Publicação: Estigma do peso, atitudes e crenças relacionadas à obesidade em estudantes universitários da área da saúde de uma universidade de Minas Gerais
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CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE, CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::NUTRICAO
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Barbosa, Marina Rodrigues
Resumo
Introdução: O estigma do peso, conduta social em relação ao peso corporal que se diferem do que é o padrão imposto na sociedade, vivenciado principalmente em indivíduos com sobrepeso/obesidade, gera impactos negativos para a saúde física, mental e psicossocial. Entende-se que profissionais e estudantes da área da saúde podem apresentar crenças e atitudes estigmatizantes em relação à obesidade. Objetivo: Avaliar a correlação de atitudes e crenças relacionadas à obesidade e comportamentos disfuncionais em estudantes da área da saúde da Universidade Federal de Uberlândia - MG. Metodologia: Estudo transversal, método misto (quali-quanti), divulgado por veículos midiáticos e por contato direto no campus, direcionado à estudantes de ambos os sexos, maiores de 18 anos, e com matrícula ativa nos cursos da área da saúde da UFU. Utilizou-se os seguintes instrumentos por meio da plataforma da Microsoft Forms®: Questionário de caracterização sociodemográfica; Fat Phobia Scale- Short Version; Beliefs About Obese Persons Scale; Modified Weight Bias Internalization Scale; Escala de Atitudes Anti Obesidade; Escala de satisfação corporal e Escala de Atitudes Alimentares Desordenadas curta. Aos que sinalizaram interesse, ocorreu de forma presencial, os grupos focais com a aplicação da Escala de Silhueta para avaliação da relação com a imagem corporal. Os dados quantitativos foram tabulados e realizado as análises de média, desvio padrão, mínimo/máximo, e correlação de Spearman com o software Jamovi®, e os dados qualitativos após transcritos, a Análise de Conteúdo complementado pelo software Iramuteq ®. Resultados: Identificou-se em 385 participantes da etapa online, níveis de estigma internalizado (média 3,25-46,4% do total de pontos) com correlações significativas com IMC (p < .001), comer transtornado (p < .001), insatisfação corporal (p < .001) e a presença de gordofobia (média 3,53-70,6% do total de pontos) e culpabilização do indivíduo com obesidade (média 20.8 pontos-43,3% do total de pontos). Na dimensão da pesquisa qualitativa possibilitou o desenvolvimento de três núcleos de sentido: “Mas afinal, o que é realmente estigma?”, “Crenças sobre o indivíduo com obesidade” e “Eu, meu corpo e minha alimentação no universo da formação profissional”. Conclusão: O público universitário apresenta níveis considerados de estigma do peso, gordofobia e estigma internalizado, dos quais ressoam em comportamentos alimentares disfuncionais e impactos negativos na autoimagem.
Abstract
Introduction: Weight stigma, characterized by socially devalued weight-related behaviors that deviate from societal norms, primarily affects individuals with overweight or obesity, resulting in detrimental physical, mental, and psychosocial health outcomes. It is well-established that health professionals and students may harbor stigmatizing beliefs and attitudes toward obesity, which can compromise clinical care. Objective: To evaluate the correlation between obesity-related attitudes and beliefs and disordered eating behaviors among health science students at the Federal University of Uberlândia (UFU) - MG. Methodology: This was a cross-sectional, mixed-methods (qualitative-quantitative) study. Recruitment was conducted via digital media and on-campus outreach, targeting students aged ≥18 years, of all genders, actively enrolled in health science courses at UFU. Data collection utilized the Microsoft Forms® platform with the following validated instruments: a Sociodemographic Characterization Questionnaire; the Fat Phobia Scale (Short Version); the Beliefs About Obese Persons (BAOP) Scale; the Modified Weight Bias Internalization Scale (WBIS-M); the Anti-Obesity Attitudes Scale; the Body Shape Questionnaire (BSQ); and the Short Disordered Eating Attitudes Scale (SDEAS). Focus groups were conducted in person with interested participants, incorporating the Silhouette Scale to assess body image perception. Quantitative data were analyzed using Jamovi® software (descriptive statistics and Spearman’s correlation), while qualitative data underwent Content Analysis supported by IRAMUTEQ® software. Results: Among the 385 participants in the quantitative phase, significant levels of internalized stigma were identified (mean: 3.25; 46.4% of the maximum score), which correlated significantly with BMI, disordered eating, and body dissatisfaction (p < .001). High levels of fatphobia (mean: 3.53; 70.6% of the maximum score) and individual culpability/blame (mean: 20.8; 43.3% of the maximum score) were also observed. The qualitative analysis yielded three thematic cores: "Conceptualizing stigma: ambiguity and lack of clarity"; "Beliefs regarding the individual with obesity"; and "The interplay of body image, diet, and professional identity during undergraduate training." Conclusion: The university population exhibits significant levels of weight stigma, fatphobia, and internalized bias. These factors are associated with disordered eating behaviors and have a deleterious impact on self-image perception within the context of professional training.
Palavras-chave
Estudantes de Ciências da Saúde, Gordofobia, Imagem Corporal, Preconceito de Peso, Body Image, Fatphobia, Health Sciences Students, Weight Bias
Citação
SILVA, Brenda Ramos. Estigma do peso, atitudes e crenças relacionadas à obesidade em estudantes universitários da área da saúde de uma universidade de Minas Gerais. 2026. 105 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) - Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2026. DOI http://doi.org/10.14393/ufu.di.2026.5540.
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