Publicação: Espaço e linguagem: contribuições estético-literárias de germinal no
estudo da sociedade industrial
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CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::GEOGRAFIA
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Resumo
Nesse trabalho, sublinhamos a contribuição da linguagem na construção da realidade a
partir da tese de que a literatura é produção de conhecimento. Verificamos a
potencialidade desta proposição na leitura espaço-temporal a partir de experiências
humanas singulares. Assim, acreditamos que a investigação se dispõe como chave de
interpretação na análise geográfica com base no entrelaçamento de múltiplas
linguagens. A partir da exploração do romance Germinal (1885) evidenciamos as suas
contribuições estéticas no estudo da industrialização e dos trabalhadores frisando dois
pontos nevrálgicos: a relação homem-meio e a sua própria mecanização. Nessa
perspectiva, a nossa chave de análise se mostra válida e coerente compreendendo um
caminho de apreensão do homem, do espaço geográfico e da sociedade industrial.
Germinal é notadamente o livro mais conhecido de Émile Zola (1840-1902) em vista de
sua força e impacto. O escritor naturalista francês enfrentou o drama do trabalho nos
veios mineiros, conviveu com os operários e de forma ímpar pintou a vida política e
social de sua época. O século XIX é tido como um período de profundas transformações
tecnológicas, econômicas e sociais, mediante a intensificação da industrialização e da
urbanização. O contexto de grandes revoluções marcou transformações sem precedentes
com destaque para o nascimento do proletariado. Com o episódio da saga dos Rougon-
Macquart, o operariado entra de vez no universo literário provocado pela revolução
Germinal . Zola foi participante da realidade sobre a qual refletiu dispondo de uma
narrativa enervante evidenciando os contrastes de uma sociedade pautada na miséria
humana e na riqueza material. Buscamos na atmosfera da degeneração inerente à
estética naturalista uma expressão plausível e provocante sobre a industrialização
enquanto fenômeno histórico-geográfico.
Abstract
from the thesis that literature is knowledge production. We see the potential of this
proposition in the space-time reading from unique human experiences. Thus, we believe
that the research has an interpretative key in geographical analysis based on the
interweaving of multiple languages. From the exploration of novel Germinal (1885) we
evidenced their aesthetic contributions in the study of industrialization and workers
emphasizing two crucial points: the human and environment relationship and its own
mechanization. From this perspective, our key analysis proves valid and consistent
comprising a seizing way of man, the geographic space and industrial society. Germinal
is notably the remarkable book of Émile Zola (1840-1902) in view of its force and
impact. The french naturalist writer faced the drama work in the mining shafts, lived
with the workers and in an unique way painted the social and political life of his time. The nineteenth century is seen as a period of profound technological, economic and
social transformations through the intensification of industrialization and urbanization.
The context of great revolutions marked unprecedented transformations highlighting the
birth of the proletariat. With the episode of the saga of the Rougon- Macquart, the
working class comes once in the literary universe caused by the Germinal revolution .
Zola was participant of reality which reflected featuring an unnerving narrative
highlighting the contrasts of a society guided by the human misery and the material
wealth. We seek the atmosphere of degeneration inherent of the naturalistic aesthetics
a plausible and provocative expression on industrialization as a historical and
geographical phenomenon.
Palavras-chave
Trabalhadores, Industrialização, Século XIX, Émile Zola, Germinal, Workers, Industrialization, 19th Century, Zola, Emile, 1840-1902 - Germinal - Crítica e interpretação, Geografia e literatura, Industrialização - Séc. XIX
Citação
CARVALHO, Rodrigo Janoni. Espaço e linguagem : contribuições estético-literárias de germinal no
estudo da sociedade industrial. 2016. 369 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Humanas) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2016. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2016.79