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Terapia de restrição e indução do movimento para membros inferiores associada a neuromodulação na esclerose múltipla: relato de caso

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CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL

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A esclerose múltipla é uma doença imunomediada e desmielinizante, que acomete principalmente a população jovem e é mais prevalente nas mulheres. Alguns estudos mostram que devido a neuroplasticidade, a reorganização neural pode ocorrer no caso de lesões nervosas, como na esclerose múltipla. Por essa razão, indica-se cada vez mais intervenções terapêuticas que estimulam o processo neuroplástico. Sabe-se que a terapia de restrição e indução do movimento (CIMT), é uma dessas intervenções. A CIMT é um conjunto de técnicas que buscam devolver a funcionalidade em indivíduos hemiparéticos e tem três pilares: a repetição de tarefas com o membro acometido, contensão do membro saudável e o pacote de transferências. Outro recurso que está entre essas intervenções é a neuroestimulação transcraniana por corrente contínua (tDCS), que pode induzir ganhos na reabilitação e é vantajosa pois não é invasiva e pode ser associada a outras condutas. Pensando nisso, o objetivo deste estudo foi observar o desfecho clínico de um protocolo de CIMT para membros inferiores associado a neuroestimulação tDCS em paciente com esclerose múltipla. Tratou-se de um relato de caso em que foi selecionada uma participante com esclerose múltipla remitente recorrente. A participante participou de todo o protocolo, que foi dividido em uma avaliação pré-tratamento, tratamento, avaliação pós-tratamento e follow-up de 5 semanas. O tratamento aconteceu por duas semanas consecutivas, de segunda a sexta -feira e cada atendimento tinha duração de 3 horas, e além dos exercícios, que denominamos shapings, a paciente respondia a um questionário próprio do protocolo, fazia a neuroestimulação tdCS por 30 minutos e realizava algumas tarefas em casa a fim de cumprir a quantidade de repetições de exercícios que é proposta na CIMT. Os resultados encontrados demonstraram que houve melhora na habilidade funcional, qualidade e quantidade de movimentos da paciente. Os resultados do estudo nos permitem concluir que o protocolo de CIMT para membros inferiores associado à neuromodulação foi eficiente para a melhora da qualidade e quantidade dos movimentos realizados com os membros inferiores.

Abstract

Palavras-chave

esclerose multipla, neuromodulação, terapia de restrição e indução do movimento

Citação

PACHECO, Ana Luiza Rangel; SILVA, Lara Cristina Menezes. Terapia de restrição e indução do movimento para membros inferiores associada a neuromodulação na esclerose multipla: Relato de caso. 2023. 28 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Fisioterapia) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2023

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