Publicação: Projeções de identidades latino-americanas em Doze contos peregrinos de Gabriel García Márquez
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CNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRAS::LITERATURAS ESTRANGEIRAS MODERNAS
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Nesta dissertação buscamos traçar representações de identidades latino-americanas nos contos “A santa”, “Me alugo para sonhar”, “Maria dos Prazeres” e “Só vim telefonar”, presentes na obra Doze contos peregrinos, de Gabriel García Márquez. Para a análise desses contos que têm como procedimento narrativo comum personagens latinoamericanas que se encontram em solo europeu, ancoramo-nos no conceito de real maravilhoso cunhado por Alejo Carpentier (2009) e de insólito projetado conceitualmente por Lenira Covizzi (1978). A base do estudo terá como suporte, igualmente, as teorias que delineiam como foco a questão das identidades latinoamericanas. Consideramos que na América Latina o insólito é tratado como cotidiano e se dá devido às características do continente latino-americano, como inerente à sua identidade e cultura. Os latino-americanos, com seu olhar híbrido e mestiço, naturalizam o insólito, uma vez que sua realidade é por natureza maravilhosa. Partimos da noção de mirada estrábica para Ricardo Piglia (2012), um olhar enviesado que consegue mirar as bordas. Pudemos constatar que as literaturas que florescem no subdesenvolvimento cultural deslocam-se das tradições europeias e adquirem lentamente a consciência nacional e universal, apresentando um olhar da margem, ex-cêntrico, de acordo com Lenira Covizzi (1978) e Linda Hutcheon (1991). A morte, tema recorrente em todos os contos, ajuda-nos a pensar também nas identidades latino-americanas apontadas neste estudo.
Abstract
En esta tesis buscamos trazar representaciones de identidades latinoamericanas en los cuentos “La santa”, “Me alquilo para soñar”, “María dos Prazeres” y “Sólo vine a hablar por teléfono”, presentes en la obra Doce cuentos peregrinos, de Gabriel García Márquez. Para el análisis de esos cuentos que tienen como procedimiento narrativo común a personajes latinoamericanos que se encuentran en suelo europeo, nos basamos en el concepto de real maravilloso acuñado por Alejo Carpentier (2009) y de lo insólito proyectado conceptualmente por Lenira Covizzi (1978). La base de nuestro estudio tendrá como soporte, igualmente, las teorías que delinean la cuestión de las identidades latinoamericanas. Consideramos que en América Latina lo insólito es tratado como cotidiano y se produce debido a las características del continente latinoamericano, es decir, es inherente a su identidad y a su cultura. Los latinoamericanos, con su mirada híbrida y mestiza, naturalizan lo insólito, al mismo tiempo que su realidad es por naturaleza maravillosa. Partimos de la noción de mirada estrábica de Ricardo Piglia (2012), una mirada sesgada que logra ver los bordes. Pudimos confirmar que las literaturas que florecen en el subdesarrollo cultural se dislocan de las tradiciones europeas y adquieren paulatinamente la conciencia nacional y universal, presentando una mirada desde los márgenes, excéntrica, de acuerdo con Lenira Covizzi (1978) e Linda Hutcheon (1991). La muerte, tema recurrente en todos los cuentos, nos ayuda a pensar también en las identidades latinoamericanas apuntadas en este estudio.
Palavras-chave
Literatura latino-americana, Real maravilhoso, Identidades latino-americanas, Insólito, Ex-cêntrico, Morte
Citação
MARIANO, Bethânia Martins. Projeções de identidades latino-americanas em Doze contos peregrinos de Gabriel García Márquez. 2018. 104 f. Dissertação (Mestrado em Estudos literários) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2018. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2020.3605.
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