Publicação: Educação para o autocuidado no contexto do trabalho
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CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA
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Resumo
O atual contexto, marcado pelas diversas transformações no mundo do trabalho, tem gerado
inúmeros impactos na organização e na divisão do trabalho, bem como no enfraquecimento das
legislações trabalhistas e no adoecimento do trabalhador. As características atuais do trabalho
têm comprometido a saúde mental dos trabalhadores por diversos fatores e situações, tais como:
exposição a agentes tóxicos, altos níveis de ruído, situações de risco à integridade física, como
também pelas formas de organização do trabalho e políticas de gerenciamento, que
desconsideram os limites físicos e psíquicos do trabalhador, impondo-lhe frequentemente a
anulação de sua subjetividade para que a produção não seja prejudicada e as metas estabelecidas
sejam cumpridas. Nesse cenário de transformações e crises no mundo do trabalho, os
profissionais da saúde apresentam-se como um dos grupos mais suscetíveis ao adoecimento e
a desenvolverem problemas de saúde mental, como a depressão e o risco de suicídios, em
virtude das condições de trabalho, ambiente estressante e contato diário com o sofrimento
humano. Assim, é essencial que a gestão da saúde, dentre outros aspectos, ocupe papel
fundamental na organização do trabalho e na educação ao autocuidado dos trabalhadores da
saúde, com o fim de eliminar e/ou amenizar o risco de adoecimento dos trabalhadores da saúde.
Implantada no Brasil, a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS),
resultado dos avanços da Carta Magna de 1988 e da implantação do Sistema Único de SaúdeSUS, emergiu com a proposta do aprendizado significativo, das problematizações do processo
de trabalho em saúde, de novas formas de pensar e agir, a partir da aquisição de conhecimentos
que impliquem na autoanálise da realidade e do próprio ambiente de trabalho, permitindo assim
um repensar das práticas profissionais, da organização do trabalho, da gestão setorial e do
fortalecimento do controle social, tendo como referência as necessidades de saúde da
população assistida. Os processos de ensino, imersos nas inovações e avanços tecnológicos,
especificamente na Educação na Saúde, abriram espaço para novos modelos educacionais e de
Ambiente Virtual de Aprendizagem-AVA, permitindo ultrapassar barreiras estruturais e limites
espaciais no processo de aprendizagem, por meio do modelo autoinstrucional, mediado pelas
tecnologias de informação e comunicação. As mudanças nos processos educativos permitiram
construir uma metodologia flexível, comunicativa e de interação entre as partes envolvidas,
fundamentadas na qualidade da transmissão do conhecimento e na aprendizagem significativa,
no desenvolvimento da formação, do aprimoramento e da atualização de profissionais da área
da saúde. Nesse sentido, o presente trabalho objetiva a elaboração de um curso, em ambiente
virtual de aprendizagem, para os profissionais da saúde e áreas afins, abordando a educação
para o autocuidado no contexto do trabalho.
Abstract
The current context, marked by various changes in the world of work, has generated numerous
impacts on the organization and division of work, as well as on the weakening of labor laws
and the worker’s illness. The current characteristics of work have compromised the mental
health of workers due to several factors and situations, such as exposure to toxic agents, high
levels of noise, situations of risk to physical integrity, as well as the forms of work organization
and management policies, which disregard the physical and psychological limits of the worker,
often imposing on him the annulment of his subjectivity so that production is not harmed, and
the established goals are met. In this scenario of transformations and crises in the world of work,
health professionals are one of the groups most susceptible to illness and develop mental health
problems, such as depression and the risk of suicide, due to working conditions, stressful
environment and daily contact with human suffering. Thus, it is essential that health
management, among other aspects, play a fundamental role in the organization of work and
education for self-care of health workers, in order to eliminate and/or mitigate the risk of illness
for health workers. Implemented in Brazil, the National Policy on Permanent Education in
Health (PNEPS), a result of the advances of the Constitution of 1988 and the implementation
of the Unified Health System-SUS, emerged with the proposal of significant learning, of the
problematization of the work process in health, new ways of thinking and acting, from the
acquisition of knowledge that implies the self-analysis of reality and the work environment
itself, thus allowing a rethinking of professional practices, work organization, sectoral
management and the strengthening of control society, having as a reference the health needs of
the population assisted. The teaching processes, immersed in technological innovations and
advances, specifically in Health Education, opened space for new educational models and
Virtual Learning Environment-VLE, allowing to overcome structural barriers and spatial limits
in the learning process, through the self-instructional model, mediated by information and
communication technologies. Changes in educational processes allowed the construction of a
flexible, communicative and interactive methodology between the parties involved, based on
the quality of knowledge transmission and on meaningful learning, in the development of
training, improvement and updating of health professionals. In this sense, the present work aims
to develop a course, in a virtual learning environment, for health professionals and related areas,
addressing education for self-care in the context of work.
Palavras-chave
Ambiente Virtual de Aprendizagem, Virtual Learning Environment, Educação Permanente, Permanent Education, Autocuidado, Self care
Citação
LIMA, Denise Ferreira Portes de. Educação para o autocuidado no contexto do trabalho.2022.73f. Dissertação (mestrado em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador) - Universidade Federal de Uberlândia, 2022. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2022.666