Publicação: Lixo Extraordinário e Estamira: exclusão e “delírios” entre história e ficção
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CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIA
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Resumo
Jardim Gramacho, o maior aterro sanitário do mundo, fechado em 2012 é retratado em duas superproduções brasileiras, Lixo Extraordinário (2010) do artista plástico Vik Muniz, e Estamira (2006) do antropólogo e cineasta Marcos Prado. Dois filmes com panoramas distintos que relatam os problemas sociais do lixo, perpassando as questões da exclusão social, e da loucura. O primeiro documentário representa um coletivo de catadores que tiravam seu sustento nos materiais descartados pela sociedade, e no delinear de suas falas eram tecidos quadros que condiziam com suas trajetórias. O segundo apresenta as angústias de uma catadora esquizofrênica que viveu por 22 anos no aterro, e que cria um discurso messiânico e resistente em torno da realidade que viveu. Neste trabalho delinearei em meio às escolhas cinematográficas de cada obra as injustiças sociais percebidas naquele local, bem como as relações de poder que descartam os materiais e seres que acreditam serem desvalidos.
Abstract
Palavras-chave
Vídeo Documentário, História, Lixo, Loucura, Jardim Gramacho
Citação
MORAES, Priscylla Leite de. Lixo Extraordinário e Estamira: exclusão e “delírios” entre história e ficção. 2014. 67 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em História) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2014.