Publicação: Abertura financeira, fluxos de capitais e crescimento econômico: análise empírica para o Brasil
Carregando...
Tipo do documento
Data
Direito de acesso
Coleções
Área do conhecimento
CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Autores
Orientador
Coorientador
Resumo
O objetivo desta dissertação é realizar uma revisão teórica e empírica a respeito da relação
entre abertura financeira, fluxos de capitais e crescimento econômico. E, principalmente,
fazer uma reconstrução histórica da abertura financeira e do comportamento dos fluxos
de capitais para o Brasil, além de realizar uma investigação econométrica acerca da
relação entre abertura financeira, fluxos de capitais e crescimento econômico para o
Brasil no período 1970-2011. A revisão teórica e empírica realizada no Capítulo 1
evidenciou a ausência de consenso teórico e empírico acerca da relação entre abertura
financeira, fluxos de capitais e crescimento econômico. No Capítulo 2 é apresentado a
experiência brasileira em relação a abertura financeira e aos fluxo de capitais no período
de 1970-2011. A análise desse capítulo mostrou evidências de que houve um relevante
estímulo a abertura financeira, constatada por marcos regulatórios e por meio de índices
de abertura financeira que apresentaram tendência de elevação, principalmente a partir de
1990. Além disto, houve uma mudança de composição e elevação do nível dos fluxos de
capitais, principalmente a partir de 1990, ademais a partir deste ano elevou a frequência
de picos de volatilidade apresentado pelos fluxos de capitais. E, na última parte deste
capítulo, a análise dos episódios extremos dos fluxos de capitais (surtos, paradas, fuga e
retração) evidenciou que no período analisado, tais episódios se apresentaram em
momentos de instabilidade da economia brasileira e em períodos de crises internacionais.
No capítulo 3 é realizada uma investigação empírica acerca da relação entre abertura
financeira, fluxos de capitais e crescimento econômico para o Brasil. As evidencias
encontradas, utilizando um modelo de estimação Autoregressivo com Defasagens
Distribuídas (Autoregressive Distributed lag, ou, ARDL), sugerem que: i) apesar de o
índice de abertura financeira de facto não afetar o crescimento econômico, o índice de
abertura financeira de jure afeta negativamente o crescimento econômico no curto e no
longo prazo; ii) fluxos debt estimulam o crescimento econômico de forma positiva no
longo prazo; iii) fluxos equity afetam de forma negativa o crescimento econômico
brasileiro no curto prazo; iv) as entradas líquidas do investimento externo direto, outros
investimentos, derivativos e entradas líquidas totais não causam efeitos no crescimento
econômico; v) investimento em carteira afeta negativamente o crescimento econômico
no curto prazo e de forma positiva no longo prazo.
Abstract
The goal of this dissertation is to perform a theoretical and empirical review of the
relationship between financial openness, capital flows and economic growth. And,
principally, make a historical reconstruction of financial openness and behavior of capital
flows to Brazil, and perform an econometric investigation on the relationship between
financial openness, capital flows and economic growth for Brazil in the period 1970-
2011. The theoretical and empirical review conducted in Chapter 1 highlights the lack of
theoretical and empirical consensus on the relationship between financial openness,
capital flows and economic growth. Chapter 2 presents the Brazilian experience in
financial liberalization and capital flows in the 1970-2011 period. The analysis of this
chapter showed evidence that there was a significant stimulus to financial liberalization
evidenced by regulatory frameworks and through financial openness indexes that showed
upward trend, especially since 1990. In addition, there was a change in composition and
a raising in the level of capital flows, especially since 1990, and from this year onwards
there was an increase in the frequency of volatility spikes presented by capital flows. And,
in the latter part of this chapter, the analysis of extreme episodes of capital flows (surges,
stops, flight e retrenchment) showed that in the period analyzed, such episodes are
associated to times of instability of the Brazilian economy and in times of International
crises. In chapter 3 an empirical research is conducted on the relationship between
financial openness, capital flows and economic growth for Brazil. The evidence found,
using an estimation model with Autoregressive Distributed Lags (ARDL) suggest that: i)
although the de facto financial openness index does not affect economic growth, the de
jure financial openness index negatively affects economic growth in the short and long
run; ii) debt flows stimulate economic growth positively in the long run; iii) equity flows
negatively affect the Brazilian economic growth in the short run; iv) net inflows of foreign
direct investment, other investments, derivatives and total net inflows have no effect on
economic growth; v) portfolio investment negatively affects economic growth in the short
run and positive in the long run.
Palavras-chave
Economia, Fluxo de capitais, Finanças, Desenvolvimento econômico, Abertura financeira, Fluxos de capitais, Crescimento econômico, Brasil, Modelos autoregressivos com defasagens distribuídas (ARDL), Financial openness, Capital flows, Economic growth
Citação
SILVA, Rodrigo Gomes da. Abertura financeira, fluxos de capitais e crescimento econômico: análise empírica para o Brasil. 2016. 122 f. Dissertação (Mestrado em Economia) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2016. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2016.116