as notícias mostraram um aumento modesto na cobertura dessas questões a partir de 2017.
Abstract
This study aims to promote intersectionality and address intersectional concerns within the field of International Relations. Our analysis is divided into three distinct parts: first, we introduce intersectionality within the theoretical context of IR, exploring the complex interactions between gender and race and their intersections. Next, we examine the implementation of these principles using the United Nations Entity for Gender Equality and the Empowerment of Women (UN Women). We compare UN Women’s guiding documents from 2013 to 2021 with the news published on the official website during the same period. We applied lexical categories in the Content Analysis methodology, supported by GNU Bash software, to identify how intersectionality is addressed in both documents and news. We found that the term "intersectionality" was mentioned only six times in the "Montevideo Strategy" document, revealing a limited approach in the guiding documents. In contrast, in the news, the term was mentioned 22 times starting in 2017. However, we recognize the need to search for compound terms that express the intersections of multiple categories. Notably, the term "race" appeared fewer times than "gender," despite "racism" being mentioned more frequently than "sexism." We conclude that UN Women’s guiding documents still lack a more robust and inclusive approach to intersectionality. On the other hand, the news showed modest growth in covering these issues from 2017 onwards.
Palavras-chave
Interseccionalidade, Intersectionality, ONU Mulheres, UN Women, Teoria das Relações Internacionais, International Relations Theory, Análise de Conteúdo, Content Analysis
Citação
LACHINI, Maria Celeste Pitanga. Trazendo a interseccionalidade para as RI: Uma análise da atuação da ONU Mulheres no Brasil (2013 – 2021). 2024. 89 f. Dissertação (Mestrado em Relações Internacionais) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2024. DOI https://doi.org/10.14393/ufu.L137t.
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