Publicação: Protocolo para condução de cadeira de rodas motorizada usando realidade virtual
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CNPQ::ENGENHARIAS, CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE
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Resumo
Os serviços de concessão de equipamentos de Tecnologia Assistiva (TA) do Sistema Único
de Saúde e os centros responsáveis pela dispensação desses equipamentos devem considerar
critérios de elegibilidade para prescrição de cadeira de rodas motorizada (CRM), assim como
devem realizar treinamento que garanta segurança e autonomia do usuário para uso da TA.
Considerações pontuadas na legislação são lacunas para a inserção de protocolos
sistematizados, para acompanhamento dos processos e serviços de TA. O uso de tecnologia
sem treinamento adequado além de contribuir para o abandono do equipamento é um risco
para o usuário e para o contexto no qual desempenha suas tarefas e atividades. Dificuldades
como transpor barreiras, realizar curvas e resolver situações imprevistas exigem manobras
específicas na CRM que podem restringir a participação social e a reinserção do usuário em
suas ocupações diárias. A Realidade Virtual (RV) se destaca como uma solução, pois a pessoa
com deficiência realiza treinamento e se adapta à tecnologia em situações livres de riscos,
transpondo e aprimorando habilidades em ambientes virtuais que serão mais tarde
incorporados em seu contexto diário. Este estudo selecionou 06 usuários de cadeira de rodas
motorizada com lesão medular, de 18 a 90 anos, que cumpriram os critérios de elegibilidade.
Desenvolveu-se e foi aplicado um protocolo adaptado com 12 tarefas funcionais pertinentes à
condução da CRM em ambiente real, a exemplo: manobrar cadeira entre objetos, condução
direta e fazer curva para esquerda. Os usuários conduziram a CRM em ambiente real sem
nenhum treinamento prévio, simulando processo de testes terapêuticos realizado no serviço de
reabilitação. Em seguida, passaram por treinamento no simulador em cenários virtuais, que
consistiu em realizar 1 ou 2 vezes na semana, um mínimo de 8 até 12 sessões durante 3
meses. Variáveis como tempo para conclusão das tarefas, número de colisões e número de
comandos foram coletadas. O objetivo foi avaliar o desempenho do usuário na condução de
CRM após intervenção em ambiente de RV. Testes foram realizados a fim de comparar o
desempenho do usuário na condução da CRM em ambiente real antes e após intervenção
terapêutica. O treinamento em RV proporcionou redução no tempo da tarefa, número de
colisões e número de comandos no cenário rampa para todos os usuários. Discrepâncias no
desempenho de usuários em cenários virtuais apontaram correlação significativa entre idade e
a variável colisão. Sugestões para melhoria do simulador como ferramenta de suporte foram
documentadas. Aspectos da perspectiva de protocolos de treinamento apontaram relevância
para prática terapêutica.
Abstract
The Assistive Technology (AT) equipment concession services of the Unified Health
System and the centers responsible for the dispensing of such equipment, should
consider eligibility criteria for motorized wheelchair prescription (PW), as well as
perform training that guarantees security and autonomy for the users. Considerations
punctuated in the legislation are gaps for the insertion of systematized protocols to
follow the processes and services of AT. The use of technology without adequate
training, in addition to contributing to the abandonment PW of the equipment, is a risk
to the user and to the context in which this person performs tasks and activities.
Difficulties such as crossing barriers, curving and resolving unforeseen situations
require specific maneuvers in PW that can restrict social participation and reinsertion of
the user in their daily occupations. Virtual Reality (VR) stands out as a solution because
the disabled person is trained and adapted to technology in risk-free situations,
transposing and improving skills in virtual environments that will later be incorporated
into their daily context. This study selected 06 users of motorized wheelchair with
spinal cord injury, aged 18 to 90 years, who met the eligibility criteria. An adapted
protocol was developed with 12 functional tasks pertinent to conducting the real PW,
for example: direct driving, maneuvering the chair between objects and making a left
turn. Users conducted real PW without any previous training, simulating the therapeutic
testing process performed at the CR. Then they underwent simulator training in virtual
scenarios, which consisted of performing, once or twice a week, between 8 and 12
sessions for 3 months. Variables such as time to complete tasks, number of collisions
and number of commands were collected. The objective was to evaluate the
performance of the user in conducting PW after intervention in a VR environment.
Tests were performed in order to compare the performance of the user in conducting the
real PW before and after therapeutic intervention. VR training provided a reduction in
the task time, in the number of collisions and in the number of commands in the ramp
scenario for all users. Discrepancies in the performance of users in virtual scenarios
pointed to a significant correlation between age and the collision variable. Suggestions
for improving the simulator as a support tool were documented. Aspects of the
perspective of training protocols pointed to relevance for the therapeutic practice.
Palavras-chave
Treinamento, Sistema Único de Saúde, Cadeira de rodas motorizada, Realidade virtual, Simulador, Training, Unified Health System, Motorized wheelchair, Virtual reality, Simulator, Engenharia biomédica
Citação
VALENTINI, Caroline Araújo Marquez. Protocolo para condução de cadeira de rodas motorizada usando
realidade virtual. 2019. 118 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Biomédica). Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2019. DOI http://dx.doi.org/10.14393/ufu.di.
2019.2048
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