Publicação: Estudo das redes de mulheres que atuam em serviços de saúde de alta complexidade no Triângulo Mineiro.
Carregando...
Arquivos
Tipo do documento
Data
Direito de acesso
Área do conhecimento
CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Orientador
Coorientador
Resumo
Introdução: As atividades laborais, especialmente na área da saúde, expõem os trabalhadores
a situações de sofrimento, lesões e ao adoecimento físico, mental e social. Quando analisadas
sob a ótica de gênero, essas vulnerabilidades tornam-se ainda mais evidentes, especialmente
para as mulheres, que enfrentam sobrecargas e desigualdades historicamente construídas no
ambiente de trabalho. Objetivo: Compreender a conformação das redes sociais pessoais,
segundo o modelo de Sluzki, de trabalhadoras de um hospital de referência regional no
Triângulo Mineiro, sob a perspectiva da construção social do adoecimento. Metodologia:
Trata-se de um estudo transversal, exploratório, de abordagem qualitativa, que busca
compreender os valores culturais e as representações sociais sobre saúde, trabalho e gênero,
além das relações estabelecidas entre os sujeitos no contexto institucional da saúde. A
pesquisa utilizou um questionário sociodemográfico, aliado à adaptação do Mapa de Redes de
Sluzki (1997), na forma de Mapa Mínimo de Rede, aplicado presencialmente a 14
participantes no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HCU), entre
janeiro e março de 2024. Resultados e Discussão: Das entrevistadas, mais de 50% possuem
entre 26 e 35 anos. A maioria se autodeclara branca (n = 11), é casada (n = 7) e tem pelo
menos um filho (n = 8). Em relação à formação, 10 têm ensino superior Enfermagem ou mais,
e outras 4 têm tecnico de Enfermagem ,12 atuam em regime de 36 horas semanais e estão na
instituição há menos de cinco anos. Além disso, 13 afirmaram praticar atividades físicas ao
menos uma vez por semana. Os Mapas de Relacionamento demonstram redes sociais diversas,
com variações no número de pessoas por camada e quadrante, evidenciando diferentes níveis
de apoio e convívio social. Conclusão: As redes sociais de apoio, tanto no contexto
comunitário quanto no ambiente de trabalho, exercem papel fundamental na promoção da
saúde mental das trabalhadoras da área da saúde, podendo atuar como fator de proteção frente
às adversidades e ao adoecimento relacionado ao trabalho.
Abstract
Introduction: Work activities, especially in the health area, expose workers to situations of
suffering, injuries, and physical, mental, and social illness. When analyzed from a gender
perspective, these vulnerabilities become even more evident, especially for women, who face
overloads and inequalities historically constructed in the work environment. Objective: To
analyze the formation of personal social networks, according to the Sluzki model, of workers
at a regional reference hospital in the Triângulo Mineiro region, from the perspective of the
social construction of illness. Methodology: This is a cross-sectional, exploratory study with
a qualitative approach that seeks to understand the cultural values and social representations
about health, work, and gender, in addition to the relationships established between the
subjects in the institutional context of health. The research used a sociodemographic
questionnaire, combined with the adaptation of Sluzki's Network Map (1997), in the form of
a Minimum Network Map, applied in person to 14 participants at the Hospital de Clínicas of
the Federal University of Uberlândia (HCU), between January and March 2024. Results and
Discussion: Of the interviewees, more than 50% are between 26 and 35 years old. The
majority declare themselves white (n = 11), are married (n = 7) and have at least one child
(n
= 8). Regarding education, 10 have higher education or more, 12 work 36 hours a week and
have been at the institution for less than five years. In addition, 13 stated that they practice
physical activities at least once a week. The Relationship Maps demonstrate diverse social
networks, with variations in the number of people per layer and quadrant, evidencing different
levels of support and social interaction. Conclusion: Social support networks, both in the
community context and in the workplace, play a fundamental role in promoting the mental
health of female healthcare workers, and can act as a protective factor against adversities and
work-related illness.
Palavras-chave
Saúde da mulher, Saúde ocupacional, Mapa de rede de Sluzki, Women's health, Occupational health, Sluzki network map, Geografia médica.
Citação
SANTOS, Juliana Salvador de Lima. Estudo das redes de mulheres que atuam em serviços de saúde de alta complexidade no Triângulo Mineiro. 2025. 91 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2025. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2025.391.
Avaliação
Revisão
Suplementado Por
Referenciado Por
Licença Creative Commons
Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Acesso Aberto
