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Formigas como indicadores ambientais na recuperação e conservação das margens do rio Uberabinha, Uberlândia, MG.

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CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::ECOLOGIA::ECOLOGIA DE ECOSSISTEMAS

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A urbanização é um dos problemas atuais com o qual a biodiversidade global vem sofrendo. Os seus impactos podem ser perda de habitats e serviços ecossistêmicos, fragmentação, homogeneização da biota entre outros. Porém nas zonas urbanas existem as áreas verdes, que podem ser parques urbanos, quintais, canteiros e jardins. Esses locais podem funcionar como reservatórios de espécies nativas na cidade. Entre os insetos, as formigas são um grupo amplamente utilizado como bioindicadores devido à sua grande abrangência geográfica e atuação em serviços ecossistêmicos. O objetivo desse estudo foi verificar em um gradiente urbano se uma zona ripária reflorestada sustentará maior riqueza de espécies de formigas do que uma área adjacente não reflorestada (gramado). Durante seis meses, foram realizadas coletas diurnas e noturnas de formigas utilizando iscas de sardinha e mel no solo. Ao total foram encontradas 34 espécies de formigas, 17 ocorreram no gramado e 33 na área reflorestada. A riqueza de formigas foi diferente entre os locais, diferente ao longo dos seis meses, com queda nos períodos secos do ano e também entre os períodos do dia, com menor número de espécies à noite. As diferenças de riqueza entre os locais estão provavelmente ligadas aos fatores ambientais. O gramado é um ambiente homogêneo e exposto, com poucos recursos enquanto na área reflorestada há presença de árvores em abundância, maior sombreamento e acúmulo de recursos. As zonas ripárias são hot-spots para a manutenção da biodiversidade e muitas vezes as únicas áreas verdes nas cidades. Com a expansão da urbanização, o reflorestamento das zonas riparias pode se tornar uma importante ferramenta para a conservação da biodiversidade de invertebrados mesmo na área urbana, podendo como consequência atrair predadores como as aves.

Abstract

Urbanization is one of the current problems which global biodiversity is suffering. Its impacts may be loss of habitats and ecosystem services, fragmentation, biota homogenization and others. However, in urban areas there are green areas, which can be urban parks, backyards and gardens. These sites can act as reservoirs of native species in the city. Among insects, ants are a group widely used as bioindicators because of their wide geographical range and role in ecosystem services. The aim of this study was to verify, in an urban gradient, whether a reforested riparian zone will sustain greater species richness of ants than an adjacent non-reforested area (lawn). For six months, day and night collections of ants were carried out using sardine and honey baits in the soil. A total of 34 ant species were found, 17 occurred on the lawn and 33 in the reforested area. Ants richness was different among the sites, over the six months, with decrease in the dry periods of the year and between the periods of the day, with lower number of species at night. The differences in richness between sites are probably linked to environmental factors. The lawn is a homogeneous and exposed environment, with few resources while in the reforested area there is presence of trees in abundance, greater shading and accumulation of resources. Riparian zones are hot spots for maintaining biodiversity and are often the only green areas in cities. With the expansion of urbanization, reforestation of riparian zones can become an important tool for the conservation of invertebrate biodiversity even in urban areas.

Palavras-chave

zona urbana, área verde, zona ripária, comunidade, urban zone, green area, riparian zone, community, ecologia, formiga, urbanização, biodiversidade, ecology, ant, urbanization, biodiversity

Citação

LEÃO, Ruthe Emilia de Oliveira Saraiva. Formigas como indicadores ambientais na recuperação e conservação das margens do Rio Uberabinha, em Uberlândia, MG. 2019. 32 f. Dissertação (Mestrado em Ecologia e Conservação de Recursos Naturais) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2019. DOI http://dx.doi.org/10.14393/ufu.di.2019.1334

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