Publicação: Adoecimento feminino e violência de gênero: análise de casos no hospital de clínicas ufu
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CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::ENFERMAGEM
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Resumo
A violência contra as mulheres constitui uma grande preocupação social e um importante
problema de saúde pública, representando uma das principais violações de direitos humanos e
afetando diretamente o estado de saúde das vítimas. Este estudo teve como objetivo analisar
como a violência influencia o processo saúde-doença das mulheres, considerando os impactos na
saúde física e mental, as barreiras de acesso aos serviços de saúde e a influência do apoio recebido
na recuperação. A pesquisa utilizou uma abordagem de métodos mistos, com um delineamento
descritivo e exploratório, analisando 89 registros de notificação de violência contra a mulher no
período de janeiro a setembro de 2024. Os dados mostraram que a maioria das vítimas eram
mulheres jovens e brancas, sendo a violência sexual o tipo mais recorrente, seguida pela física e
psicológica. O estupro foi a forma de violência sexual mais frequente, e a força corporal o
principal meio de agressão física. Entre os procedimentos realizados, destacaram-se a profilaxia
para infecções sexualmente transmissíveis e coleta de exames laboratoriais. Na etapa qualitativa,
a análise das entrevistas evidenciou a fragilidade da rede de apoio, o impacto emocional da
violência e as dificuldades de acesso aos serviços de saúde. Os relatos indicaram medo, vergonha,
solidão e falta de acolhimento, reforçando a importância de uma abordagem humanizada e
interprofissional. Conclui-se que a violência repercute diretamente no adoecimento feminino,
exigindo ações integradas que articulem prevenção, acolhimento e reabilitação, garantindo o
direito à saúde e à dignidade dessas mulheres.
Abstract
Violence against women constitutes a major social concern and an important public health
problem, representing one of the main human rights violations and directly affecting the victims state of health. This study aimed to analyze how violence influences women's health-disease
process, considering the impacts on physical and mental health, the barriers to accessing health
services, and the influence of received support on recovery. The research employed a mixed
methods approach, with a descriptive and exploratory design, analyzing 89 records of violence
against women notifications in the period from January to September 2024. The data showed that
most victims were young, white women, with sexual violence being the most recurrent type,
followed by physical and psychological violence. Rape was the most frequent form of sexual
violence, and bodily force was the main means of physical aggression. Among the procedures
performed, prophylaxis for sexually transmitted infections (STIs) and the collection of laboratory
tests were highlighted. In the qualitative stage, the analysis of the interviews evidenced the
fragility of the support network, the emotional impact of the violence, and the difficulties in
accessing health services. The reports indicated fear, shame, loneliness, and a lack of proper
welcoming, reinforcing the importance of a humanized and interprofessional approach. It is
concluded that violence directly impacts female illness, demanding integrated actions that
articulate prevention, welcoming, and rehabilitation, ensuring these women's right to health and
dignity.
Palavras-chave
violência contra a mulher, saúde da mulher, processo saúde-doença, saúde pública
Citação
MIRANDA, Nicole Sayuri Kinoshita de. Adoecimento feminino e violência de gênero: análise de casos no Hospital de Clínicas UFU. 2025. 23 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Enfermagem) - Universidade Federal de Uberlândia, 2026.
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