Publicação: Carreira de mulheres negras e migrantes no Brasil: barreiras interseccionais e narrativas de resistência
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CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA::PSICOLOGIA DO TRABALHO E ORGANIZACIONAL
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O presente estudo propõe uma investigação crítica sobre a carreira de mulheres negras e migrantes à luz da teoria interseccional, buscando discutir as barreiras enfrentadas, recursos para superá-las e estratégias de resistência no contexto profissional. Além das barreiras, discute-se como mulheres migrantes constroem suas carreiras em um novo território, apesar do preconceito e marginalização. Para isso, foi realizada uma pesquisa com método misto, composta por um survey e por entrevistas individuais. Participaram da pesquisa 72 mulheres negras refugiadas ou migrantes entre 22 e 60 anos, de diferentes países da África e América Latina que atualmente residem no Brasil. Na primeira etapa, o survey, foram utilizados o Questionário Sociodemográfico, a Escala Clance do Fenômeno Impostor, a Escala de Microagressões Raciais de Gênero e a Escala de Encontrar e Superar Barreiras. Na segunda etapa, as entrevistas individuais, foi utilizado um roteiro de entrevista semi-estruturado. Esse estudo traz contribuições para a literatura sobre carreira, interseccionalidade e migração, ao abordar as experiências de mulheres racializadas e migrantes no mercado de trabalho, como elas percebem, respondem e resistem às formas de opressão entrecruzada. Ademais, são discutidas práticas de diversidade e inclusão e a importância do suporte e gestão crítica nas organizações.
Abstract
The present study proposes a critical investigation into the careers of racialized and migrant women in light of intersectional theory, aiming to discuss the barriers faced, resources to overcome them, and resistance strategies in the professional context. Beyond the barriers, it discusses how migrant women build their careers in a new territory, despite prejudice and marginalization. For this purpose, a mixed-method research was conducted, consisting of a survey and individual interviews. Seventy-two black refugee or migrant women between the ages of 22 and 60 from different countries in Africa and Latin America, who are currently residing in Brazil, participated in the study. In the first study, the survey, a Sociodemographic Questionnaire, the Clance Impostor Phenomenon Scale, the Gender Racial Microaggressions Scale, and the Likelihood and Coping Scale were used. In the second study, individual interviews, a semi-structured interview guide was used. This study contributes to the literature on career, intersectionality, and migration by addressing the experiences of racialized and migrant women in the labor market, how they perceive, respond, and resist to the intersecting forms of oppression. Furthermore, it discusses diversity and inclusion practices and the importance of support and critical management in organizations.
Palavras-chave
interseccionalidade, intersectionality, carreira, career, microagressões, microaggressions, racismo de gênero, gendered racism, fadiga de batalha migratória racial, racial migration battle fatigue
Citação
PONTES, Laisla Araujo. Carreira de mulheres negras e migrantes no Brasil: barreiras interseccionais e narrativas de resistência. 2024. 51 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Psicologia) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2024.
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