Publicação: Violência obstétrica: uma análise do grau de conhecimento das gestantes e sua correlação com variáveis sócio demográficas
Carregando...
Tipo do documento
Data
Direito de acesso
Coleções
Programa
Área do conhecimento
CNPQ::CIENCIAS HUMANAS
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Autores
Orientador
Coorientador
Resumo
Introdução: Até meados do século XX, o parto foi protagonizado em sua
maioria por mulheres. Com a inserção da equipe médica, as intervenções
utilizadas inicialmente como formas de facilitar, ajudar e acelerar o processo
durante o trabalho de parto evoluíram para a realização cirúrgica, designada
cesárea. Como consequência, surgiram procedimentos invasivos e muitas
vezes desnecessários, porém com a falta de conhecimento e especificidade do
tipo de violência, muitas vezes é vedado pela equipe médica. A partir de vários
movimentos surgiu o termo Violência Obstétrica que pode ser expresso por
diversos fatores, tendo como gerais o tratamento desumanizado e a perda da
autonomia feminina. Objetivo: Avaliar o conhecimento a respeito da violência
obstétrica e sua relação com variáveis sociodemográficas em gestantes
brasileiras. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de natureza exploratória,
transversal, de caráter quantitativo, baseada na aplicação de um questionário
online sobre o tema com mulheres gestantes, com idade acima dos 18 anos. O
questionário proposto é composto por 23 questões, duas de preenchimento
numérico e o restante de múltipla escolha elaborado com o objetivo de avaliar o
grau de conhecimento das gestantes. Resultados: Um total de 285 mulheres
foram incluídas. Observou-se que a maior parte das gestantes tem
conhecimento a respeito do direito do acompanhante (76,2%) e da não
necessidade da episiotomia de rotina (95,4%). Sobre o termo violência
obstétrica, 65,9% das mulheres entende o que é, enquanto 34,1% não
entendem bem ou não ouviram falar. Observou-se um maior conhecimento
sobre práticas inadequadas e sobre a violência obstétrica em mulheres com
preferência pelo parto vaginal e de renda maior renda. Conclusão: Diante dos
resultados encontrados, conclui-se que a maior parte das mulheres tem
conhecimento a respeito da violência obstétrica e de práticas inadequadas em
obstetrícia. Gestantes com renda inferior e preferência pela cesariana tem
menor conhecimento a respeito de técnicas inadequadas e violência obstétrica.
Abstract
Palavras-chave
Parto vaginal, Episiotomia, Violência contra a mulher, Parto abdominal cesariana
Citação
FERNANDES, Ana Paula Passos. Violência Obstétrica: uma análise do grau de conhecimento das gestantes e sua correlação com as variáveis sócio demográficas. 2019. 30 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Fisioterapia) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2020.