Publicação: Avaliação da posição uterina no momento da inseminação artificial em tempo fixo em vacas Girolando
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CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS
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Resumo
A busca por melhorias na eficiência reprodutiva em vacas leiteiras vem se tornando cada vez mais necessária, visto que esta resulta em maior produção de leite. Para isso, é essencial verificar a dinâmica de involução uterina e seus efeitos sobre taxas de prenhez e doenças pós-parto nesses animais. O objetivo com este trabalho foi analisar os fatores que afetam a posição de útero de vacas Girolando no momento da IA, bem como os efeitos da posição do útero no desempenho reprodutivo. A posição do útero das vacas foi avaliada seguindo a classificação proposta por Young et al. (2017): útero pequeno localizado na cavidade pélvica (SPS1), útero de tamanho médio e na transição entre as cavidades pélvica e abdominal (SPS2) ou útero grande posicionado na cavidade abdominal (SPS3) no momento da IATF. Posteriormente, foram coletados dados desses animais, como ordem de lactação, doenças durante a lactação, contagem de células somáticas (CCS) e prenhez/inseminação (P/IA) aos 30 e 60 dias. Os dados foram analisados pelo programa SAS Studio. A maioria das vacas que tiveram doenças na lactação foram classificadas como SPS2 (58,9%), sendo que as vacas que tiveram a menor incidência de doenças apenas 17,7% foram classificadas como SPS3. A maioria das vacas na primeira lactação foram classificadas como SPS1 (55,7%), enquanto a maioria das vacas de segunda, terceira ou mais lactações foram classificadas como SPS2 e SPS3 (84,7%). Não foi detectado efeito do escore uterino na P/IA aos 30 e 60 dias após a IATF (P=0,22). Os animais com escore uterino SPS3 tiveram a maior CCS (P=0,0001), devido serem de idade mais avançada. Conclui-se que vacas mestiças Girolando não apresentam diferença na taxa de prenhez relacionado ao escore uterino. Porém, pode-se afirmar que vacas com útero abdominal (SPS3), tendem ter contagem de células somáticas maior do que vacas com útero pélvico ou pélvico abdominal (SPS1 e SPS2).
Abstract
Palavras-chave
Escore uterino, Inseminação artificial, Mestiços, Ordem de lactação, Taxa de prenhez, Involução uterina
Citação
CARVALHO, Helen Faria de. Avaliação da posição uterina no momento da inseminação artificial em tempo fixo em vacas Girolando. 2021. 20 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Medicina Veterinária) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2021.