Publicação: Poder brando, cinema e hegemonia: Um estudo sobre o excepcionalismo estadunidense durante o governo Obama.
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Resumo
Joseph Nye apresentou, em 1990, o termo soft power para demonstrar o porquê do
poder hegemônico dos Estados Unidos não estar em declínio, como defendiam os teóricos
declinistas. O soft power é apresentado como aquele poder cooptativo, usado para influenciar
os outros a quererem o que um quer. Sua projeção ocorre por meio de recursos intangíveis,
como cultura, ideologia e instituições. O cinema pode, assim, ser caracterizado como um
recurso de soft power , principalmente se for auxiliado pelo governo para reproduzir os ideais
e a cultura de determinado país. Desse modo, por meio de uma metodologia
hipotético-dedutiva, esse artigo tem como objetivo demonstrar como ocorreu a relação entre o
Estado e a indústria cinematográfica dos Estados Unidos da América durante marco temporal
de 2009 a 2017, o qual engloba dois mandatos do governo do presidente Barack Obama. A
hipótese é a de que o uso do cinema como recurso de soft power pelo governo Obama ocorre
por meio da relação entre Hollywood e a Entertainment Industry Liaison , um órgão da CIA
criado em 1996 com a finalidade de auxiliar produções que desejam abordar o funcionamento
da agência, em troca de uma representação benevolente e heroica da CIA ou dos seus agentes.
Abstract
Joseph Nye introduced, in 1990, the term soft power to explain why US’
hegemonic power wasn’t declining, like the declinist theorists defended. The soft power
would be the cooptative power, used to influence others to want what one wants. It would be
projected by intangible resources such as culture, ideology and institutions. Thereby, the
cinema can be characterized as a resource of soft power, especially if assisted by the
government to reproduce the country’s ideals and culture. Therefore, by a
hypothetical-deductive methodology, this article’s main goal is to demonstrate how the
relation between the State and the US’ cinematographic industry occured between 2009 and
2017, which includes two governments of the US former president Barack Obama. The
hypothesis is that the use of the cinema as a resource of soft power by Obama’s government
occurs due to the relation of Hollywood and the Entertainment Industry Liaison, a CIA’s
organ created in 1996 with the purpose of assisting the productions that wish to approach the
functioning of the agency, in exchange of a good and heroic representation of the CIA and its
agents.
Palavras-chave
Cinema, Poder Brando, Hegemonia, Estados Unidos, CIA, Soft Power
Citação
MENDES, Andressa Gabrielly de Lacerda. Poder brando, cinema e hegemonia: Um estudo sobre o excepcionalismo estadunidense durante o governo Obama. 2018. 28 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Relações Internacionais) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2018.